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Passeio de Barco em Maddalena


 
Mais um dia difícil na Sardenha

Na Sardenha os passeios de barcos são super populares. Também pudera, com um mar de águas calmas e cristalinas não é difícil entender o porquê. No Arquipélago de Maddalena não é diferente e o carro-chefe são os passeios que dão a volta nas ilhas e passam por praias lindas de morrer e outros visuais incríveis.

Uma das coisas que mais gostei de fazer na Sardenha foi alugar um barco por conta própria e sair navegando pelas águas claras do mediterrâneo. Como eu disse no post anterior, aluguei o barco nessa região por duas vezes: uma pra ir à Caprera e outra para visitar as demais ilha do arquipélago.

Nesse post vou falar do primeiro passeio que fiz, pelas ilhas Spargi, Budelli, Razzoli e Santa Maria.

Embarque comigo! =)

Como chegar
A cidade mais utilizada como base pra pra fazer o passeio de barco pelas ilhas do Arquipélago de Maddalena é Palau, que fica no extremo norte da Sardenha. Tanto é, que a cidade possui um estacionamento enorme em frente à marina. Ali, as pessoas vindas de outras, cidades deixam o carro estacionado e embarcam nos muitos barcos que saem diariamente com destino ao arquipélago.

Marina em Palau

Pra quem optar por montar base em Maddalena por alguns dias também é super fácil, basta se dirigir à marina, que fica ao lado do porto onde atracam os ferries e procurar pelas várias agências que operam na cidade.
É possível também sair de outras cidades da Costa Esmeralda mas daí a oferta de passeios não é tão grande e variada como nos locais que falei acima. Além de se considerar que quanto maior a distância do arquipélago, mais tempo batendo em alto-mar.

Eu saí de Palau em um "gommoni" alugado, eu mesma pilotando. O dia que fui estava sem vento, então a travessia do canal entre a Sardenha e Maddalena foi muito tranquila e levou uns 20 minutos.

Como contratar

Em Palau e Maddalena é muito fácil de contratar o passeio. Basta chegar na marina e negociar nos vários quiosques que funcionam diariamente por ali e fechar o passeio que mais agradar.

As opções também são bem diversificadas e num esquema bem parecido com o que falei no post de Cala Gonone.

 A rota que eu fiz é mais ou menos essa..

- Barcos grandes que promovem excursões em grupos maiores, em média 40 pessoas. O preço é o maior atrativo desta opção, o que eu não gosto é a alta concentração de pessoas por metro quadrado. Ainda tem mais uma desvantagem: como o barco é muito grande, não ancora em todas praias. As praias menores e mais charmosas a parada é apenas pra foto.

Vários barcões ancorados na praia

Mas barcos maiores tem lá suas vantagens. Em dias de mar agitado esse é o único passeio que consegue sair da marina. Além disso oferece um pouco mais de conforto do que as outras embarcações, como banheiros e áreas cobertas.

- Lanchas de tamanho médio com condutor. Nesse tipo de passeio a embarcação usada é do tipo bote inflável, com até 8 metros de comprimento que cabem em média 10/12 passageiros. Essa opção é parecida com a anterior, só que numa versão mais reduzida de pessoas e com a possibilidade de parada em todas as praias.

O preço também é um grande atrativo desta opção de passeio pois o custo é dividido entre os passageiros. Considere que barcos menores balançam bem mais que os grandes, além de ser mais fácil tomar um banho fora de hora.

- Lancha pequena sem condutor. Sim, você faz o seu passeio, no seu horário e para onde quiser. Sem falar na emoção de pilotar um barco naquele visual incrível. As lanchas disponíveis para aluguel são do tipo bote inflável, em média com 5 metros de comprimento e com motor de até 40hp.

Gommonis

Esse passeio é ideal para um casal, no máximo dois, senão o barco fica apertado. Para pesquisar mais informações, em italiano procure por "noleggio gommoni senza patente". Os italianos estão bastante acostumados a pilotar essas pequenas embarcações, então essa é uma das opções mais contratadas na região. Até ir para a Sardenha, nunca havia pilotado um barco antes e achei muito tranquilo. Em Maddalena era o meu segundo aluguel de gomonni, então eu já estava mais familiarizada.

Pra mim é, sem dúvida, a melhor opção de passeio. 

- Lancha pequena com condutor (em italiano: gommoni con conduzente). Nessa opção de passeio é utilizado o mesmo bote inflável que mencionei acima, de aproximadamente 5 metros de comprimento e motor de até 40hp.

Por incrível que pareça, essa não é uma opção muito fácil de contratar, pois como a maioria das pessoas pilota o seu barco por conta própria, não tem muitos condutores de aluguel à disposição. Por isso é recomendável reservar esse tipo de passeio com antecedência.

Em Palau aluguei gommoni com duas agências diferentes. Uma delas é pra fugir com força total: Serena. A dona, de mesmo nome, é uma grossa sem jeito nenhum pra lidar com turistas. Passei por uma situação muito chata com ela. Nossa, não gosto nem de lembrar! A outra que super recomendo é a Marina David, que fica no último quiosque da marina. Ele é um italiano mega gente boa, super atencioso e sua agência tem barcos excelentes e confiáveis. Esquema profissional.

Preparativos para o passeio

A partir daqui as dicas são mais voltadas para o aluguel de gommoni, mas vale a pena ler até o final pois algumas dicas valem para todos os tipos de passeios.

Se tiver janela de tempo, escolha o dia com a melhor previsão do tempo. Isso quer dizer: com sol e sem vento. Durante a primavera e verão o mar costuma ser bem calmo na região mas em dias com vento a navegação costuma ser desconfortável e essa região em especial sofre bastante com a incidência de ventos fortes. E vai por mim, o passeio de barco pelas ilhas com verto forte não é legal.

Mas não se preocupe, se o mar estiver agitado ou com qualquer outro risco, as agências cancelam os passeios ou não alugam os barcos. Dica, se chegar em Palau e o estacionamento estiver vazio, desconfie (pena que eu não recebi essa dica antes do segundo passeio, rs).

O ideal é sair bem cedo para aproveitar o passeio.

Pra alugar o barco, o processo é bem simples. Eles me pediram o passaporte pra preencher um formulário com informações básicas, um caução de 100€ para o caso de acontecer alguma avaria na embarcação e só. Mas isso pode variar de acordo com a agência, tem algumas por exemplo, que retém o passaporte e não cobram caução. Vai depender.

