06/08/2017

Dicas de viagem para Ao Nang


dicas viagem ao nang
Ao Nang

Antes de ir para a Tailândia uma dúvida sempre assombrou o meu roteiro: em Krabi, deveria me hospedar em Ao Nang ou Railay Beach?

Conforme fui pesquisando, foi ficando evidente que Railay era exatamente a minha praia: um local mais roots, tranquilo e com várias praias lindas. E ao mesmo tempo, tudo que eu lia de Ao Nang, detonava o lugar. Diziam que era feio, que não tinha o que fazer e por aí vai. 

Só que como poderiam ser lugares tão distintos se um ficava exatamente do lado do outro? 😕

E pra tirar essa dúvida, eu não resisti e fui lá dar uma conferida. No final da viagem, com receio de ter algum problema na travessia de barco, optei por voltar de Phi Phi uma noite antes e fiquei um dia em Ao Nang. E posso te contar uma verdade? Ao Nang me surpreendeu muito!

A grande sacada de Ao Nang é saber utiliza-la como base para fazer os passeios pela região. Não se pode ir para lá esperando encontrar um paraíso tailandês, porque não é (pra isso vá para Railay Beach). Ao Nang é aquele vilarejo de praia um pouco mais desenvolvido que vai te oferecer facilidades: bons hotéis de redes internacionais com preços justos, variedade de bons restaurantes, várias opções de entretenimento e acesso fácil às principais atrações da região.

Sabendo usar Ao Nang na medida certa, não tem como errar!


Para curtir todas as fotos da minha trip, acompanhe no Instagram em #reviajatailandia

Quando ir

Ao Nang fica localizada na província de Krabi, no sul da Tailândia, logo o melhor período para visitar a região é entre os meses de novembro a fevereiro, quando a probabilidade de chuva é menor. Só tem o inconveniente de ser alta temporada, quando os preços sobem e costuma ficar mais movimentado.

Nos meses de março e abril também chove pouco porém o calor dá uma apertada. A vantagem desses dois meses é por ser o início da baixa temporada e possuir preços mais camaradas.


Nesses dois períodos que citei acima sempre espere uma pancada de chuva no fim da tarde. É bem típico da região e não chega a atrapalhar os planos praianos. Na verdade, no calorão da Tailândia dá até uma refrescada!

De maio a outubro é o período de monções no sul da Tailândia e a chuva costuma ser constante nessa região. O ideal é evitar a viagem nesse período pois a probabilidade de pegar chuva é muito alta. E vamos combinar, destino de praia com chuva é mega deprê!


Eu fui na segunda quinzena de abril e peguei muito calor. Dos doze dias no litoral, peguei apenas um chuvoso. Em todos os outros fez muito sol e no final do dia era normal o tempo fechar, ameaçando cair aquela pancada de chuva. Muitas vezes ficou só na ameaça mesmo, poucos dias choveu pra valer. Mas era sempre rápido e antes do sol se por, o céu já estava claro novamente.

Como chegar

Como Ao Nang pertence à província de Krabi, a maneira mais comum de se chegar lá é utilizando o aeroporto de Krabi. Do aeroporto até a cidade de praia espere gastar uns 30/40 minutos de carro.

Pra se locomover do aeroporto em direção à Ao Nang há três opções. A mais fácil e conveniente é o táxi. Espere gastar uns THB 500 / 600 na corrida.

No esquema mais econômico há a opção do shuttle bus, que faz o trajeto entre o aeroporto e Ao Nang e custa THB 150 por pessoa. Para comprar a passagem, basta se dirigir a um dos guichês que ficam no saguão do aeroporto.
 

Tem as vans compartilhadas que também custam THB 150 por pessoa. O ponto fica bem em frente ao portão de desembarque e ao sair, já tem um pessoal que fica abordando os turistas. Eles perguntam qual o destino e te encaixam na primeira van que estiver saindo.

Quando eu cheguei à Krabi usei a van para ir ao píer de Ao Nam Mao, de onde sai o barco para Railay e super recomendo. A saída do aeroporto foi rápida e só fizeram duas paradas ao longo do caminho, uma em Krabi Town e outra no porto de Krabi, mas foi tudo muito rápido. Pra Ao Nang, o esquema é o mesmo.

Se você chegar em Ao Nang vindo de Phi Phi, assim como eu, fique muito atento para uma pegadinha que por muito pouco eu não caí! O ferry ancora no píer de Nopparat Thara Beach, uma praia que fica ao lado de Ao Nang mas é distante para seguir à pé. A empresa de ferry oferece transfer gratuito do píer até a porta do seu hotel, só que ninguém te avisa isso! Aí você desce do ferry e fica lá meio perdido, sem saber pra onde ir. E é aí que vem um pessoal abordando pra oferecer táxi e tuk tuk. Eu já estava quase caindo, quando vi uma van com o mesmo nome da empresa do ferry e alguns passageiros entrando e colocando a sua mala no carro. Quando me aproximei, perguntaram qual o nome do meu hotel, me colocaram na van e pronto, transfer gratuito! E eu já ia pagando pro tuk-tuk, foi por muito pouco!

Hospedagem

O bom de Ao Nang é que a cidade possui diversas opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos. 

Pra quem optar por Ao Nang como base, recomendo escolher algo bem no centrinho mesmo. Assim, você não dependerá de carro para se locomover e poderá curtir o burburinho de noite à pé mesmo. Procure por opções na região abaixo.

Centro de Ao Nang

Eu nem posso recomendar hospedagem em Ao Nang porque a minha foi péssima! Na real, eu não sabia ao certo se passaria uma noite em Ao Nang (tinha aquela chance de querer ficar curtindo Phi Phi até o último segundo), por isso reservei um hotel que fosse mais barato porque, se caso eu perdesse a diária, não teria grandes prejuízos.

E lá fui eu escolher o Amorn Mansion, um hotel simples, barato e super bem localizado (era a única coisa boa). As avaliações eram boas até, então resolvi arriscar.

O hotel possui quatro andares e não tem elevador. E advinha onde nos colocaram?  No quarto andar, é claro! O quarto era minúsculo, sem janelas (claustrofóbicos piram nessa hora!), apenas um pequeno basculante e com cheiro de mofo. Que medo! Pelo menos estava limpo, tinha ar condicionado e frigobar. E como minha intenção era só dormir, pois aproveitaria o máximo do tempo para conhecer a cidade, acabei ficando por lá mesmo. 

A equipe do hotel, que é de administração familiar, era bem simpática até. No dia seguinte deixamos nossas malas na recepção e fomos à praia. Na hora de buscar as malas, eles nos ofereceram um banheiro pra tomarmos banho antes de seguir para o aeroporto. Não emprestaram toalhas, mas vai lá, a intenção foi boa. 

Mas ainda assim, não recomendo o hotel. Com certeza é possível encontrar opções bem melhores com preço justo.

Se você ainda assim quiser ficar no mesmo hotel, clique aqui para pesquisar a disponibilidade. 

Se você quiser pesquisar outras opções de hotel em Ao Nang, clique aqui. Mas lembre-se sempre de ficar atento às avaliações.

http://www.booking.com/searchresults.html?city=-3232620&aid=1256661&no_rooms=1&group_adults=1

Como se locomover

Pra quem pretende usar Ao Nang como base e ficar hospedado no centrinho mesmo, vai poder fazer quase tudo a pé. Vai precisar de um meio de transporte apenas quando quiser fazer um programa no continente que seja mais longe ou ainda se deslocar para o aeroporto ou o píer.

É muito fácil conseguir um táxi, um tuk-tuk, uma van, um ônibus.. tem pra todos os bolsos e direções. E são vários pontos, onde ficam todos esses motoristas reunidos. Você não terá nenhuma dificuldade em se locomover na cidade. 

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Ficou pequeno né?

Pra ir de Ao Nang para o aeroporto, eu preferi pegar um táxi, por conforto mesmo (final da viagem, já rola uma certa preguiça né?). Aqui recomendo comparar o preço entre o ponto de táxi e nas agências de turismo. No ponto de táxi o valor era tabelado em THB 600. Na agência era mais barato, THB 500. 

Outra opção que descobri já quando estava em Ao Nang, foi o serviço da Krabi Shuttle, uma empresa de transfers privados, que dispõem de carros novos e alguns até com wifi! O bacana é que dá pra agendar com antecedência e simular os valores no site deles. Achei a proposta bem interessante pra quem procura um serviço diferenciado. 

Dando um primeiro rolé em Ao Nang

O primeiro choque que tive ao chegar em Ao Nang foram os carros! Sim, eu estava há dez dias sem ver um (Railay e Phi Phi não tem). E ao ver carros, lembrei do trânsito, da buzina etc.. é, Ao Nang é pra quem não quer se afastar tanto assim da civilização.

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Rua principal de Ao Nang

O comércio em Ao Nang é bem desenvolvido também, pra se ter uma ideia, aqui tem 7 Eleven, Mc Donald's, Burger King e KFC. Mas é claro que não poderiam faltar as várias lojinhas de souvenirs, de agências de turismo e barracas de comida de rua, tudo isso muito tradicional em qualquer destino turístico da Tailândia.

O que eu achei mais bacana é que a cidade também conta com diversos restaurantes bacanas, com opção de cardápio ocidental e um ambiente descolado. Alguns possuem até música ao vivo, mostrando que a noite de Ao Nang pode surpreender!

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Comércio de Ao Nang

Ah, e surpreende mesmo! Por volta das 19h espere encontrar muitos travestis na rua da praia! Mas calma, fique tranquilo que não é nada deprê, é até bem divertido! Elas chegam todas montadíssimas, em looks super luxuosos para divulgar um show de música e dança numa famosa casa de espetáculos do gênero que existe ali em Ao Nang.

Elas brincam com os turistas, tiram fotos com crianças e claro, divulgam o show. Mas tudo com muito respeito entre todos os envolvidos. Quando se aproxima a hora do show, todas vão embora. Eu achei super curioso ver esse tipo de cena numa país tão tradicional como a Tailândia! 

No geral, achei os preços em Ao Nang super atrativos. Como era minha última parada antes de ir embora da Tailândia, aproveitei pra fazer muitas compras de produtos típicos. Tudo muito barato. Pra dar uma ideia, o café da manhã que eu pagava THB 110 na 7 Eleven de Phi Phi, o mesmo custava THB 80 em Ao Nang. E lembre-se sempre de pechinchar, essa é a regra número um para compras na Tailândia.

O câmbio também ajuda, tem muitas casas de câmbio e ótimas taxas de conversão. Vale a pena pesquisar.

A praia

Pois é, chegamos no ponto onde li muita gente "metendo pau" em Ao Nang. De fato, a praia de lá não é das mais bonitas, especialmente se comparadas a outras praias da região. Certamente você não atravessou o mundo pra ver a praia de Ao Nang.

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Calçadão de Ao Nang

Ela é bem extensa e possui areia bem escura, por esse motivo, não dá aquele efeito de mar claro. Mas se pensar bem, a água é a mesma de Railay por exemplo, que fica ao lado. Ou ainda, de Poda Island, que fica bem na frente e possui mar verde cristalino!

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Bonita não é..

E a praia fica sempre vazia, afinal o pessoal passa o dia fazendo passeios em outras praias. Caminhando pela praia na direção do lado esquerdo, a praia fica mais apresentável, pois o visual do cantinho, junto à uma montanha alta, dá uma animada no visual. Vale a pena a caminhada no fim de tarde até lá.

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Olha eu tentando melhorar a imagem de Ao Nang 😄

Nesse lado esquerdo, tem um rio que desemboca no mar. E por mais que o visual te anime, não se engane. O tal rio é esgoto puro! Aliás, não se anime em mergulhar em nenhum trecho de Ao Nang. Na Tailândia eles despejam o esgoto na praia sem qualquer cerimônia.

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Fotogênico, mas nada higiênico.. rs

Nesse trecho da praia, o calçadão possui uma rua bem estreita que quase não passa carro. Tem vários restaurantes, uns mais bacanas outros bem roots. Muitas casas de massagem e até um pequeno templo. Tô te falando.. vale a pena dar uma caminhada na praia de Ao Nang, é bem bacaninha!

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Trecho mais tranquilo da praia de Ao Nang

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Todas essas casinhas são casas de massagem

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E um pequeno altar de frente pra praia

Depois de passar esse rio, já no pé da montanha, tem início uma trilha de acesso a uma prainha que fica escondida entre as montanhas, a Pai Plong Beach. É lá também que se esconde o Centara Grand Beach Resort, um grande hotel que toma conta de toda área da praia. E é essa praia que salva Ao Nang do fracasso total no quesito.

A trilha é leve, com um trecho de subida e outra de descida. Leva uns 15 / 20 minutos para percorrê-la. Na chegada fica um guardinha do resort controlando o acesso de pessoas ao local. Basta preencher o formulário com dados pessoais básicos e seguir adiante. 

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Prainha simpática

A praia é mesmo um oásis na feiura de Ao Nang nesse quesito. De tamanho médio e por ficar entre as altas montanhas, tem um visual lindo. O mar, não ficou com aparência cristalino pois a areia daqui também é escura. Mas como peguei a maré enchendo, estava com uma tonalidade verde esmeralda bem interessante.


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Um visual muito bacana das montanhas

As instalações do hotel são apenas para uso dos hóspedes. Apesar de em frente à praia ter um bar do hotel é bom levar algo pra comer e beber por precaução.

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Olha, me surpreendi viu?

E com o visual dessa prainha simpática, eu dei meu último mergulho na Tailândia. Nada mal!

Daqui pra onde?

Estando em Ao Nang pude constatar que a grande sacada é usar a cidade como uma base de fácil acesso para outros lugares da região. Pra quem não abre mão de certas conveniências que uma cidade mais estruturada oferece, esse esquema funciona super bem.

Pra chegar em Railay Beach, basta pegar um longtail boat na praia. Custa THB 100, funciona o dia todo e a travessia leva 15 minutos. É bem pertinho mesmo! Com isso é muito tranquilo se hospedar em Ao Nang e passar o dia em Railay.

Os passeios de barco tradicionais da região, para as Quatro Ilhas e Hong Island também podem ser facilmente contratados em Ao Nang, tanto em agências de turismo, quanto diretamente com os barqueiros na praia.

Pra quem quiser seguir para ilhas mais distantes como Phi Phi ou ainda Koh Lipe e Koh Lanta, é muito fácil também. As saídas ocorrem do píer de Nopparat Thara Beach ou ainda no Porto de Krabi.

Conclusão 

Por isso tudo que listei acima, adorei me hospedar pelo menos uma noite em Ao Nang e assim poder tirar minhas próprias conclusões.

É claro que para o meu estilo de viajante, Railay tem muito mais a ver comigo. Mas também não achei Ao Nang tão ruim quanto o pessoal fala por aí. E recomendo sim a estadia por lá, desde que a expectativa em relação à cidade seja na medida certa!

Para curtir todas as fotos da minha trip, acompanhe no Instagram em #reviajatailandia

*Data da viagem: abril/2017

Leia mais sobre a minha viagem para a Tailândia:

- Montando o roteiro de viagem pela Tailândia
- Informações importantes antes de ir para a Tailândia
- Como escolher o melhor voo para a Tailândia
- Como chegar ou sair dos aeroportos de Bangkok
- Dicas Gerais de Bangkok
- O que fazer em Bangkok 
- Dicas Gerais de Krabi
- Dicas Gerais de Railay Beach
- O que fazer em Railay Beach
- Passeio de barco em Krabi: Quatro Ilhas e Hong Island
- Guia de viagem para Koh Phi Phi
- Onde se hospedar em Koh Phi Phi 
- As praias de Phi Phi
- Passeio de barco em Phi Phi Don
- Passeio de barco em Maya Bay


28/07/2017

Passeio de barco Maya Bay

passeio de barco maya bay phi phi tailandia
Rumo à Maya Bay

O passeio de barco para Maya Bay é o passeio "mais mais" da Tailândia. Ir à Tailândia e não ir à Maya Bay é tão clichê como ir à Roma e não ver o Papa, ir ao Rio e não ver o Cristo, essas coisas que todo mundo diz!

De fato, o passeio é lindo e legal demais. Mas vá preparado para ver uma Maya Bay totalmente diferente daquele paraíso tailandês que você sempre sonhou. A praia é superlotada em uma dimensão pra chinês nenhum botar defeito! É tenso mesmo! Mas ainda assim, super vale o passeio.

Vem comigo nessa aventura! 😉

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Como contratar

O passeio de Maya Bay, assim como quase todos os passeios de barco na Tailândia, podem ser feitos em lanchas rápidas compartilhadas com até 25 pessoas ou de forma privada, alugando um longtail, aquele barco de madeira tradicional tailandês.

Em qualquer uma das opções que você escolher é muito fácil de contratar. Para os compartilhados procure uma das várias agências de turismo. Para o long tail privado basta ir até à praia de Ton Sai e procurar os barqueiros que ficam  sentados de bobeira esperando justamente os turistas chegarem.

No caso do passeio de Maya Bay, o valor praticado por todos eles é o mesmo: THB 3000. Você pode e deve tentar negociar, mas já vá sabendo que neste caso será um pouco mais difícil conseguir algo mais em conta.

passeio de barco maya bay phi phi tailandia
Tabela de preços dos Longtails

Ainda sobre como "escolher o seu barco", a boa é conseguir um barqueiro que fale um pouco de inglês. E acredite, a missão é quase impossível! Sem comunicação, o passeio fica prejudicado porque o cara não entende nada do que você pergunta, não sabe dizer o nome de nada. É um saco!

E pra piorar, pelo que entendi, na cabeça deles você está alugando o barco por x horas, então é você quem deveria dizer pra ele o que fazer, o que visitar, onde ancorar etc. Pra eles, aquilo ali não é um passeio onde ele deveria te levar nos lugares bacanas e tal. Ele alugou o barco e o tempo dele, simples assim. Se você quiser ficar as x horas parado em um único lugar, para o barqueiro não faz diferença (na verdade é até melhor que ele não gasta gasolina 😂).

No caso de Maya Bay até que o barqueiro parecia ter um "roteiro pré-definido" e não precisei ficar tão no pé dele pois ele já sabia mais ou menos onde nos levar. Mas ainda assim, continuo recomendando embarcar no passeio sabendo o nome dos lugares que quer ir e sempre vá confirmando com o barqueiro. Não deixe o roteiro só por conta dele.

Mapa de Phi Phi Leh

Aliás, em todo o passeio de barco que fiz na Tailândia eu saí com uma história pra contar e com esse não foi diferente, mas isso eu conto ao longo do post.

Sobre o tempo de duração do passeio, se fosse pra conhecer só Phi Phi Leh, o tempo de quatro horas seria suficiente. Mas eu preferi fazer o passeio em seis horas pra ter tempo de sobra pra conhecer praias novas e quem sabe até repetir algumas que tinha gostado mais.

A saber antes do passeio

Maya Bay está numa área de preservação nacional, tipo um parque marinho. Por esse motivo sua entrada é cobrada, THB 400 por pessoa. Deveria ser também controlado o número de visitantes por dia pois a praia fica superlotada. E por mais que você pense que seja um exagero, vai por mim, você nunca viu nada igual à superlotação de Maya Bay, é assustador.

Sobre o horário de início do passeio há inúmeras táticas para se chegar na praia num bom horário e quem sabe assim dividi-la com apenas algumas dezenas de pessoas (e não centenas como eu vi).

A viagem entre o píer de Phi Phi Don até Maya Bay é bem rápida e leva uns vinte minutos. Algumas pessoas preferem chegar bem cedo, por volta das 8h da manhã, pra pegar a praia vazia. Pode ser uma boa ideia mas muito cedo provavelmente não vai bater sol na praia, já que ela é rodeada por montanhas altas. Além disso, a maré pode estar tão seca que o barco ancora longe e o mar literalmente some.

Outra opção seria chegar mais pro final do dia, por volta das 16h até o pôr do sol, num horário em que a maioria dos barcos já foram embora. Mas aí, vem a questão do sol de novo, sem a incidência direta do sol, já que pro final da tarde ele desce e fica mais fraco, não dá pra ver aquele mar azulão.

Acho que o ideal é tentar as duas possibilidades, se você tiver tempo e disposição, é claro, pra aumentar a chance de sucesso na empreitada. Eu saí por volta de 9:00, chegando em Maya Bay por volta de 9:30. Tinha sol, a maré estava alta mas a praia já estava bem cheia. E o mais bizarro é que em meia hora a praia se transformou, pois começaram a chegar muitos barcos e a praia foi invadida por centenas de pessoas.

Maya Bay

Saindo de Phi Phi, o barco vai margeando os paredões rochosos de Phi Phi Leh até que surge uma abertura entre as pedras e o barco aponta pra dentro.

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Phi Phi Leh

Lá no fundo dessa abertura está a praia mais desejada de toda a Tailândia: Maya Bay.

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Oba, estamos chegando!

Mas aí você vai chegando mais perto e percebe que meio mundo também está no mesmo lugar que você. Sim, a praia está lotada de pessoas e de barcos!

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Opa, acho que tem gente demais ali..

Passado o choque pela beleza do lugar e pela quantidade de pessoas, aqui deixo uma dica: na hora de sair do barco, leve todos os seus pertences. São muitas pessoas, muitos barcos e ninguém pra vigiar. Pra se ter um ideia do caos, o nosso barqueiro saiu do barco e quando voltou percebeu que haviam roubado a bolsa dele (é aqui que começa a história desse passeio e que já já eu conto). Se roubam até as coisas dos locais, imagina a dos turistas!

Às 09:30h da manhã o cenário em Maya Bay já preocupava. Já estava bem cheia e havia apenas um pequeno espaço no meio da praia para banho, igualmente cheio, espremido pelos dois cantos da praia lotados de barcos ancorados. É, definitivamente não foi o paraíso tailandês que sonhei conhecer..

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Nesse horário a praia estava "vazia"

Mas verdade seja dita, eu não fui esperando muita coisa de Maya Bay, porque imaginei que seria exatamente isso: um paraíso totalmente descontrolado e descuidado pelas autoridades locais. Porque convenhamos, se ali é um parque de preservação da vida marinha, a última coisa que poderia haver é superlotação de pessoas e barcos degradando um ecossistema tão frágil, que é o marinho. Me pareceu ser apenas uma excelente fonte de renda para o cofre público tailandês.

Outro detalhe que observei em Maya Bay. As pessoas não vão lá pra curtir a praia, até porque nem dá pra curtir muito né.. As pessoas estão mais preocupadas em bater foto ou fazer selfie. Ficam o tempo todo com câmeras na mão tentando encontrar algum ângulo que favoreça a foto e disfarce o verdadeiro caos que é estar naquela praia.

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Maya Bay às 10h da manhã 😱😱

Eu fiquei muito chateada com tudo que vi por lá. E nem posso dizer que gostei de Maya Bay porque minha experiência não foi boa, aliás desse jeito não tem como ser pra ninguém. Eu não consegui ficar nem uma hora na praia. Dei um mergulho, bati algumas poucas fotos, dei uma volta no interior da ilha pra ver se achava alguma coisa pra salvar mas não vi nada. Reuni a minha turma e decidimos ir embora em busca de um lugar mais sossegado, era o jeito. 

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Em algumas fotos dá até pra enganar..

Aí foi que descobrimos o sumiço da bolsa do barqueiro (com o dinheiro que pagamos a ele dentro) pois ele estava que nem um louco procurando e perguntado a todos os outros pilotos de barco se sabiam de algo ou tinham visto alguém pegando. 

Loh Sama Bay

Depois da derrota de Maya Bay, seguimos para a parada seguinte que era Loh Sama Bay. A essa altura o barqueiro misturava seu humor entre a desolação e raiva e não escondia isso de ninguém. O pouco que conseguimos conversar (o tal do inglês que faz uma falta danada) entendemos que ele sabia quem tinha pego a bolsa e estava procurando essa pessoa, por isso ele falava com todos os outros barqueiros que ele encontrava. 

Antes de chegar na praia propriamente dita, paramos nesse ponto para fazer snorkel. Mais um fundo de mar incrível com muita vida marinha.

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Super vale o mergulho!

Depois de alguns minutos mergulhando seguimos adiante e chegamos na praia de Loh Samah, que é linda e bem pequena. Mas por incrível que pareça, só tinham dois barcos ancorados e a praia estava super sossegada.

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Tão perto do caos e tão tranquila!

Foi engraçado porque o barqueiro só chegou próximo da praia e fez a volta pra ir embora. Ficamos sem entender o porquê de não termos parado nesse lugar tão lindo e tranquilo. Mas começamos a perceber que ele estava mais preocupado com a bolsa dele e meio que ignorando a nossa presença ali. Ele parava o barco onde queria e ficava conversando com os outros pilotos. 

Entendida a malandragem dele, passamos a ficar mais atentos e na próxima parada eu não ia deixar barato.

Phi Leh Lagoon

A parada seguinte foi na incrível lagoa que se forma atrás de Maya Bay, mas acessada somente de barco. A cor da água nesse lugar é surreal de clara. Mas daí você lembra que todo mundo que estava em Maya Bay, também vai pra lá, então espere encontrar a local tão cheio quanto.

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Que água é essa? 😱

A vantagem aqui é que como o espaço é maior, os barcos tem um espaço maior também para se espalhar. Então não rola exatamente uma aglomeração de pessoas, só de barcos. 

Daí vem a vantagem de ter alugado o barco privado, porque assim o barco estaciona onde você quiser. E é claro que você vai escolher um lugar vazio pra parar. Não deixe por conta do barqueiro escolher, porque eles por default, preferem parar um do lado do outro e aí você terá que mergulhar com mais várias pessoas ao seu redor (e se forem chineses, eles nadam gritando).

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Amei demais essa piscina!

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Vale mil repetecos!

O meu barqueiro, malandro como ele só, tentou forçar a barra pra parar lá no fundão, no meio de todo mundo porque ele queria falar com o maior número de pessoas possíveis pra encontrar a tal bolsa. Mas como já estava ligada nele, bati pé e falei que queria ficar naquele trecho que eu havia escolhido. Ele não gostou muito não, mas só lamento. 

Viking Cave

Depois de muito mergulhar naquele paraíso, seguimos nosso passeio adiante e chegamos na Viking Cave.

Aqui na verdade a parada é muito rápida, só pra bater fotos mesmo e nem chega a ancorar o barco, já que a entrada na caverna é proibida.

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Viking Cave

No local não tem nada demais, só uma caverna com um monte de estrutura de madeira improvisada. Dizem que ali alguns locais coletam fezes de morcego para vender para o mercado chinês, onde é considerada uma iguaria. Nojeiras à parte, não tem o que ver nem o que fazer na Viking Cave.


Essas são as atrações do passeio por Phi Phi Leh. Por isso disse no início do post que pra quem pretende conhecer apenas essa ilha, pode fazer o passeio de duração de quatro horas. São atrações que podem ser visitadas rapidamente.

Por isso também muitas pessoas optam por fazer o passeio que vai pra Maya Bay e outros pontos turísticos de Phi Phi, como Monkey Beach ou Bamboo Island, por exemplo. Nesse último caso ainda há a vantagem de pagar a taxa de preservação nacional uma única vez, já que o tal ingresso exigido nas duas praias tem validade de um dia. Com isso, você paga a taxa de THB 400 por pessoa uma única vez.

Eu, como havia alugado o barco por seis horas gastei o tempo que sobrou revisitando outras praias que foram as minhas preferidas em Phi Phi: Wah Long Cave e Nui Bay.

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Leia mais sobre a minha viagem para a Tailândia:

- Montando o roteiro de viagem pela Tailândia
- Informações importantes antes de ir para a Tailândia
- Como escolher o melhor voo para a Tailândia
- Como chegar e sair dos aeroportos de Bangkok
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- Dicas Gerais de Ao Nang
 

Como é voar na Thai Lion Air

Thai Lion Air

A Thai Lion é uma empresa low cost tailandesa que opera voos domésticos e internacionais pela Ásia e Oceania.

Na verdade, minha viagem com a Thai Lion não estava nada programada! Saí do Brasil com minhas passagens internas pela Tailândia compradas pela Thai Airways mas ao chegar em Bangkok e mudar de planos, não consegui trocar as passagens já compradas por causa da tarifa que havia escolhido, que não permitia alteraçõesssss.

Daí, pra botar os novos planos em prática, tive que comprar uma passagem de última hora, para o primeiro horário do dia seguinte. E foi assim que a Thai Lion surgiu na minha viagem, no susto!

Compra da passagem

O site da Thai Lion é até simpático e de fácil navegação. Pesquisar voos e valores foi super simples. Uma das coisas que achei mais bacana é que os preços de última hora eram os mesmos de quando pesquisei com dois meses de antecedência. No geral, os preços na Tailândia não variam muito.

Na Thai Lion é permitido embarcar com uma pequena mala de mão e despachar uma mala de até 15kg. Caso seja necessário, é permitido comprar uma franquia maior de bagagem antes do check in (tem companhias que nem isso permitem). Comprei mais 5kg por THB 250 porque já sabia que minha mala estava com 20kg.

Aliás, é super importante ficar atento com a questão de bagagem nessas companhias low costs asiáticas, porque eles impõem uma série de restrições. Certifique-se de ler bem todas as informações antes de comprar a passagem.

Mas voltando à compra, travei no momento de concluir o pagamento. O sistema deles simplesmente não aceita cartões internacionais. A solução é: 1. Ter um cartão tailandês (impossível) / 2. Comprar em uma agência virtual, tipo a Expedia (e pagar taxa de conveniência) / 3. Sentar e chorar.

Agora me imagine, naquela situação de "emergência", precisando comprar o voo com um dia de antecedência e nada do cartão passar! Foi um desespero! Foi aí que percebi nas opções de pagamento um ícone do 7 Eleven e cliquei pra ver no que dava. 

Para minha surpresa eles possuem um sistema de cobrança integrado ao 7 Eleven que salvou a minha vida! Quando escolhida essa forma de pagamento, é feita uma reserva e emitida uma ordem de pagamento que segue direto pro seu email.

Daí você vai até a 7 Eleven mais próxima (qualquer uma), informa o número da reserva e pronto. Basta pagar e em instantes recebe um email de confirmação da compra da passagem. Simples e eficiente! (e salvador de turistas perdidos em Bangkok também!)

Check in

Não fiz check in antecipado pois teria que despachar mala então de qualquer maneira passaria pelo balcão. Mas há opção de check in on line, eu é que não testei.

A atendente do aeroporto foi muito solícita e fez os procedimentos de checkin e despacho de bagagem muito rapidamente. Fiquei surpresa quando questionei sobre minha mala de mão que estava fora do padrão de tamanho, portanto na teoria deveria ser despachada. Além disso estava com uma mochila nas costas, ou seja, duas malas de mão. Mas a atendente disse que não precisava despachar a mala pequena e eu poderia embarcar com as duas. Ok então!

O voo

O embarque foi super organizado e os comissários muito solícitos, sempre atentos em ajudar os passageiros a encontrar seus assentos ou guardar seus pertences. Até me chamou a atenção deles com esse cuidado, bem diferente da maioria das companhias aéreas em que os comissários somem nessa hora.

De fato, ninguém reclamou das minhas duas bagagens de mão. Entrei com a mala pequena e mochila sem nenhum problema. 

A aeronave era bem nova, os assentos eram em configuração 3 x 3 e o todo me passou uma ótima impressão. O único ponto negativo era o espaço entre os assentos que era mínimo! Eu que tenho 1,73 viajei com a perna encostando no assento da frente. Sorte que o voo era curto, somente uma hora.

Aqui a boa é pegar os assentos da saída de emergência, que nesta aeronave ao invés de três eram apenas dois. Nós nem sabíamos desse detalhe, mas a atendente gente boa deve ter percebido que o maridão ia passar aperto e colocou ele em um assento exatamente atrás da saída de emergência, no espaço onde falta o terceiro assento. Com isso ele pôde viajar tranquilo.

O voo saiu pontualmente no horário e foi muito tranquilo. Durante a viagem não foram servidos lanches gratuitos, mas havia disponibilidade para compra.

Cheguei no horário previsto no meu destino e retirei minha bagagem sem nenhum problema.

Conclusão

Thai Lion mais do que aprovada! Bom atendimento, pontualidade e preço camarada. Para pequenas distâncias, voaria com eles novamente com toda certeza!

Como é voar na Thai Airways


Como é voar na Thai Airways
Thai Airways

A Thai Airways é a principal companhia aérea da Tailândia. Utilizei a companhia para fazer os voos internos no país, entre Bangkok e Krabi.

Ela é membro da Star Alliance (oba, pontinhos!) e seus voos em Bangkok são operados no aeroporto Suvarnanabhumi (BKK). Ela opera além dos trechos internos também voos para outros países.

As passagens na Tailândia, em geral, são muito baratas. A minha opção pela Thai se deu mais pelo fato dela operar no aeroporto BKK, já que precisaria pernoitar próximo deste aeroporto para seguir viagem de volta ao Brasil. E com certeza isso foi um grande facilitador, já que os dois aeroportos são bem distantes um do outro.

Compra da Passagem

Como disse acima, comprei os trechos internos (BKK - KBV) com a Thai. O site, todo em inglês, é de fácil navegação e possui informações bem claras. Foi uma compra muito fácil de se realizar.

Como comprei com antecedência de 2 meses, optei pela Early Fare, que dá direito à mala despachada de 30kg porém não permite realizar nenhuma alteração de nome, data e/ou trajeto. 

E as restrições são bem sérias mesmo. Estando em Bangkok, resolvi antecipar minha ida para Krabi pois não gostei da cidade (conto essa história em detalhes aqui) e ao tentar alterar as passagens, o sistema nem me dava opção de realizar qualquer alteração. Conclusão: perdi as passagens! Sorte que não foram caras e perdi só uns R$200 nessa brincadeira.

Por isso é importante ler bem as condições de cada tarifa, pra depois não passar aperto.

O preço das passagens é mostrado em moeda tailandesa e a conversão para o dólar é feita na fatura do cartão de crédito. O pagamento foi feito sem complicações e a confirmação do voo chegou imediatamente em meu email.

Atenção: há uma orientação da companhia sobre a exigência de apresentação do cartão de crédito que realizou a compra no ato do check in. Eu inclusive, li alguns relatos de pessoas que não portavam o mesmo cartão de crédito na hora e foram impedidas de embarcar, tendo que comprar novas passagens (leia esse relato aqui).

Eu perdi o embarque em Bangkok, por isso não tenho como informar se lá essa exigência é cumprida. Em Krabi, quando fiz o checkin não me pediram o cartão. Também não vi pedir para outros passageiros. Mas pode ter sido só nesse dia, não sei.. Por via das dúvidas só compre as passagens com um cartão que você estiver portando na ocasião do embarque, evitando assim maiores transtornos.

Check in

Ainda no Brasil, tentei marcar os assentos com antecedência, mas não consegui. Procurei bastante no site mas não achei, por isso nem sei se é possível.

Com isso relaxei também e resolvi não fazer check in antecipado e deixar pro aeroporto. Estava com tempo de sobre e teria que despachar bagagem, então de qualquer jeito teria que passar pelo balcão de atendimento.

O procedimento foi todo bem simples e atendente não pronunciou nenhuma palavra comigo, nem um sawasdee ka qualquer. Pegou passaporte, etiquetou bagagem, entregou bilhetes de embarque e pronto. 

Mas pra quem quiser, a companhia disponibiliza check in pelo site ou pelo aplicativo. Eu é que estava de preguiça mesmo, rs.

O voo

O embarque foi bem tranquilo e o voo saiu com um atraso de uns 20 minutos. A tripulação foi muito gentil e educada.

Apesar da duração do voo ter sido curta, de apenas uma hora, foi servido um lanche bacana até: um wrap de frango e queijo e pra beber, água. E eu sonhando com aquela coca-cola gelada.. Affe!

Daí depois que todo mundo terminou de comer eles serviram as bebidas: coca-cola, suco, café e chá. Vai entender! Coisas da Tailândia..

Conclusão

Tive uma experiência muito positiva com a Thai Airways. Voaria com eles novamente com toda certeza.


Passeio de barco em Phi Phi


passeio de barco phi phi tailandia
Foi paixão à primeira vista

Quando pensei em me hospedar por 4 dias em Phi Phi, a minha intenção era justamente explorar a região com calma e com isso poder descobrir cantinhos especiais da ilha um pouco fora do comum, já que não esperava muito de Maya Bay e sua superlotação.

Foi aí que eu tive a brilhante ideia de alugar um barco pra dar uma volta em Phi Phi Don, a ilha principal. O problema é que eu não encontrava muitas informações sobre esse passeio e muito menos do que poderia encontrar por lá. Então eu fiz a coisa toda meio que no escuro, sem saber se ia dar muito certo. Até agradeço aos meus companheiros de viagem por toparem essa maluquice comigo! 😁

O passeio mais tradicional de barco em Phi Phi é o que passa pelos pontos principais como Maya Bay,  Bamboo Island e Monkey Beach. Pra quem tem pouco tempo, fazer apenas um passeio de barco é bom pra conhecer os principais pontos num dia só, além da vantagem de pagar a taxa do parque apenas uma vez. Mas como eu tinha tempo e disposição, resolvi fazer esse passeio fora do comum.

Também não achei a praia de Loh Dalum, que é a mais próxima da vila, lá essas coisas. Na real, depois que vi as saídas de esgoto na maré baixa, fiquei até com nojinho de mergulhar ali. Então passar o dia passeando de barco e conhecendo outras praias, na minha opinião é o melhor programa em Phi Phi.

Para curtir todas as fotos da minha trip, acompanhe no Instagram em #reviajatailandia

Como contratar

Contratar passeio de barco em Phi Phi é muito fácil. Basta ir até à praia de Ton Sai e procurar os barqueiros que ficam  sentados de bobeira esperando justamente os turistas chegarem.

A negociação é direta e vale a pena pechinchar. Inicialmente ninguém queria fazer o preço que nós queríamos pagar. Daí foi só virar as costas e sair caminhando que um dos barqueiros chegou dizendo que fechava o valor: THB 2800 para 4 pessoas por seis horas. O tempo é suficiente.

A boa é conseguir um barqueiro que fale um pouco de inglês. E acredite, a missão é quase impossível! Sem comunicação, o passeio fica prejudicado porque o cara não entende nada do que você pergunta, não sabe dizer o nome de nada. É um saco!

E pra piorar, pelo que entendi, na cabeça deles você está alugando o barco por x horas, então é você quem deveria dizer pra ele o que fazer, o que visitar, onde ancorar etc. Pra eles, aquilo ali não é um passeio onde ele deveria te levar nos lugares bacanas e tal. Ele alugou o barco e o tempo dele, simples assim. Se você quiser ficar as x horas parado em um único lugar, para o barqueiro não faz diferença (na verdade é até melhor que ele não gasta gasolina 😂).

Eu demorei um pouco pra entender isso e realmente achei que eles me levariam aos lugares bacanas sem que eu tivesse que pedir. Quando comecei a ver que não funcionava bem assim, rolou alguns atritos entre nós e o barqueiro. Então vá com a expectativa na medida certa e tenha em mente o que deseja conhecer, pra não passar o aperto que eu passei.

Mas tirando os inconvenientes, o passeio foi nota dez! 

Pins azuis - onde parei
Pins roxos - outras opções de parada
Pin vermelho - parada proibida

Wang Long Cave

Bem, seu eu tinha alguma dúvida se o passeio em volta de Phi Phi Don valeria a pena, a primeira parada já me deu um choque de realidade: o passeio seria fantástico!

O barqueiro já ia seguindo reto quando notei uma grande fenda na pedra, como se fosse uma entrada. