23/04/2018

Como o Booking.com salvou minhas férias

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Literalmente, Booking ponto "uau"
Fonte: divulgação

Galera, hoje eu vim contar um episódio que aconteceu na minha última viagem. Olhando as fotos no Instagram e aqui do blog dá impressão que a viagem é só feita de sucessos né? Mas rola perrengue também.

Eu sempre faço as minhas reservas de hotéis através do Booking e nunca tive problema algum, sempre deu tudo certo e as hospedagens sempre ocorreram do jeito que eu havia reservado. Até que na Jamaica caí numa pegadinha.

A minha viagem havia sido planejada com bastante antecedência, então em meados de novembro eu fiz a reserva num hotel em Port Antonio, na Jamaica, para fevereiro do ano seguinte. Na ocasião eu até achei curioso pois recebi um email de uma funcionária confirmando a reserva e o quarto que eu havia escolhido, o que nunca nenhuma outra propriedade havia feito até então.

Para minha surpresa, ao chegar no hotel o funcionário que estava na recepção não localizou a minha reserva. Eles tinham uma espécie de livros de reservas escrito à mão e meu nome não estava lá. Esse não seria o problema pois foi fácil confirmar a reserva acessando o sistema do Booking. O problema veio depois da confirmação da reserva.

Provavelmente com esse "esquecimento" de alguém o quarto que estava reservado para mim foi alugado para outra pessoa e eles não possuíam outro similar disponível. Só que isso eu só fui descobrir bem depois. Para contornar a falha deles, o tal funcionário veio me mostrar uma tabela de preços atuais e lá dizia que a diária do quarto que eu pleiteava custava US$75 e na minha reserva do Booking eu havia reservado por US$67 (atenção: US$8 de diferença!). Com isso, segundo ele, eu só teria direito a um quarto inferior. Oi? 

E nisso se iniciou uma longa discussão, eu tentando explicar a ele que o problema de valor poderia ter ocorrido porque eu havia feito a reserva há muito tempo, mas que o certo era ele me garantir o tipo de quarto da reserva, independente de valor, que isso ele acertaria com o Booking depois, se fosse o caso. Mostrei o email do próprio hotel confirmando o quarto. Mas ele estava irredutível (até porque depois eu acabei descobrindo que ele não tinha o quarto pra oferecer). 

Resolvemos olhar o tal quarto disponível. Terror e pânico: quarto velho, cheiro de mofo e sem nenhuma condição de ficar lá. Vimos que não dava mais pra ficar ali discutindo com aquele cara sem noção nenhuma. Se o hotel já é desonesto no check in, melhor nem entrar porque é dor de cabeça na certa!

Mas e aí, ir pra onde? A Jamaica não é exatamente um lugar pra ficar andando sem rumo pra procurar outro hotel. Pra piorar eu estava sem sinal de internet e não conseguia pesquisar outro lugar pelo Booking. De repente lembrei do nome do outro hotel que eu quase havia reservado, peguei a estrada e no primeiro sinal de internet tracei a rota do GPS até lá. 

Chegando lá, fui bem atendida, bem instalada mas paguei um valor muito superior ao da minha reserva inicial. Paciência né? Reserva de última hora, no perrengue é assim mesmo! E pior, fiquei numa vibe horrível pois estava muito chateada com toda aquela situação desagradável, porque além de ser enganada, ainda rolou stress, bate-boca, tudo aquilo que você não se imagina passando nas suas férias.

E nessa vibe resolvi escrever pro Booking, numa de abrir meu coração, de dividir minha frustração e até mesmo avisá-los sobre a idoneidade da propriedade que estava cadastrada em sua plataforma. Realmente não queria que mais ninguém passasse pelo que eu passei.

Para minha surpresa, agora super positiva, algumas poucas horas depois recebi um email da equipe de atendimento do Booking Brasil me pedindo desculpas pelo ocorrido, se colocando à disposição para me ajudar no que fosse preciso e o mais incrível, me oferecendo restituição do valor pago a mais pela reserva de última hora.

Gente, parece pouco né? Alguns até podem achar que o Booking não fez mais do que a obrigação.. mas eu achei de uma sensibilidade tão grande da parte deles. A atenção da atendente, as palavras de "consolo", foi tudo sensacional.

O processo de reembolso foi super simples. Eu precisei apenas enviar o recibo do hotel e em uma semana o valor foi depositado na minha conta. Simples assim. E antes que invejosos digam que isso aqui é um post patrocinado, aviso que não é. Escrevo isso pois aconteceu comigo na real.

E vou deixar aqui uma dica incrível, que eu só fiquei sabendo por causa dessa confusão toda. Quando acontecer algum problema no check in com a reserva feita através Booking, basta entrar em contato com a Central de Atendimento (11) 4700-3708 que eles procuram outra propriedade igual ou de melhor porte para uma nova acomodação. Ou seja, o Booking marcou vários golaços comigo de uma só vez.

E se eu já gostava de fazer todas as minhas reservas com a Booking, agora então sabendo que posso confiar neles, uso com total segurança e recomendo à todos! Use e abuse do Booking na hora de programar a sua viagem e, se não for pedir demais, use os links aqui do blog para me ajudar a manter a coisa toda aqui funcionando! 😆

Até a próxima aventura! 😉

https://www.booking.com/index.html?aid=1256661

As praias de Menorca, na Espanha


Não sabe se mergulha ou se tira foto

Agora que você já leu todas as informações básicas sobre Menorca, chegou a hora de conhecer um dos maiores tesouros dessa ilha mediterrânea: suas praias!

O mar, que possui um tonalidade de azul incrível, na primavera e verão costuma ser bem calminho, garantindo assim dias de sol ao paraíso. Mas nem tudo são flores! Devo avisar aos friorentos como eu que a água do Mediterrâneo é bem gelada! Mas em algumas praias, com o sol forte, o mergulho ainda assim é bem agradável.

Para acompanhar mais fotos dessa viagem clique aqui ou procure no Instagram por #reviajabaleares

Dicas gerais sobre as praias

No post principal de Menorca, eu já expliquei que o melhor meio de se locomover pela ilha e conhecer as suas praias é de carro.