A agência cobra o aluguel do barco + gasolina. O barco é entregue com o tanque cheio e no final do passeio eles completam o tanque novamente, daí cobram apenas a diferença. Só pra ter um base, o valor do aluguel, na baixa temporada, em junho/2016, custava a partir de 80€ e espere gastar em torno de 30€ de combustível.

Recomendo ainda evitar fazer o passeio nos finais de semana pois a região fica muito cheia. Eu fiz numa terça-feira e foi super tranquilo.

O que levar

Protetor solar reforçado e chapéu (boné, viseira etc). Alguns barcos possuem toldo e outros não, por isso não vale a pena arriscar.

A agência costuma emprestar um pequeno cooler pra colocar bebidas. Eles dizem que o cooler já vem com gelo, mas na verdade eles usam aquelas bags de gel congelado que não duram nem uma hora debaixo do sol forte. Por isso não vá confiando no "gelo" deles. Passe num mercado e compre um saco de gelo pequeno, ideal para o tamanho do cooler.

Aproveite também para comprar comes e bebes pra passar o dia.

Casaco leve, tipo quebra-vento. Passeios de barco no fim do dia sempre tendem a bater um ventinho mais frio.

Se tiver uma pequena caixa de som pra conectar um iPod, tá valendo também. Um sonzinho durante o passeio faz toda diferença.

No momento da locação, a agência costuma fornecer um mapa com os principais pontos de parada. Leve este mapa com você, será bastante útil para se localizar. E não esqueça de levar o telefone da agência, para acioná-los em caso de emergência.

E começa a partida..

Depois das providências administrativas, é hora de pegar o barco. O funcionário da agência te apresenta as funções básicas do barco como acelerar, dar ré, levantar o motor, como ancorar, parar na praia etc, e te entrega o barco ali na hora mesmo. Sem cerimônia.

Saindo de Palau ou de Maddalena em direção às ilhas do lado oeste, é necessário atravessar o canal que liga à Sardenha ao arquipélago. Aqui vale ficar atento para a travessia do ferry pois a preferência é sempre deles.

Provavelmente a primeira parada será na ilha Spargi, a que fica mais próxima e que sem dúvida tem as praias mais tops da região. Meu conselho é passar por essa ilha no começo do passeio e no final, porque além de repetir as melhores praias, rola uma diferença de tonalidade de azul incrível.

Cala Granara

Cala "não sei o nome"

Se você não ficar hipnotizado e conseguir seguir em frente, a próxima ilha é Buddeli e nela fica uma das praias mais famosas da região, a Spiaggia Rosa. Ela recebeu esse nome porque no passado suas areias eram rosa. Isso ocorria devido à fragmentação de conchas calcárias específicas da região mas o turismo desenfreado fez o rosa sumir e hoje a praia é fechada à visitação pública, numa tentativa de preservar o que ainda restou por lá.

 Spiaggia Rosa

De fato a areia hoje é como de uma praia qualquer mas no Google é possível encontrar imagens de como a praia era no passado.

Tocando o barco adiante, entre a ilha Buddeli e Razzoli é um ponto de parada muito popular chamado de "Piscine Naturali". O mar, muito calmo, forma uma grande piscina de águas cristalinas ideais para ancorar o barco e curtir uns momentos de relax.

 Piscina do dia

Nesse ponto, na ilha de Buddeli, fica a Spiaggia dei Cavalieri, que é linda mas perde seu encanto quando o barcão CVC encosta nela e despeja centenas de turistas. É o clássico "nós vamos invadir sua praia".

Antes - vazia

Lotação completa

Seguindo adiante, outra praia bem popular e bastante frequentada pelos turistas é a Cala Santa Maria, na ilha de mesmo nome. A praia é bem extensa e possui algumas casas. Como ela é ponto de ancoragem dos barcões, costuma ficar bem movimentada também.

Cala Santa Maria

Depois de visitar todas as ilhas, resolvi voltar para Spargi, que foi a ilha que achei que tinha as praias mais bonitas. Como disse anteriormente, a variação da posição do sol garante outras tonalidades de azul. Na foto abaixo, encontrei um lugar sem praia mas que tinha esse tom de azul hipnotizador! Mais uma ancorada e alguns minutos relaxando no paraíso!

Piscine da Renatinha (kkk)

Spiaggia dell'Amore

Cala delle Bellezze Naturali

A praia da foto abaixo eu acabei pulando na ida e só passei por ela na volta. Seu nome é Cala Corsara e é linda! Vale muito a parada ou mesmo a "ancorada".

Cala Corsara

Tem um forte militar completando a paisagem

Depois de passar o dia admirando e mergulhando nessas águas mágicas é hora de voltar à terra firme. Pilotei por mais uns 20 minutos de volta à Palau e devolvi meu gommoni na marina. Esse foi sem dúvida mais um daqueles dias inesquecíveis e que vão ficar pra sempre na memória.

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** Data da viagem: junho/2016


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Arquipélago de Maddalena

Piscina ou mar?

O Arquipélago de Maddalena é um dos destinos mais conhecidos da Sardenha e também não é pra menos, é realmente de uma beleza indescritível.

Composto por 7 ilhas, o arquipélago fica ao norte da Sardenha e foi declarado como parque nacional em 1994. A ilha principal, que tem o mesmo nome do arquipélago, é a única habitada e a que possui os hotéis, bares e restaurantes. É onde também desembarca o ferry vindo de Palau, na Sardenha.

Com praias de areia branca e mar incrivelmente azul, o Arquipélago de Maddalena é parada obrigatória para qualquer roteiro de viagem na Sardenha!

A minha viagem

A minha passagem pela Costa Esmeralda na Sardenha foi bem rápida, somente cinco dias. E destes, em três dias visitei o arquipélago. Uma vez de carro e mais duas de barco.

Parece até que eu fui lá só por causa de Maddalena né?! Na verdade, inicialmente eu havia programado apenas duas idas às ilhas: uma de carro para conhecer a ilha principal e Caprera e outra de barco para conhecer as demais ilhas.

Estava correndo tudo como programado até decidir usar o dia livre do roteiro (tenho sempre o hábito de deixar um dia livre) para repetir o aluguel de barco, uma das coisas que mais gostei de fazer na Sardenha. Daí resolvi voltar para a ilha de Caprera e ver aquelas praias paradisíacas de outro ângulo.

Como chegar

O Arquipélago de Maddalena fica no extremo norte da Sardenha. O acesso é feito somente através de barco, seja de pequenas embarcações vindas de várias cidades da Sardenha ou ainda de ferry, que parte da cidade de Palau e transporta carros, ônibus e passageiros.

Arquipélago de Maddalena

A empresa que opera o trecho durante o dia é a Maddalena Lines, com saídas regulares e horário de funcionamento entre 08:00h e 20:00h. É importante conferir os horários no site pois eles mudam conforme a época do ano. Fora do horário da Maddalena Lines, opera uma outra empresa, a Delcomar, que roda até altas horas da madrugada.

Para atravessar um carro pequeno, com dois passageiros ida e volta, paguei 39€. Não é obrigatório comprar ida e volta juntos, mas como eu voltava no mesmo dia e dentro do horário de operação da Maddalena Lines, preferi deixar a volta comprada pra evitar perder tempo com possíveis filas na hora do retorno.

E lá vai Maddalena..

A travessia leva de 15 a 20 minutos e é bem tranquila. Rola uma certa confusão na hora do desembarque, com gente passando na frente do carro, motorista que demora a sair, mas tudo se ajeita e dá certo no final.

Quando ir

A Sardenha possui invernos amenos (mas ainda assim frios para o nosso padrão) e verões super quentes.

Acredito que o maior interesse em ir para a Sardenha seja pra curtir as praias, logo o ideal é visitar a ilha nos meses de temperaturas mais altas, entre junho e setembro. Há quem aproveite o início e o fim do calor nos meses de maio e outubro.

Eu fui no mês de junho e peguei apenas um dia nublado. De resto muito sol e calor! À noite, a temperatura caía um pouco e rolava até de colocar um casaquinho leve.

Hospedagem

No arquipélago, a única ilha habitada é a principal, La Maddalena. É lá que se concentram os hotéis, bares e restaurantes. Dei uma passada pelo centrinho de lá e achei bem simpático. Pra quem pretende conhecer as ilhas com mais calma, acredito ser uma boa opção.

Centrinho de Maddalena

Quem não dispõe de muito tempo, ou ainda não pretende priorizar essa região da Sardenha, dá tranquilamente pra fazer um bate-volta de carro ou ainda o passeio de barco que passa por várias ilhas. Não dá pra conhecer tudo, mas certamente dá uma boa ideia do lugar.

Transporte

Nas ilhas é permitida a circulação de automóveis somente em Maddalena e Caprera. Logo, a melhor opção para se locomover continua sendo o carro, especialmente se a visita for um bate-volta. Vale informar que em Caprera o GPS não funcionou muito bem, então é bom dar uma estudada de leve no mapa da região antes de ir pra lá pra não ficar totalmente perdido, pois no local há pouca sinalização.

Uma dica importante que só quem se hospeda em Palau pode dar: não deixe pra abastecer o carro no porto de Palau. Eles aumentam o preço da gasolina durante o horário do ferry pra um valor bem mais alto do que o praticado nas outras cidades. Às 20h, depois que diminui o fluxo de turistas, o preço volta ao normal.. uma malandragem só! 

Apesar de não ter cruzado com nenhum, vi alguns pontos de parada de ônibus em Maddalena. A empresa que opera na ilha é a Turmo Travel. Não possuo maiores informações sobre sua frequência, itinerário, qualidade etc.

Conhecendo as ilhas de carro

Minha primeira visita ao arquipélago foi de carro. Depois da travessia de ferry, que é bem rápida e tranquila, fui logo para a ilha de Caprera, que possui praias mais bonitas do que Maddalena.

Vale informar que todos os estacionamentos nas praias são gratuitos.

- Cala Coticcio 

A primeira parada do dia foi a tão famosa Cala Coticcio. Pra chegar até esta praia é necessário fazer uma trilha de nível médio a difícil, que leva em torno de 40 minutos pra ser percorrida.

Não foi muito fácil chegar lá. O estacionamento de acesso à trilha não tem qualquer indicação a não ser outros carros estacionados no meio do nada. O Waze não funcionou em Caprera e a minha sorte foi ter marcado o local do estacionamento no Google Maps. Daí foi só seguir a indicação do mapa pra chegar no local certo.

O estacionamento fica no alto de uma colina, antes de chegar no Forte Militar e tem essa vista básica da foto abaixo. Como ele é pequeno, costuma lotar rápido e o jeito é estacionar na lateral da estrada.

A foto não reproduz o choque de azul do mar

A trilha é um pouco complicada. Sem sinalização, muitas pedras e alguns trechos bem íngremes. Vi família desistindo no meio do caminho, mas também vi um casal de velhinhos que chegaram na praia uma meia hora depois de mim, felizes da vida! Com cuidado e atenção, dá pra chegar. Recomendo usar tênis, mas eu fui de havaianas de boa.

A recompensa pelo sacrifício é essa aí da foto. São duas mini-prainhas, a outra com o nome sugestivo de Tahiti, com águas super claras.

Derramaram tinta azul no mar!

Cala Coticcio

No dia que fui a praia estava bem cheinha, até porque 10 pessoas já lotam a praia. Não há nada pra vender, tem que levar o kit sobrevivência.

Pra ser sincera, não achei que o sacrifício tenha valido muito à pena. Sem dúvida que a praia é bonita, bacana.. Mas igual ou mais bonita do que essa, a Sardenha tem muitas outras praias que não precisam dessa missão toda.

- Spiaggia I due Mari

Tá aí o exemplo que é possível conhecer belas praias em Caprera sem precisar perder muito tempo em trilha. Essa praia, que na verdade são duas, tem mar igualmente claro e o carro fica estacionado ao lado.

Primeira Mari

A faixa de areia é longa, então tem espaço pra todo mundo. Ainda conta com um quiosque no canto direito que serve bebidas, sorvetes e snacks.

Ainda no canto direito, dá pra acessar outra praia (ou seria a mesma?) igualmente linda e um pouco mais reservada.

Segunda Mari

- Spiaggia del Relitto (ou Shipwreck Beach)

Uma das mais bonitas da ilha, na minha opinião. Tem esse nome porque logo na entrada, na beira, tem um esqueleto de um barco naufragado há muitos anos.

O estacionamento fica distante uns 5 minutos de caminhada da praia. Atrás da praia, escondido no meio das árvores, tem um bar que serve bebidas e pequenas refeições.

Azul piscina

A ilha possui ainda outras praias lindas que não tive tempo de conhecer. Uma delas é a Cala Napoletana, que também é acessada através de trilha que se inicia no Forte e tem duração média de 40 minutos (se bobear é o mesmo esquema da Coticcio).

Rota Panorâmica

Na ilha de Maddalena há uma mini rota panorâmica que é uma ótima pedida pra um passeio de fim de tarde. Ela é bem curtinha, tem 20 km e não é assim uma Brastemp, mas dá pra curtir algumas paradas com belos visuais. Pra quem aguentar ficar até às 21h, ainda dá pra curtir um belo pôr do sol.

Mais visuais incríveis

O sol se posicionando às 19h

Passeios de barco pela região

Os passeios de barco na Sardenha são muito populares e em Maddalena não poderia ser diferente. Há várias agências operando na região e diversas opções de itinerários.

Os dois principais roteiros


As opções de embarcações são muitas e vão desde os barcos grandes, compartilhados com muitas pessoas, lanchas menores compartilhadas com grupos reduzidos, até os botes motorizados, chamados de gomonni e que foram a minha grande paixão na Sardenha, já que nessa opção é você quem decide o seu roteiro.

As saídas são feitas em sua maioria da cidade de Palau ou mesmo de Maddalena, para visitar as ilhas ao redor. Os roteiros vendidos pelas agências são basicamente dois: ao redor das ilhas do lado oeste, incluindo uma parada no centro histórico de Maddalena ou ainda uma grande volta por todo o arquipélago. Mas de gommoni alugado o passeio fica ao gosto do freguês =)

Eu fiz dois passeios: um pelas ilhas que ficam do lado oeste do arquipélago, que são Spargi, Budeli, Razzoli e Santa Maria, e outro pela ilha de Caprera. O primeiro passeio, como é o mais bacana pois tem várias paradas em praias lindíssimas, prefiro escrever em um outro post pra poder carregar mais fotos.

Aqui vou falar do segundo passeio, na ilha de Caprera. Mesmo já tendo visitado essa ilha anteriormente de carro, acabei visitando ela novamente mais pela brincadeira de pilotar o barco. Mas confesso também que a oportunidade de rever aquelas praias lindíssimas por outro ângulo também valeu muito a pena.

Como já era o meu terceiro "noleggio gomonni" eu já tava craque. Só que nesse dia estava ventando  forte e o dono da agência nos sugeriu um bote um pouco maior, que não balançaria tanto com o vento. Bote maior, preço também. Nessa região espere gastar algo em torno de 120€ pela diária do barco na baixa estação. A gasolina é o mesmo consumo, em média 30€.

O passeio foi ótimo, o dia foi incrível e ver as praias por um outro ângulo foi lindo. Mas de fato o vento nesse dia estava  "over" e atrapalhou um pouco a brincadeira. Eu queria ter ido, por exemplo, à Cala Napoletana, mas com aquele vento preferi não arriscar dar a volta na ilha.

Tahiti (Coticcio) vista de outro ângulo

Queridos vizinhos

Posso até dizer que na volta rolou um certo perrengue pois o vento estava muito forte e contra. A princípio foi meio assustador mas depois vi que a situação não nos colocava em risco do tipo o barco virar ou algo parecido.. Foi apenas uma navegação um pouco desconfortável com o bote batendo muito.

Cheguei em segurança no píer e ainda ganhei um "bravo!" do dono da agência.. Foi o suficiente pra eu ir embora da Sardenha me sentindo A capitã! E foi, com certeza, mais uma história divertida pra contar..


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Itacoatiara


Itacoá para os íntimos

Aqui no blog eu não escondo que na hora de pensar em uma nova viagem tenho preferência por destinos de praia. Eu amo praia! E por mais que conheça várias praias pelo mundo a fora, sempre tem uma que a gente chama de casa (no meu caso, até mais de uma..). E uma das minhas "casas" no mundo fica em Itacoatiara.

Pode parecer estranho incluir num blog de viagens um post de uma praia tão local, frequentada basicamente pelos moradores e fora de qualquer roteiro turístico. Mas acho que é exatamente por isso que tenho o dever de divulgar esse tesouro niteroiense. Nós aqui do outro lado da ponte também temos muito o que mostrar!

Na minha humilde opinião, Itacoá  é a melhor praia de Niterói. Do Rio também, mas não conta isso pros cariocas não.. Eles jamais aceitarão! Além do mais, para minha surpresa, Itacoatiara saiu na última lista das 25 melhores praias do Brasil do TripAdvisor. Mais um motivo para divulgá-la! =)

Como chegar

Itacoatiara fica na Região Oceânica de Niterói e é uma das últimas praias da cidade. É um pouco longinho sim, não vou enganar, mas o pequeno esforço será recompensado, eu garanto!

É um bairro que funciona como uma espécie de condomínio, com uma única entrada e saída monitorada pela Polícia Militar 24h/dia. Não se assuste com a cancela, a entrada é liberada para todos.

A maneira mais cômoda de chegar na praia é, sem dúvida, de carro. Não existem estacionamentos particulares, apenas as vagas de rua. No verão, tente chegar cedo, pois facilmente as ruas lotam e falta vaga mesmo.

Existe ainda a opção de chegar de ônibus. A linha 38 faz o trajeto Centro - Itaipu e passa pela entrada de Itacoá. Assim é preciso caminhar alguns metros até a praia. No final de semana, esteja preparado para encarar ônibus cheios.

A praia

Diferente do todo o resto de Niterói, Itacoatiara não tem vista pro Rio, seu visual é único. É cercada de muito verde e de cada lado da praia há uma grande pedra. De um lado a vista é para a Pedra do Elefante e o Costão de Itacoatiara e do outro lado fica o Morro das Andorinhas.

 Pedra do Elefante

 Morro das Andorinhas

Uma outra característica que dá fama a Itacoá é o mar. Quando as condições são (des)favoráveis ele se torna violento e realmente há muitas histórias de afogamento. Aqui, quando o mar tá de mau humor, o melhor mesmo evitar o mergulho e deixar a brincadeira apenas para os surfistas experientes.

Acho que o grande problema dessa má fama é que muitas pessoas não respeitam os limites do mar. Itacoá é uma praia de mar aberto e por isso tem dias de mar calmo, super piscininha e dias fúria, como em qualquer outra praia do mesmo tipo. A boa notícia é que podemos contar com salva-vidas que batem ponto por lá diariamente e antes de mergulhar sempre é bom observar a sinalização do dia indicada por eles. Mas ainda assim se bater um medinho, existe um plano B: é só dar um pulo na Prainha, que é uma pequena praia ao lado da Pedra do Pampo, que possui águas bem tranquilas (vou falar dela já). Assim, não tem erro..

Por outro lado, esse mar "tenso" faz a boa fama com os surfistas: Itacoá tem uma das melhores ondas do mundo para a prática de bodyboard e sempre tem um campeonato rolando por lá. O mundial de 2015 inclusive, teve sua etapa niteroiense.

 É ten-so! 
Foto: Alexandre Paredes

Mas vamos falar de coisas mais tranquilas. Agora vou contar um detalhe curioso e divertido de Itacoatiara que só quem mora em Niterói sabe. A praia, frequentada basicamente pela galera jovem da cidade, é dividida em quatro áreas:

- Costão (Beverlly Hills)

É o extremo esquerdo da praia, do lado da pedra do Costão. Tem esse apelido porque é frequentado pela "playbozada" e pela galera viciada em academia. Que fique claro: sem preconceitos, ok? Tenho muitos amigos queridos que só frequentam o Costão..

 Costão de Itacoá

Se você escolher esse lado, além de curtir o sol até mais tarde e no verão apreciar um pôr do sol de cair o queixo, não deixe de provar o sanduíche do Onda Natural (o último trailer da praia - aqui a gente chama quiosque de trailer kkk).

- Meio

Como o próprio nome sugere: é o meio da praia. A galera que costuma frequentar esse ponto, não toma partido de nenhuma das extremidades da praia, é a galera neutra.

No meio de Itacoá

A vantagem de ficar no meio é que você não vai ver nada acontecer e nem vai ser visto na praia (se bem que isso pode ser uma vantagem né?), além de curtir um trecho sempre mais vazio e sossegado. O que as vezes também não é nada mal..

- Pampo (Jamaica)

É o extremo direito da praia, do lado da Pedra do Pampo. Tem esse nome, bem.. porque é frequentado pela galera "alternativa" de Niterói (os entendidos entenderão! kkk).

Mergulho clássico no Pampo

Se você escolher este lado, saiba que o sol sempre acaba mais cedo por causa da sombra do Morro das Andorinhas. Já no inverno, com aquele solzinho fraco, a boa é "lagartear" tomando sol na Pedra do Pampo (ai que delícia!). Aproveite também para tirar ótimas fotos de cima da pedra.

Secret spot na Pedra do Pampo

Outra vantagem de ficar no Pampo é, em caso de mar tenso, a Prainha fica a uma curta caminhada.

Estando desse lado da praia, não deixe de provar os salgados da Eliza, o último trailer da praia. Sugiro o bolinho de peixe e o pastel de forno de ricota com espinafre (pode pedir pra "viagem" e levar pra comer na praia).

- Prainha

Pequena faixa de areia que fica atrás da Pedra do Pampo e sempre tem águas calmas. É basicamente frequentado por famílias com crianças pequenas e é a melhor opção pra banho quando o mar está violento.

Piscina na Prainha

E aí que você vai querer saber em qual desses lugares eu me encontro em Itacoá.. Pra evitar polêmicas, prefiro dizer que tenho passe-livre para circular em todos eles. =)

Talvez numa visita rápida ou ainda num final de semana, quando a praia fica mais cheia, essa "divisão" passe despercebida. Mas de qualquer maneira, fique tranquilo, os niteroienses saberão te receber muito bem em qualquer um desses lugares. Todos nós temos muito orgulho desse nosso cantinho especial!

Mais um detalhe técnico: a praia não possui quiosques na areia, apenas trailers que funcionam como bar/lanchonete na rua. Na praia propriamente dita, existem diversos ambulantes vendendo de tudo. Os mais tradicionais são a dobradinha mate + sanduíche do Sérgio (colete azul) e Marcelo (colete amarelo - eles são irmãos!) e do Onda Natural. Ah importante, o mate de Itacoá inclui um "chorinho". Dê um boa golada e devolva o copo pro vendedor pra ele encher até a boca de novo. =)

Outras atividades

Nem só de praia vive Itacoá. Pra quem curte uma trilha a boa é subir o Costão e a Pedra do Elefante. O Costão eu já fui várias vezes (vou ficar devendo fotos), então posso dizer que a subida não é difícil e a vista é super recompensadora.

O acesso à trilha fica ao lado do Clube dos Arquitetos, na entrada do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Prefira os horários com menos incidência de sol e calor (no inverno é uma ótima pedida) e não esqueça de levar água.

Já a Pedra do Elefante é de difícil acesso (eu nunca fui, tenho medo) e só recomendo a subida guiada por pessoas que conheçam bem o lugar. A trilha se inicia na estrada Itaipu/Itaipuaçu.

A rua principal, que beira a praia, também é ótima para fazer caminhadas, andar de skate, de bike ou de qualquer outro brinquedo do tipo. No verão alguns trailers costumam ter música ao vivo no fim de tarde e aí a diversão fica completa.

 Aquele rolê de skate..

Enfim, Itacoatiara é só lazer!!

Momento piada interna: dizem que a gente só vai a Camboinhas (outra praia daqui de Niterói) de vez em quando só pra se certificar que Itacoatiara é muito melhor!

Bem, é isso. Espero poder ter traduzido aqui o motivo pelo qual eu sou apaixonada por esse lugar. Estando em Nikiti, não deixe de vir. Tenho certeza que você também irá se apaixonar por Itacoá..


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Costa Esmeralda


Até a gaivota para pra admirar..

A minha terceira parada na Sardenha foi na super famosa e badalada Costa Esmeralda. A região, conhecida mundialmente por ser destino de veraneio de ricos e abastados, possui praias e visuais incríveis. E o melhor, acessíveis a qualquer pessoa que esteja disposto a curtir o verão europeu.

A origem do termo "Costa Esmeralda" é recente e foi criado na década de 60 por um príncipe árabe que se apaixonou pelas águas claras da Sardenha e resolveu desenvolver o turismo de alto luxo na região, que até então não passava de uma área basicamente agrícola.

Pois bem, o príncipe comprou tudo, mandou construir um aeroporto, uma marina, casas de luxo e chamou grandes celebridades pra curtir a boa vida com ele. O resultado? A Costa Esmeralda entrou rapidamente no jet set internacional e se tornou um destinos de luxo mais cobiçados do mundo. Até hoje milionários aproveitam o verão europeu estacionando seu iates por essa região. 

Mas luxo não era o que eu buscava na Costa Esmeralda, até porque isso realmente não me enche os olhos e nem cabe no meu bolso! Eu estava atrás na verdade era daquela beleza natural que encantou o príncipe. E como quem procura, acha.. me encantei mais uma vez com a Sardenha!

A minha viagem

Como a Costa Esmeralda concentra as praias mais tops da Sardenha, dos 12 dias de viagem pela ilha, resolvi reservar 5 dias pra explorar essa região. Escolhi uma cidade Chamada Palau pra montar base, que não é das mais conhecidas e nem das mais badaladas, mas é geograficamente interessante pra quem pretende desbravar a região.

My trip map

Dividi o meu roteiro da seguinte maneira: o dia da chegada, eu terminaria as missões (viagem, check in apartamento, desfazer mala..) ainda na parte da manhã, então à tarde fui conhecer a região de Santa Teresa di Gallura, que fica a 24km de Palau e possui praias lindíssimas.

Como os ferries que fazem a travessia para Maddalena saem de Palau, no segundo dia fui de carro conhecer algumas praias e dar uma volta pelo arquipélago.

No terceiro dia aluguei um barco pra conhecer as outras ilhas do arquipélago de Maddalena que não são acessíveis de carro: Spargi, Budelli, Razzoli e Santa Maria.

O quarto dia, reservei pra conhecer a tão badalada região de Porto Cervo, que claro, também tem outras praias lindíssimas.

O quinto e último dia estava com a programação livre. Tenho o hábito de deixar um dia livre para poder repetir o lugar que mais gostei de conhecer durante a viagem, já que nunca sei quando irei retornar ao destino. E o eleito dessa vez foi repetir o aluguel de barco, que sem dúvida foi o que mais gostei de fazer na Sardenha. Voltei então ao Arquipélago de Maddalena pra conhecer a ilha de Caprera de outro ângulo.

Como chegar

O aeroporto que atende à Costa Esmeralda fica na cidade de Olbia. Ele é grande e bem novinho, pois recentemente passou por uma reforma que ampliou suas instalações. Recebe voos de diversas cidades da Europa e serve como hub da empresa aérea Meridiana.

Costa Esmeralda

Eu estava em Cala Gonone e até Palau, a cidade onde montei base na região, foram 2h horas de viagem tranquila, sem correrias. No dia que fui para o aeroporto pegar o voo de volta à Roma, de Palau até Olbia foram apenas 40 minutos de carro. Então pra quem vai se hospedar em qualquer cidade da região, sem dúvida o aeroporto de Olbia é a melhor opção.

Pra quem vem do continente de carro, a opção é chegar até a ilha de ferry. A cidade de Olbia também conta com um porto que recebe embarcações das seguintes empresas: Tirrenia, Moby e a Grimaldi Lines,

Quando ir

A Sardenha possui invernos amenos (mas ainda assim frios para o nosso padrão) e verões super quentes.

Acredito que o maior interesse em ir para a Sardenha seja pra curtir as praias, logo o ideal é visitar a ilha nos meses de temperaturas mais altas, entre junho e setembro. Há quem aproveite o início e o fim do calor nos meses de maio e outubro.

Eu fui no mês de junho e peguei apenas um dia nublado. De resto muito sol e calor! À noite, a temperatura caía um pouco e rolava até de colocar um casaquinho leve.

Hospedagem

Decidir onde me hospedar na Costa Esmeralda foi uma missão um pouco complicada. Queria uma cidade que fosse um pouco centralizada, pra facilitar os deslocamentos na região e que não tivesse os preços no padrão Porto Cervo. Pesquisando, acabei descobrindo Palau, que estava mais ao norte da Costa Esmeralda e é a cidade de onde saem os ferries para La Maddalena, onde eu havia programado dois dias de passeio. Com preços bem atrativos e uma ótima localização, de repente Palau me pareceu uma ótima ideia.

Mas o que me preocupava em ter escolhido Palau era o fato da cidade ser portuária. De início achei que poderia ser feia, maltratada, essas coisas. Fui pesquisando no Google Maps e vi que Palau parecia ser uma cidade tranquila. Resolvi arriscar! Chegando lá, adorei a minha escolha pois a cidade é bem simpática e de fato foi um super adianto nos meus deslocamentos. Não tem nenhum super atrativo, nem é das mais glamorosas, mas cumpriu perfeitamente o seu papel. 

O apartamento escolhido foi o Le Gemme, um quarto e sala com cozinha compacta. O apê em si era bom, bem localizado, estava bem limpo e tinha um chuveiro ótimo. Tem estacionamento próprio na porta e o wifi funcionou bem durante toda a estadia.

Não gostei de alguns pontos. Não tinha ventilador e o ar condicionado era pago à parte (7,50€/dia) e no início de junho já fazia certo calor. A cozinha deixou um pouco a desejar pois não tinha forno nem micro-ondas. O check in foi bem confuso pois só tinha uma pessoa na propriedade, que era a responsável pela limpeza dos quartos, mas ela não falava uma palavra de inglês! Aliás, a recepção é fantasma.. Durante os 5 dias que estive lá não vi ninguém que pudesse me ajudar, caso fosse preciso. Ainda bem que não precisei.. 

O que foi o diferencial do apê foi a vista! Dei sorte de pegar um apê no último andar (nº 31) com vista para o mar e para a ilha de Maddalena. Tomar café todo dia com essa vista foi realmente inesquecível.  No geral a avaliação do apê é boa, recomendo.

Varandinha do apê

Rodando pela Costa Esmeralda, achei difícil escolher um "melhor lugar para se hospedar". Todas as regiões, com exceção de Porto Cervo, são muito parecidas. Todas lembram uma cidade de veraneio, com bares, restaurantes, lojinhas, hotéis e condomínios. Além de Palau, se tivesse que recomendar outros lugares para hospedagem seria Santa Teresa di Gallura e Golfo Aranci. Não recomendo a hospedagem em Olbia, que é uma cidade grande com trânsito, sinal, ônibus, buzina.. Tudo aquilo que nada tem a ver com o charme da Sardenha.

Transporte

A melhor maneira pra conhecer a região é de carro, sem dúvida. Recomendo reservar o carro com antecedência, principalmente pra quem vai visitar a ilha nos meses de julho e agosto. Pra circular pela região um GPS é indispensável. Eu utilizei o Waze no celular e deu super certo, só em Porto Cervo e Maddalena ele deu uns tilts, mas nada de grave.

Pra quem vai sem carro ou não sabe dirigir, vi em alguns lugares ônibus de turismo circulando. Talvez existam agências locais que promovam passeios pela região. Existe ainda a empresa Turmo Travel que opera algumas rotas entre as cidades da Costa Esmeralda.

Pra estacionar achei bem tranquilo. O esquema de vagas é o mesmo de outras regiões da ilha: pintadas de branco ou amarelo são gratuitas. Pintadas de azul são pagas por hora, procure o parquímetro mais próximo, pague e coloque o recibo à vista no painel do carro. O pagamento pode ser feito em moedas ou cartão. Depende da "tecnologia" da máquina.

Mas lembrem-se de um detalhe: visitei à ilha em junho, ainda na baixa temporada. Na alta temporada a coisa toda pode mudar..

De rolézin pela região

A Costa Esmeralda possui diversas mini-regiões com cidades interessantes e praias incríveis. Pro meu roteiro, de apenas cinco dias, tive que selecionar muito bem o que ver e o que excluir, pois é impossível encaixar tudo de bacana que a região oferece em um tempo tão curto.

Importante lembrar que poucas praias na região possuem alguma estrutura de bar/restaurante próximos. Por isso é importante sempre sair abastecido com o kit sobrevivência (comes e bebes) pra garantir um dia inteiro de passeio sem que a "missão almoço" seja um problema durante o dia.

Em junho, o sol se põe às 21h, o que faz um dia de praia render muito! Com isso é possível conhecer vários lugares em um mesmo dia.

A água do mar é gelada. Nem vou fantasiar dizendo que não é, porque é. Pelo menos em junho é bastante gelada, tipo praia no Rio. Mas como o calor é forte, dá pra dar um mergulho rápido pra refrescar. Ficar boiando na água é só para os fortes! Kkkk!

Outro detalhe interessante que notei visitando as praias da Sardenha é que, diferente de outros lugares na Europa, não se vê muito a prática de nudismo. Em todas as praias que estive, as pessoas vestiam o traje de banho completo, a não ser por um ou outro topless perdido na multidão.. 

- Santa Teresa di Gallura

A primeira região que conheci foi a de Santa Teresa di Gallura, bem ao norte da Costa Esmeralda. É daqui que partem os ferries para a Córsega. A cidade é uma graça e eu super recomendo a hospedagem lá por uns dois dias. Tem muita cara de cidade de veraneio com vários restaurantes, barzinhos e lojas por todos os lados.

As praias também não decepcionam, pelo contrário, são de tirar o fôlego. A começar pela Rena Bianca, a praia urbana da cidade que é linda. Por ser bem no meio da cidade é super movimentada, foi difícil até de achar um canto sossegado.

Chegando em Rena Bianca

Tenso pra achar um lugar

Também pudera, eu visitei a praia num domingo! Domingo de sol é igual em qualquer lugar! A praia tem um barzinho pé na areia onde fica a concentração de barracas e cadeiras. O estacionamento é pequeno e pago.

Mas lá no cantinho sempre tem uma entoca!

Outra praia bacana que conheci na região foi a Rena Ponente, que tem esse nome justamente por ter um dos melhores visuais do pôr do sol da ilha. A praia é linda e não estava tão cheia quanto a Rena Bianca. Uma informação super importante: a água daqui não estava tão gelada quanto às outras praias e eu consegui mergulhar várias vezes!

 Rena Ponente

Possui estacionamento gratuito, um bar no canto direito e banheiros que oferecem ducha de água doce por 1€.

Outro lugar interessante que conheci em Santa Teresa di Gallura foi o Capo Testa. Uma região com formações rochosas curiosas, mar incrível e um farol pra completar a paisagem.

O lindo mar em Capo Testa

Faro di Capo Testa

É daqui que se inicia também a trilha até o Vale Della Luna, uma praia onde dizem ser o point do hippies perdidos na ilha desde os anos 70. Combinação de praia bonita, formações rochosas que lembram o solo lunar e uma energia especial que os entendidos dizem existir por ali. Eu não fui por falta de tempo, mas fiquei curiosa!

 - Arquipélago de Maddalena

Um dos lugares mais lindos de toda a Sardenha, o Arquipélago de Maddalena é um passeio imperdível.

Eu disse imperdível..

O conjunto de ilhas ao norte da Sardenha, é um Parque Nacional desde 1994. Foi nele que Giuseppe Garibaldi (momento lembrança da aula de história na 5ª série) escolheu pra passar seus últimos dias (espertinho, não?).

Pra chegar até lá é preciso fazer uma travessia de ferry que sai de Palau. A travessia é super rápida, apenas 15 minutos.

Apenas duas ilhas são acessíveis de carro: Maddalena e Caprera. As demais ilhas, apenas por passeios de barco que saem em sua maioria de Maddalena ou de Palau. Mas também há saídas de outras cidades da Costa Esmeralda, basta consultar nas agências locais ou no hotel em que estiver hospedado.

Como tenho muitas de informações de Maddalena, vou escrever dois posts de lá: um com informações gerais e outro do passeio de barco.

- Porto Cervo

A cidade do luxo e ostentação pra mim foi apenas mais uma parada pra visitar praias bonitas. Como disse lá no comecinho da série de posts da Sardenha, quem veio ao meu blog procurando informações sobre destinos luxuosos, bateu na porta errada!

Claro que andando pelas estradinhas de Porto Cervo, dá pra ver que esta é uma região bem diferente do restante da Sardenha. Muitas propriedades de alto padrão, carrões circulando e muitos iates monstruosos ancorados na marina da cidade e ao longo do litoral. Mas é só isso também. É cada um no seu quadrado..

Como meu interesse era bem comum aos demais reles mortais, vou falar das praias que é o que interessa. A primeira que visitei foi a Spiaggia del Principe. A praia, que é bem conhecida, tem uma faixa de areia média e costuma lotar facilmente. Seu acesso não é dos mais fáceis, é preciso fazer uma curta trilha de uns 15 minutos, mas com algumas pedras dificultando o caminho.

A incrível vista do alto

Spiaggia del Principe

No dia que fui, além de cheia, a praia estava bem abrigada do vento que estava forte nesse dia. Possui ainda um quiosque escondido debaixo das árvores que aluga barracas e cadeiras mas não há nada de bebida e comida à venda. Outra informação importante: o estacionamento é gratuito.

Depois de algumas horinhas curtindo essa praia, foi hora de levantar acampamento. Segui em direção à Capriccioli, outra praia bastante conhecida na região e que é dividida em Capricioli Leste e Oeste.

A Capriccioli Oeste é formada por dois pequenos trechos de areia branca e fina. Só que com o vento entrando de frente, foi impossível ficar nela. E mesmo com o vento, estava lotada.

Já a praia leste estava ótima! Abrigada do vento, mar com temperatura agradável e uma vista linda pra uma pequena baía. Também estava cheia, não tem jeito.. essa é uma região onde todos querem "estar". Diferente da praia oeste, esta tem a areia grossa e escura.

Capriccioli Leste

Tem um restaurante no canto direito, que dispões de barracas e cadeiras na praia. Pra estacionar próximo às duas praias só estacionamento pago: 1,50€ por hora ou 7,50€ por dia.

Continuando o passeio pela região, do alto de uma montanha avistei essa praia aí da foto abaixo, com essa mancha azul incrível. Tratei de botar a rota do GPS e corri até lá.

Na Sardenha esse tipo de susto é normal..

Essa é a Picollo Perveró, uma prainha simpática até, mas que no dia estava com muitas algas então não estava no padrão Sardenha que eu (mal) acostumei. Além disso, tinha uma "água" sendo despejada na areia que achei bem estranha..

Água azul e língua negra..

Pra quem tiver mais sorte do que eu em sua visita à Picollo Perveró vale dizer que o estacionamento é gratuito.

Depois daí não prolonguei muito o passeio pela região, pois como o vento estava bastante forte, todas as praias estavam um pouco desconfortáveis. E pra piorar, nesse dia tive uma crise alérgica ao protetor solar fortíssima! Precisava sair do sol e voltar pro hotel correndo tomar um antialérgico! Ainda bem que estava com a minha Santa Farmacinha!

- Palau

Como disse acima, fiquei super apreensiva com a minha escolha de hospedagem na cidade de Palau, mas estando lá até que gostei bastante do lugar. A cidade é bem simples e seu maior atrativo mesmo é a facilidade de acesso ao Arquipélago de Maddalena.

O programa básico na Sardenha é passar o dia na praia, voltar pro hotel, tomar um banho, sair pra jantar e dormir cedo, pois no dia seguinte tem mais praia. E praia cansa. Então no fim das contas, numa viagem de poucos dias, pouco se aproveita da cidade.

Mas ainda assim, destaco uns lugares bacaninhas pra conhecer na região como a simpática praia de Porto Faro, bem próxima do centro.

Spiaggia di Porto Faro

Já um pouco mais distante, a Spiaggia delle Piscine, que na verdade nem é praia com areia, mas sim uma grande piscina natural com formações rochosas curiosas.

Spiaggia delle Piscine

E ainda tem a Spiaggia dell"Isola Dei Gabbiani, que pra quem é ligado em esportes de vento como nós, é parada obrigatória! E mesmo assim, não deu tempo de ir.. Uma pena!

Fora do esquema praia, um ponto de interesse na região muito famoso é a Roccia Dell Orso, que nada mais é do que uma formação rochosa, que vista de determinado ângulo, lembra um urso.

O tal do urso..

Eu só passei por lá porque precisava fazer hora pro meu voo e praia não seria uma boa ideia, pois já tinha feito o checkout no apê.

A entrada é paga e custa 3€ por pessoa. O estacionamento também é pago (2€) mas dá pra achar vaga gratuita na rua também. Como eu estava com mala no carro, preferi estacionar no pago que tinha guarda vigiando o local.

Vista de dentro da barriga do urso

A trilha até o alto, onde fica o suposto urso, é bem tranquila, pavimentada e com vários bancos pra fazer parada. Por causa de regras de segurança, hoje não é mais possível acessar o local de onde dá pra ver o formato urso, apenas dá pra "entrar" no urso. Não fosse pela bela vista do local, de onde se vê todo o Arquipélago de Maddalena e parte da Costa Esmeralda do alto, o tal urso seria a maior fraude! Mas pra quem precisava achar algo pra fazer antes do aeroporto, valeu o investimento..

Outros lugares (que não visitei)

A Costa Esmeralda é cheia de cantinhos especiais com praias incríveis e isso eu pude constatar nas minhas andanças pela região. Nem só os lugares mais badalados merecem atenção. Vi várias cidadezinhas bacanas, com praias legais que me deu muita vontade de conhecer. Sem dúvida, é um destino que cabe em mais de uma viagem.

Uma dessas micro-regiões da Costa Esmeralda que não pude conhecer por falta de tempo foi o Golfo Aranci. Pelo que pesquisei na internet, possui praias lindíssimas, além da cidade parecer ser uma graça também.

Pra ver o pôr do sol tem o badaladíssimo Phi Beach, que fica em Baja Sardinia. O lugar é mesmo bacana mas eu não fui nenhum dia pois não aguentava esperar a hora do pôr do sol! Às 21h, já estava de volta ao apê pois estava azul de fome! Kkkk

E pra quem tempo e disposição, cabe até uma esticada até a Córsega. A ilha francesa fica apenas a 50 minutos de travessia de ferry a partir de Santa Teresa di Gallura.

Outros posts da viagem à Sardenha

Montando o roteiro para Sardenha
Alghero
Cala Gonone
Passeio de barco em Cala Gonone
San Teodoro 
Arquipélago La Maddalena (em breve)
Passeio de barco em Maddalena (em breve)


** Data da viagem: junho/2016

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