As praias são divididas entre as praias do lado sul, com areia branca e mar azul turquesa, e as praias do lado norte com areias mais escuras e mar também super azul. Os dois lados da ilha são lindos, cada um com a sua beleza. É bom saber disso para ir com a expectativa na medida certa.
O que eles chamam de "cala", na verdade são as enseadas, as praias. Em volta delas formam-se os vilarejos com casas de veraneio, hotéis, condomínios e algum comércio. 

Na maioria das praias não há estrutura de bar/restaurante, por isso é importante sempre levar o kit sobrevivência (comes e bebes). É super normal as pessoas levarem uma bolsa térmica com bebidas e sanduíches pra praia. Mas lembre-se também de levar o lixo junto com você na hora de ir embora!

Outro ponto importante: nudismo é uma prática muito normal nas praias de lá. E pra você não se assustar, aviso que é possível encontrar pessoas de todo jeito: totalmente vestidas com roupa normal, com roupa de praia, seminuas e totalmente nuas. As pessoas agem com naturalidade e ninguém se incomoda com nada nem ninguém. Cada um fica à vontade para se vestir (ou não) do jeito que quiser. Tudo muito natural!

Como me organizei

Sem contar o dia de chegada e o de saída, fiquei três dias inteiros em Menorca. Pra conhecer e curtir as praias da ilha o tempo foi suficiente, mas ficou um pouco apertado. Eu recomendaria uns cinco dias pra ficar bem à vontade.

Mas como nem sempre temos aquilo que queremos (ou o que merecemos 😁). Tive que otimizar esses meus três dias e dividi o roteiro assim: dois dias para conhecer o lado sul e um dia pro lado norte.

Nossa, que obra de arte! kkk

Como disse que o tempo foi um pouquinho apertado, em algumas praias a parada era só pra bater foto mesmo e naquelas que eu curti mais, deu tempo de parar um pouco, dar um mergulho e tal.

Um dificultador para fazer o roteiro das praias em Menorca é que não há uma "rota litorânea". Para ir de uma praia a outra quase sempre é preciso voltar para a estrada principal. Então esteja preparado pra andar um bocado! O mapa acima dá uma ideia melhor do que acontece lá.

Praias do Sul

Nesse lado estão as praias de beleza mais clássica: areia branca e fina com mar azul cristalino.
Muitas praias, por lá chamadas de "cala" ficam envoltas de pequenos vilarejos. Algumas como Turqueta, Macarella e Son Saura são isoladas e acessadas por trilha. Nesse caso, os estacionamentos de apoio tem capacidade limitada e costumam lotar cedo, por isso recomendo ir logo cedo nelas (eu fui na baixa temporada e quase fiquei sem vaga em Turqueta - tive que "inventar" uma 😀).

Se você tiver poucos dias na ilha, assim como eu, escolha o dia com a melhor previsão de tempo (sol e céu claro) pra curtir a beleza dessas praias e garantir aquelas fotos de cair o queixo!

- Cala en Bosc

A primeira praia que visitei em Menorca foi arrebatadora e já me deixou em choque com a cor azul-surreal do Mar Mediterrâneo.

É uma praia bem movimentada. O seu vilarejo é bem bonitinho, há várias casas de veraneio, alguns hotéis e restaurantes.

Cala en Bosc

Momento "não acredito nessa cor"

- Son Saura

Seguindo adiante, fui dar uma conferida na praia de Son Saura. Essa é uma das três praias que possuem estacionamento limitado. Mas por sorte, era a que estava mais vazia e foi bem tranquilo estacionar por lá. Aliás, vale a pena informar que o estacionamento fica bem próximo da praia e nem precisa caminhar muito.

Son Saura, por ser isolada, tem um visual bem natural, sem qualquer construção em volta. Momento de levar aquele kit sobrevivência (comes e bebes).

Son Saura

Pra entrar na água, é preciso ter um pouco de atenção pois em vários trechos há bastante pedras (quem tiver aquele sapatinho de neoprene, pode usar).

- Cala Turqueta

Cala Turqueta, além de linda, é uma das praias mais disputadas da ilha. Por isso, programe-se pra chegar cedo!

O acesso é feito através de uma trilha fácil, que levou uns 10/15 minutos pra ser percorrida. O único dificultador é que é descida na ida e subida na volta. No solzão de rachar, a subida dá uma canseira.

A faixa de areia é bem pequena e como não há qualquer construção em volta, o visual da praia fica mais lindo ainda.

Cala Turqueta

Mais um azul-surreal

- Macarella e Macarelleta

Essas são as praias mais lindas da ilha. Prepare-se para fortes emoções! 😁

O esquema de acesso é bem similar ao de Turqueta. É preciso fazer uma pequena trilha para acessá-la (descida na ida e subida na volta). Chegando na praia, há um grande restaurante que fica bem escondido embaixo das árvores e nem chega a atrapalhar a paisagem da praia.

Macarella

No canto esquerdo da praia, tem início a trilha de acesso à Macarelleta. É uma trilha relativamente fácil e curta, porém é uma subida e descida bem íngremes e com bastante pedras. Ainda assim achei tranquila e vi até uns casais de velhinhos passando por ela. Nesse quesito, os europeus são muito desapegados, se jogam mesmo! Além do mais, o visual recompensa todo e qualquer esforço.

O que faz a trilha demorar são as paradas pra muitas fotos

Todo e qualquer esforço

Não bastasse o lindo visual da trilha, a praia de Macarelleta é de uma beleza indescritível. Aqui não há qualquer comércio e todo mundo leva o seu kit de sobrevivência.

Vale alertar também que a prática do nudismo aqui também é bem comum. 

Macarelleta

- Cala Galdana

Cal Galdana é bem grande e desenvolvida. Possui grandes hotéis, vários restaurantes e comércio em geral. Logo, é uma praia um pouco mais movimentada.

Ainda assim a praia, que possui uma boa infra e tem até cadeiras, barracas e brinquedos para crianças para alugar, é linda. E o visual dos paredões super altos e volta, dá um super charme ao lugar.

Cala Galdana

- Cala En Porter

Essa me pareceu ser uma cala mais frequentada pelos locais. Possui uma rampa para entrada/saída de barcos e alguns barzinhos be simples (tipo de pescador) na entrada.

Cala en Porter

- Binidalí


A partir daqui, fica mais fácil transitar pelas praias pois há uma estrada que vai margeando o litoral. 

Binidalí é uma prainha mínima, bem escondida, com acesso somente pelas pedras. Dá pra vê-la de frente se seg uir uma estradinha (como eu fiz na foto abaixo).

Binidalí

Por ser uma praia bem escondidinha, a galera do nudismo adora. Então não quis ir lá atrapalhar a vibe da galera..

- Platja de Cala Binissafuller

Essa praia de nome comprido é pequenina no tamanho mas enorme no charme!

A casinha que fica ao fundo é um pequeno (também) iate clube, todo branquinho e florido. Parece cenário de filme!

Binissafuller

É de acesso super fácil pois fica bem próxima da estrada. É uma pena que a foto não tenha ficado tão legal, porque é uma das praias que mais gostei nesse trecho.

- Binibequer

É um vilarejo muito conhecido por conta de suas casas caiadas na beira-mar e uma ruela cheia de pequenos restaurantes. A praia é pequena e cheia de informação (barracas e cadeiras), o que me fez não curtir muito o visual.

Casas caiadas de Binibequer

Pra quem procura algum "agito" em Menorca, pela quantidade de bares que vi por lá me pareceu que ali é o lugar!

- Punta Prima

A última praia do lado sul da ilha é bem extensa, fica bem cheia e possui uma infra completa.

O seu vilarejo é bem desenvolvido com grandes hotéis, restaurantes e comércio em geral.

Punta Prima

Não deixe de dar uma conferida no Mirante de Punta Prima que tem uma vista linda pra uma ilha com farol que fica bem na frente da praia.

Mirante 

Praias do norte

A melhor forma de apreciar e se surpreender com o lado norte de Menorca é deixar de lado aquela ideia de beleza clássica de praia com areia branquinha e marzão azul. Desse lado da ilha o mar continua azul mas o visual em seu redor é totalmente diferente. 

Não menospreze de jeito nenhum esse lado da ilha. Só vendo pra entender.

- Cala Morell

Sem dúvida, uma das praias mais belas de Menorca. É bem pequena e de água cristalinas. A areia não é tão branquinha como nas praias do sul e tem bastante pedrinhas, mas nada tira a beleza deste lugar!

Cala Morell

No canto direito da praia tem uma marina que possui um bar/restaurante com uma bela vista da praia.

Vista do restaurante

- La Vall

Também conhecida como D'Algaiarens, essa praia tem um acesso bem escondido mas que vale muito a pena dirigir até lá pois a praia é linda.

Tem a faixa de areia bem extensa e por isso não costuma ficar cheia. Não há qualquer construção e nem comércio, ou seja, tem que levar o kit sobrevivência.

La Vall ou D'Algaiarens

- Platja de Cavallería

Em Platja de Cavallería a praia é extensa e não costuma ficar cheia. O mais legal aqui é o contraste da areia dourada com o mar azul e super rasinho.

Como eu disse anteriormente, no norte da ilha cada praia é uma grata surpresa.

Platja de Cavallería

O acesso aqui não é dos mais fáceis pois é preciso descer uma grande escadaria pra acessar a praia. Não tem nenhum construção próxima, por isso o visual é bem natural.

No canto direito, tem uma mini praia que possui uma lama que o pessoal diz que é medicinal e se lambuza todo (gringo adora essas coisas). Quem quiser tirar a prova, vai lá e depois me conta!

Praia da laminha

- Arena d'en Castell

Essa praia fica num vilarejo grande e desenvolvido. É extensa, possui um grande hotel na beira e por isso possui várias barracas e espreguiçadeiras. 

Arena d'en Castell

Confesso que depois de ter visto tanta praias mais bonitas e originais desse lado da ilha, não achei muita graça em Arena d'en Castell.

- Cala Mesquida

Cala Mesquida é um vilarejo bem simples, com ares de uma aldeia de pescadores.

A praia, de tamanho médio, tem areia escura e uma torre medieval no canto direito dá um charme todo especial ao local. 

Platja de Sa Mesquida

Bem diferente, não?

Pra acessar a praia, o carro fica estacionado no alto de uma colina e é preciso caminhar um pouquinho até a areia. A praia não possui qualquer comércio, então é preciso levar o kit sobrevivência.

Bem, acho que é isso pessoal. Espero poder ter mostrado pra você a maravilhas que são as praias de Menorca e quem sabe assim inspirá-los para conhecer mais esse paraíso na Terra.


Para acompanhar mais fotos dessa viagem clique aqui ou procure no Instagram por #reviajabaleares 

**Data da viagem: junho/2013


Leia mais sobre a viagem às Ilhas Baleares
Menorca
Ibiza
Formentera



22/04/2018

Montando um roteiro de viagem para as Bahamas

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Apresento-lhes: as Bahamas! 💙

As Bahamas são um país insular formado por diversas ilhas (umas três mil!) banhadas pelo Mar do Caribe que fica bem próximo dos Estados Unidos. A origem do seu nome vem do termo em espanhol "baha mar", que significa mar raso.

Esse mar raso, garante às Bahamas um dos visuais de praia mais lindos de todo o mundo: os seus famosos e incríveis bancos de areia, formados durante a maré baixa. Coisa fina de se ver!

Porém o país não é famoso somente pela sua beleza  natural mas também por ser um paraíso fiscal onde milionários do mundo todo resolvem guardar seu rico dinheirinho.

Polêmicas à parte, as Bahamas são mesmo um destino de praia dos mais bonitos desse mundão. Pena que não é muito acessível financeiramente falando, pois ainda é um destino caro e pouco explorado pelos brasileiros.

Muita gente visita as Bahamas através de paradas rápidas de cruzeiros ou ainda se hospedam em um dos resorts de Nassau. Só que o país vai muito além de sua capital. Na verdade, as melhores praias das Bahamas não ficam em Nassau, mas sim em outras ilhas.

E, tentando conhecer um pouquinho mais desse país, emendei minha viagem à Jamaica com alguns dias nas Bahamas, onde pude conhecer as Exumas e Nassau.

Para conferir mais fotos dessa trip no Instagram, clique aqui ou procure #reviajajabahamas.

Quando ir

As Bahamas, assim como a maior parte do Caribe, possui basicamente duas estações: seca e chuvosa. A seca ocorre durante entre os meses de novembro a abril, coincidindo com o inverno no hemisfério norte, o que lá não chega a ser um problema pois ainda que seja inverno, as temperaturas continuam agradáveis.


Já o verão é mais complicado. A chuva vem com mais frequência entre maio e junho e a temporada de furacões rola oficialmente entre junho e novembro. Não quer dizer que se você viajar nessa época pra lá vai encontrar com um, mas a probabilidade é alta pois as Bahamas sempre sofrem com esse fenômeno.


Eu fui no início do mês de março e não dei tanta sorte assim. Um dia antes de chegar às Bahamas, rolou uma tempestade super forte na Costa Leste dos Estados Unidos (mais pro alto, em Nova Iorque, Chicago e tal), daquelas que fecha aeroporto, derruba casas, rola inundação etc. Com isso, acho que teve uma revolução climática ali naquela meiúca pois no dia que cheguei em Exuma, o vento estava forte demais.

Os dias seguintes também foram de muito vento e alguns até nublados. Coisa que nunca pensei na vida era usar casaco nas Bahamas, mas sim, teve dia que chegou a fazer frio. Mas todos os locais me disseram que isso é atípico para esta época do ano.

Como chegar

Não existem voos diretos entre o Brasil e as Bahamas. Será necessário fazer conexão via Panamá (Copa Airlines) ou EUA (várias companhias).

Os principais aeroportos que recebem voos de grandes companhias aéreas são os da capital Nassau (NAS) e Freeport (FPO). Nas demais ilhas existem pequenos aeroportos que recebem voos de companhias regionais.

Há quem considere a opção de chegar às Bahamas via marítima, através de cruzeiros que saem da Florida (Miami ou Fort Lauderdale). Neste caso os portos que recebem essas embarcações ficam nas duas cidades principais Nassau e Freeport.

Existe também transporte marítimo entre as ilhas, operado pela empresa Bahamas Ferries. Mas eles tem uns horários meio estranhos, não sei se vale muito à pena. O mais comum é se deslocar entre ilhas via avião mesmo.

Meu destino inicial nas Bahamas eram as Exumas, então peguei um voo em Fort Lauderdale vendido pela United mas operado pela Silver Airways. Depois de alguns dias fui para Nassau pela Bahamas Air e de lá peguei um voo para o Panamá, via Copa.

Providências

- Visto e imigração

Brasileiros que viajam às Bahamas a turismo não precisam de visto até 90 dias. É preciso apresentar passaporte válido e certificado de vacinação contra a febre amarela.

Tirando a (falta de) simpatia dos funcionários da imigração, o processo foi bem tranquilo. Ainda no avião entregaram um formulário, que deve ser preenchido um por pessoa e entregue junto com o passaporte para verificação. Cobraram e conferiram o certificado de vacinação e fizeram perguntas básicas sobre propósito da viagem, qual era o número do voo etc.

- Língua

O inglês é o idioma oficial, apesar do forte sotaque deles e por algumas vezes não dá pra entender nada do que eles falam.

Alguns se comunicam num dialeto próprio, mas isso acontece geralmente quando eles não querem que a gente entenda nada mesmo.

- Moeda

A moeda oficial é o dólar bahamense. O dólar americano é aceito normalmente e tem câmbio de 1 pra 1 por isso não é preciso trocar moeda.

O troco geralmente é dado em dólar bahamense, por isso quando for pagar alguma despesa dê preferência para gastar a moeda local.

Onde se hospedar

As Bahamas não são um destino de férias econômico. A hospedagem costuma ter preços nem sempre camaradas. Quem está a procura de resorts, prepare-se porque os preços lá são elevados já que luxo e exclusividade é o tema da casa.

Mas se você procura por algo mais honesto, dá pra encontrar opções de hospedagem mais simples. Há alguns poucos hotéis básicos e muitas opções de aluguel de casa / apartamento por temporada.

Abaixo eu listo os locais onde me hospedei nas ilhas que visitei. Falo mais detalhes de cada propriedade nos posts sobre esses destinos.

- Exuma: Sapphire Garden Townhouses
- Nassau: British Colonial Hilton 


Como se locomover

Em Nassau há transporte público bom que funciona bem por um precinho camarada. Eu acabei não utilizando por que ficando apenas pelo centro da cidade, deu pra fazer tudo a pé (eu pretendia alugar carro para explorar a ilha mas o clima não ajudou).

Nas demais ilhas o transporte público é praticamente inexistente. Daí sobram apenas as opções de aluguel de carro, que em todas as ilhas é caríssimo, vá preparado.

Nas Bahamas dirige-se na mão inglesa e por mais que a missão possa parecer difícil, é bem mais fácil do que você possa imaginar. E lá, com exceção de Nassau que tem trânsito mais movimentado, nas demais ilhas é ótimo para praticar a direção invertida, já que quase não passa carro na rua.

 Você vai gostar de dirigir aqui, tenho certeza!

Um detalhe curioso é que a maioria dos carros é japonês, pois segundo os locais, é mais barato importar carro com a direção invertida do Japão. É possível encontrar alguns carros convencionais (ao nosso padrão), geralmente os táxis, mas já pensou dirigir na mão inglesa com um carro normal? É de pirar o cabeção! 😂

Montando o roteiro

Montar um roteiro de viagem pelas Bahamas não tem muito mistério. Como trata-se de um país insular você terá a "difícil" tarefa de escolher qual ilha paradisíaca (ou quais) deseja conhecer.

Como curto mais viagens de praia, com muito visual e contato com a natureza, escolhi a ilha das Bahamas que não é a mais desenvolvida mas que possui uma grande quantidade de lugares "uau": as Exumas.

Incluir Nassau na minha trip foi um "acidente de percurso". Na verdade eu só passaria por lá para pegar o voo para o Panamá, de retorno ao Brasil. Porém a Copa Airlines, simplesmente cancelou o meu voo e me deixou a ver navios (literalmente) em Nassau por dois dias. Então fazer o quê né? Bora conhecer também!

E assim ficou o meu roteiro nas Bahamas:

Abaixo vou fazer um breve resumo das Bahamas pra te ajudar a decidir qual é a sua "praia".


- Nassau e Paradise Island

Nassau é a capital das Bahamas logo, é a ilha mais desenvolvida. É nela que fica o principal porto e aeroporto das Bahamas.

Nassau é pra quem gosta de movimento, de fazer compras e curtir uma agitação nos vários bares e  restaurantes do centro da cidade.

É aqui também onde foram instaladas diversas filiais de grandes redes de resort. Tanto que a principal "atração" de Nassau é o Atlantis, hotelão construído nos moldes do irmão famoso de Dubai.

Nassau é ainda um dos principais destinos de cruzeiros do Caribe. O porto que fica bem no centro da cidade, tem capacidade para receber cinco cruzeiros por dia. Daí vamos fazer uma conta rápida: cada cruzeiro leva em média umas 2.000 pessoas x 5 = 10.000 por dia! Tenso né?

 Olha ali os "bichinhos"

E assim fica o centro de Nassau durante o dia: lotado. Já de tardinha, quando o pessoal embarca de volta, o centro vai ficando vazio de novo, pra não dizer deserto.

Aliás, importante informar que Nassau é um dos lugares mais violentos do Caribe. Mas calma lá com essa última frase. Violência no Caribe é bem diferente daquilo que conhecemos aqui. Vou falar mais detalhadamente deste assunto no post - Dicas de viagem para Nassau (em breve).

Recomendação de estadia: 3 a 4 dias.

- Exumas

As Exumas são o conjunto de ilhas mais bonitos na minha opinião. Não conheci todos, é verdade. Mas pelas minhas pesquisas foi o que mais me chamou a atenção.

 Advinha porque?

O conjunto de ilhas é formado por Great Exuma, ilha principal onde fica o pequeno aeroporto, Little Exuma, ilha vizinha à Great acessada por uma ponte E por último as Exumas Cays, um subconjunto de pequenas ilhas que reza a lenda somam 365! Todas acessadas somente por barco ou através de pequenas e exclusivas pistas de pouso.

A estrutura de Great Exuma é bem simples. A capital, George Town, é bem pequena e conta com um comércio bem tímido (um banco, um mercado etc). Transporte público não existe, todo mundo anda de carro (e mesmo assim as estradas e cidades parecem fantasmas!). No post - Dicas de viagem para as Exumas - eu conto tudo em detalhes.

As Exuma são pra quem curte praia e gosta contemplar a natureza. Lá você vai encontrar praias paradisíacas e algumas curiosidades como porcos que nadam, ilhas dominadas por iguanas e tubarões carinhosos. 😁

 Bem mansinhos 😎

Recomendação de estadia: 4 a 5 dias.

- Bimini

É o conjunto de ilhas mais próximo de Miami, fica a apenas 80km. Com estrutura simples, Bimini já surpreende o visitante com o seu mar azul-bahamas (sim, acabei de inventar esse tom de azul). Além disso tem uma pegada histórica também pois foi aqui que Ernest Hemingway teve casa de veraneio e também que Martin Luther King escreveu seu discurso para o prêmio Nobel da Paz.

Pra chegar lá as opções são avião vindos da Florida (são apenas vinte minutos de voo de Miami ou Fort Lauderdale). E também dá pra ir de barco, operado pela FRS Caribbean. A saídas ocorrem nas quartas e finais de semana a partir do porto de Miami e a viagem leva duas horas. Pra quem tá de bobeira em Miami, rola de fazer um bate volta (saída às 9h / retorno às 18h).

Espere encontrar belas praias, uma estrutura simples (mas com hotelão) e a curiosa formação rochosa chamada de Bimini Road, uma "estrada de pedras" submersa que reza a lenda teria pertencido à cidade perdida de Atlândida.

 Um dos locais tradicionais de mergulho em Bimini

Recomendação de estadia: 2 a 3 dias. Mais informações no site oficial, aqui.

- Eleuthera e Harbour Island

Uma outra ilha que considero super interessante nas Bahamas é Eleuthera e sua vizinha Harbour Island, que já foi capital das Bahamas. Isso faz com que as duas ilhas ofereçam uma estrutura um pouco mais desenvolvida, em geral.

As belas praias de mar azul-bahamas (complementando a descrição: claro, raso e calmo) são o ponto forte daqui, com destaque para a French Leave Beach, uma praia extensa de areia rosa! Além disso, devido à formação rochosa existente nesse conjunto de ilhas, há muitos "blue holes" e cavernas em toda a sua extensão.

 Eleuthera é interessante também, viu?

As ilhas possuem três aeroportos. Todos recebem voos de Nassau e apenas os de Governor's Harbour e North Eleuthera, voos da Florida. Também dá pra chegar vindo de ferry operado pela Bahamas Ferries.

Recomendação de estadia: 4 a 5 dias. Mais informações no site oficial, aqui.

- Demais ilhas

Gente se eu for detalhar todas as ilhas das Bahamas esse post não vai ter fim! 😂 Por isso preferi detalhar as que considero mais interessantes. Mas há muito mais pra ser visto nas Bahamas como as ilhas de Freeport, Andros, Long Island... e por aí vai!

 Blue Hole em Andros

Para consultar mais informações de todas as ilhas, recomendo uma visita ao site oficial de turismo das Bahamas, aqui.

O que fazer

Destino no Caribe não tem muito mistério né? É pra curtir praia! Então acaba que a programação básica nas Bahamas é essa mesmo, ficar de bob na praia.

 Bancos de areia no meio do mar pra chamar de seu

As atividades de mergulho, pesca e passeio de barco são o carro chefe em todas as ilhas.

 Dá até pra alugar um desses..

Em Nassau, onde fica o centro financeiro do país, tem muitas lojas, a maioria joalherias de luxo. Então não pense nas Bahamas como um destino de compras, aqui a brincadeira é só para os fortes.

Dicas Gerais

A diferença de fuso para o Brasil é de duas horas a menos. Durante o horário de verão a diferença aumenta para três horas.

A voltagem é de 110v e as tomadas são de pino chato.

Com exceção de Nassau, que é mais desenvolvida turisticamente falando, o povo nem sempre é bem receptivo ou preparado para o trato com turistas. Geralmente o atendimento é lento, não muito simpático e rola uma má vontade básica.

Prepare os bolsos pois tudo nas Bahamas costuma ser mais caro. As ilhas não produzem nada e importam tudo dos Estados Unidos através de avião ou de navio.

As cervejas locais mais tradicionais são a Kalik e Sands. A primeira tem sabor bem forte e a segunda, além da versão tradicional, tem uma versão com grapefruit que foi a minha preferida! Além dessas, as marcas tradicionais como Budweiser e Heineken, são facilmente encontradas.

 Um caso de amor bahamense

Outro detalhe: os mercados não vendem bebidas alcoólicas. Para comprá-las somente nos bares ou em liquor stores. Nesse último caso é preciso ficar atento pois elas fecham cedo, por volta das 18h.

Sobre internet móvel, as operadoras das Bahamas é a BTC. Tive sinal durante toda a viagem mas a velocidade da internet deixou a desejar e sempre era bem lenta. Mas servia pra traçar rotas de GPS, pesquisas rápidas e com muito esforço subir uma foto no Instagram.

Apesar da grande influência americana, até pela curta distância, ouvi muito reggae nas Bahamas (yes, we love Jamaica!). E falando nela, achei os vendedores e os ambulantes bahamenses muito mais chatos e insistentes do que os jamaicanos.

No passado, as Bahamas eram o lugar preferido dos piratas que atacavam na região do Caribe. Como existem muitas ilhas, o país que na época era pouquíssimo ocupado, se tornou o esconderijo ideal. Por isso espere encontrar muita menção às eles, especialmente o Barba Negra, o pirata mais temido e famoso da época.

A comida nas Bahamas é bem parecida com a nossa (e com a jamaicana também). Basicamente frango ou porco acompanhado de arroz, salada e algum bolinho regional. Uma outra coisa que eles comem bastante é o "conch" que é um molusco que vive dentro de uma grande concha.

Você verá conch por todos os lados

Outra comida tradicional é o Rum Cake, muito vendido nas ruas de Nassau. Eu particularmente, como boa apreciadora de bolos que sou, não achei graça nenhuma. É só um bolo comum embebido em rum, nada demais.

Ah, falando em rum, também vale lembrar que esta é bebida mais tradicional do país.

Para conferir mais fotos dessa trip no Instagram, clique aqui ou procure #reviajajabahamas.

**Data da viagem: março/2018

Leia mais sobre as Bahamas
As Exumas (em breve)
Nassau (em breve)


14/04/2018

Onde se hospedar na Jamaica


onde se hospedar na Jamaica
Sua casinha na Jamaica 💓💛💚

Escolher um bom hotel na Jamaica que se encaixe no seu perfil nem sempre é missão fácil. Isso porque a hospedagem no país, se comparado a outros destinos caribenhos é acima da média no que diz respeito a valores (isso pra não dizer exorbitante, em alguns casos). Não sei exatamente qual a explicação para isso, o fato é que encontrar "aquele" hotel por essas bandas, sem falir, dá trabalho!

O carro chefe da hospedagem na Jamaica são as grandes redes de resorts com aqueles hotéis imensos com super estrutura pra quem não quer sair deles. Pra quem não tem problema com orçamento (amém 🙌), já é meio caminho andado. Basta escolher um desses resorts super luxuosos, de preferência com praia privativa, que a vida já tá ganha!

Se o seu orçamento for honesto como o meu, será preciso pesquisar bastante e ler o máximo de avaliações possíveis para encontrar acomodações bem localizadas e sem nenhuma pegadinha. No geral os hotéis simples são bem fraquinhos e cobram caro pelo pouco que oferecem. E mesmo pesquisando pra caramba, eu acabei caindo numa pegadinha (já conto mais à frente).

Além disso o objetivo da minha viagem era explorar o país então não valia a pena investir uma grana pesada num hotel luxuoso se a intenção era passar o dia na rua, usando o hotel apenas pra tomar banho e dormir.

E, definida a minha premissa para escolher a hospedagem na Jamaica (bom, bonitinho e não tão caro), vou contar como foram as minhas experiências e recomendações.

Para conferir mais fotos dessa trip no Instagram, clique aqui ou procure #reviajajamaica.
Ocho Rios

Seguindo a premissa do hotel bonzinho só pra dormir, em Ocho Rios escolhi o Pineapple Court Hotel.

O hotel é simples, com uma estrutura meio sofridinha precisando de manutenção urgente (tipo piso rachado, metais de banheiro meio enferrujados e pintura velhinha). Mas nada que vá te incomodar profundamente se você fizer uma vista grossa por uns dois dias.

O que importa mesmo é que o quarto estava limpo, cheiroso, era muito espaçoso e equipado com geladeira, micro-ondas e ar condicionado funcionando bem. Tem estacionamento, wifi e serve café da manhã continental (bem fraquinho).

O entorno do hotel é meio feio, mas tudo em Ocho Rios é assim, meio feião, não é uma cidade agradável pra ficar andando pela rua. O esquema é hotel-passeio-hotel. Bem na frente tem um pequeno mercado de artesanato (Pineapple Craft Market) onde comprei algumas coisas até, pois fiquei mais à vontade ali do que no mercado principal do centro, que é grande demais. No final da rua, bem pertinho, tem o Tracks & Records, uma das filiais do restaurante temático do Usain Bolt. No primeiro dia eu fui lá almoçar e achei o ambiente bem legal, é tipo um sport bar cujo tema é o patrão famoso, lógico! A comida é cara, para os padrões jamaicanos, então é mais um restaurante pra turista mesmo. 

Ou seja, pra quem procura uma opção de hotel simples e não tem muita frescura com o que eu disse acima sobre a sofrência da estrutura dele, que tá meio gasta, recomendo sim o Pineapple Court Hotel para uma hospedagem rápida.

Mas em Ocho Rios eu faria uma outra recomendação. Não pelo hotel, que atendeu super bem o que eu precisava mas é porque o problema da privatização das praias da região é tão absurda que eu quase fiquei sem praia pra ir mesmo! E daí penso que escolher um hotel com praia privada nessa região, torna a experiência mais agradável.

onde se hospedar na Jamaica
Movimento dos sem-praia de Ocho Rios

Por isso, se couber no seu orçamento, faz uma força, por que em Ocho Rios vale a pena investir num hotel com praia.

Pra dar uma olhada no hotel que eu me hospedei, clique aqui. Aproveite e veja também as outras opções disponíveis em Ocho Rios clicando aqui, pra você decidir qual hotel melhor se encaixa no seu perfil. 

Port Antonio

Port Antonio foge um pouco dos padrões de hospedagem de outras zonas turísticas da Jamaica, onde predominam as grandes redes de hotéis e resorts. Por aqui encontram-se pequenos hotéis, alguns estilo boutique e a maioria bem simples. Porém segue o mesmo padrão do resto da Jamaica quando se fala em preço: é salgadinho.

Pra encontrar uma suposta boa hospedagem em Port Antonio, eu ralei pra caramba, porque lendo os comentários ou ainda as especificações do hotel, sempre tinha alguma coisa errada, que não me agradava. E mesmo pesquisando muito, eu acabei caindo numa pegadinha: Paradise Inn. FUJA DESSE HOTEL!

O atendimento foi completamente despreparado, não honram a reserva, cobram caro e tentam empurrar um quarto inferior. Se o hotel já é desonesto no check in, nem vale a pena entrar. Conto melhor essa história em outro post - Como o Booking salvou as minhas férias.  Leiam pra vocês verem que eu não faço propaganda do Booking à toa.. o atendimento é diferenciado e na hora do perrengue eles chegam junto!

Tive que procurar outro hotel ali na hora mesmo e o pior, sem internet porque o sinal pra variar não funcionava. Por sorte lembrei do nome de outro hotel que eu pesquisei na época da reserva e com um mínimo de sinal, botei uma rota no GPS até lá. Foi o que me salvou: Hotel Tim Bamboo. O hotel é simples e o atendimento foi muito gentil, o que me fez decidir ficar por ali mesmo (estava segura, ao menos).

O hotel dispõe de vários quartos diferentes e eu acabei escolhendo o Superior, que era equipado com ar, TV e frigobar. O tamanho do quarto é pequeno mas estava limpo, cheiroso e naquele momento de estresse era o que eu mais desejava na vida! O wifi deixou a desejar, pois não funcionava no meu quarto e mesmo falando com os funcionários, vi que não iria adiantar muito e abstraí (o esquema dos roteadores deles era bem tosco - e disso a gente aqui entende! 😉). O hotel conta ainda com estacionamento e restaurante.

Um outro ponto curioso do hotel é que ele possui um espaço de eventos bem no meio. Enquanto estive lá, no sábado ia rolar um almoço de família (a recepcionista me explicou que é uma tradição jamaicana reunir a família após o falecimento de um de seus membros). Tinha muitas mesas, som alto e imagino que o barulho deve ter sido dos bons. A sorte é que eu eu passei o dia inteiro fora e nem vi a movimentação do evento. Mas se por um acaso tivesse que ficar no hotel, teria que ouvir o barulho do evento o dia todo. Achei estranho.

A localização dele é boa, fica bem próximo de uma praia chamada East Harbour que fica entre o centrão da cidade (uns 5 minutos de carro) e o caminho das praias (uns 15/20 minutos). A vizinhança do hotel é beeem roots, isso quer dizer que é bem "Jamaica" mesmo. Mas apesar da aparência estranha, é um bairro tranquilo. Lembro de ter perguntado à recepcionista se era perigoso sair ali de noite e ela me olhou com uma cara de espanto tipo "o quê que você tá perguntando?"

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 East Harbour em Port Antonio

Sendo assim, lá fui eu.. Resolvi sair pra dar uma explorada. A orla de East Harbour é cheia de barzinhos e como era final de semana todos estavam movimentados, tocando reggae no último volume. Mas não entramos em nenhum deles pois era tudo muito roots demais pra gringos branquelos como nós e ficamos sem jeito de invadir o espaço da galera local. Um grupo de homens viu a gente indo e voltando e, pensando que estávamos perdidos, perguntaram de boa se precisávamos de ajuda. Falei que estávamos procurando um lugar pra comer e eles até nos indicaram um restaurante. Então por mais estranho que o bairro pareça achei bem tranquilo.

Por isso recomendo o Tim Bamboo com certa ressalva, pois apesar de limpo e cheirosinho, o quarto é pequeno e se não for na frente do roteador o wifi não vai funcionar. A vizinhança pode não agradar e se tiver um evento no hotel, vai rolar barulho. Vá com a expectativa na medida certa pra não ter erro.

Um vizinhança que achei muito interessante é a de Dolphin Bay (ou Anchovy Gardens), um bairro residencial com casas boas e ótima aparência. Além do mais é no caminho das praias. Um hotel que achei super interessante por ali é o Match Resort. Se minha internet tivesse funcionado no dia do stress do primeiro hotel, com certeza teria me hospedado nele.

Pra dar uma olhada no hotel que eu me hospedei, clique aqui. Aproveite e veja também as outras opções disponíveis em Port Antonio, clicando aqui para você decidir qual hotel melhor se encaixa no seu perfil.

Negril

Em Negril a opção de hospedagens é bem diversificada e tem pra todos os gostos e bolsos, o que eu acho super democrático. Pra melhorar a situação, a praia é gratuita e todo mundo tem acesso a ela a poucos passos. 🙌

A hospedagem em Negril é basicamente divida em três áreas: a praia (os hotéis pé-na-areia), os fundos da praia (do outro lado da estrada) e os cliffs.

Quem opta ficar na praia, está com a vida ganha: além de estar pé-na-areia vai ficar no meio de todo o burburinho de bares, restaurantes, shows de reggae etc. Quem ficar do outro lado da estrada (o meu caso) é só atravessar a rua pra desfrutar dos mesmos benefícios e quem optar pelos cliffs vai curtir uma vibe de sossego total e um super visual porém, vai ficar isolado, longe da praia e dependente do carro pra tudo.

Em Negril eu escolhi o White Sands, que fica numa ótima localização, bem central, próximo de bons restaurantes e dos bares de praia mais legais.

As instalações do hotel ficam divididas entre o lado da praia e o lado dos fundos. Eu fiquei nos fundos e até gostei mais pois os quartos do lado da praia ficam na passagem, então a todo tempo tem gente passando na frente, fazendo barulho etc. Do outro lado da estrada, o hotel possui um grande jardim e os quartos são mais reservados e silenciosos.

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 Hotel pé-na-areia

O hotel dispõe de vários quartos diferentes. O quarto que eu fiquei foi o Guest Garden Side que é grande, simples, bem limpinho e equipado com ar e frigobar. Não tinha TV no quarto mas pra mim isso não fez a menor diferença. O wifi não era tão bom, mas funcionava pra coisas básicas.

As instalações do hotel na praia são uma mão na roda. Além de facilitar o acesso à praia conta com um bar/restaurante e também espreguiçadeiras pé-na-areia (mas tem que chegar cedo pra marcar lugar, é super disputado, rs). Outra coisa bacana é que os hóspedes devidamente identificados com a pulseira do hotel podem utilizar as boias disponibilizadas pelo hotel.

Já as instalações do outro lado da estrada, onde também fica a recepção, conta com piscina, sala de jogos e estacionamento. A equipe é super atenciosa, gentil e bem preparada pra atender o turista. Bem diferente de todos os outros lugares que visitei na Jamaica.

Eu adorei o White Sands, super recomendo e voltaria a me hospedar lá com toda certeza. Pra dar uma olhada nele, clique aqui. Aproveite e veja também as outras opções disponíveis em Negril, clicando aqui para você decidir qual hotel melhor se encaixa no seu perfil.

Montego Bay

Montego Bay é a capital turística da Jamaica, logo espere encontrar de um tudo por lá no quesito hospedagem.

Como a cidade é grande, ao pesquisar você irá encontrar opções em vários locais diferentes. No entanto é preciso saber que como em qualquer grande cidade há regiões que não são bem recomendadas. E em Montego Bay não é diferente, por isso é importante demais você ficar atento a esse detalhe na hora de escolher o seu hotel (cuidado com preços muito convidativos). No mapa abaixo eu destaco as regiões mais perigosas da cidade.

As áreas mais recomendadas para hospedagem ficam próximas da Gloucester Avenue (rua da praia), onde fica o burburinho turístico da cidade e na estrada principal, logo após o aeroporto, onde ficam os grandes resorts de redes internacionais como o RIU, Sandals, Hyatt e muitos outros. Essa última região é mais pra quem quer curtir só as dependências do hotel pois fica afastada do centro da cidade (que também não tem assim tanta coisa pra se ver).

Como a minha ideia era apenas pernoitar em Montego Bay pois o meu voo sairia no dia seguinte na hora do almoço, escolhi um hotel simples, que ficasse próximo do aeroporto e num local seguro. Por isso escolhi o Grandiosa Hotel.

O hotel fica no alto de uma montanha. Aliás MoBay tem essa curiosidade, a montanha fica muito próxima do mar, então muitos hotéis ficam no alto mesmo. O lado bom é que a vista é espetacular e o ruim é que você fica dependente do carro pra tudo pois MoBay, fora a rua da praia, não é um lugar pra ficar andando a pé.

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 Pelo menos a vista era legal

Mas voltando ao Grandiosa. O atendimento deles é super simpático e muito solícito. O hotel é grande, conta com estacionamento, restaurante, piscina e um local de eventos.

Deixei pra falar do quarto por último pra não desanimar 😂. É espaçoso e equipado com ar, TV e frigobar. O problema aqui é o cheiro de mofo terrível, de quarto que vive fechado e não vê a luz do sol. Quase morri sufocada! Mas como era literalmente só por uma noite e eu já tinha esgotado a minha cota de stress com hotel nessa viagem, abstraí total e fiquei lá assim mesmo.

Outro detalhe estranho do quarto: a janela do banheiro dava pro corredor, ou seja, o banho era assistido por todos 😅. Isso eu resolvi colocando uma toalha nessa tal janela, mas realmente o Grandiosa testou meu desapego total! kkk!

Por isso eu prefiro nem recomendar muito o Grandiosa, a não ser que você precise de um hotel baratinho só pra dormir mesmo próximo do aeroporto e não tenha muita frescura. Porque senão, é melhor procurar outra opção.
 
Mas se ainda assim você quiser dar uma olhada nele, clique aqui. Aproveite e veja também as outras opções disponíveis em Montego Bay, clicando aqui para você decidir qual hotel melhor se encaixa no seu perfil.

Nessa pegada de hotel simples, um outro hotel que na ocasião da reserva eu fiquei na dúvida porque era um pouquinho mais caro foi o Toby's Resort. Tinha boas avaliações e fica numa ótima localização, do lado da rua da praia (só que eu tava pão-dura demais pra um hotel que seria só pra dormir). 

É isso pessoal. Espero que com os meus relatos e impressões eu consiga ajudar a vocês a encontrar um hotel que se encaixe na sua viagem à Jamaica! E não se esqueça, querendo me ajudar a manter esse blog, clica aqui embaixo! 👇👇👇 A diretoria agradece! 😂



Mais sobre a viagem à Jamaica
- Negril (em breve)
- Montego Bay (em breve)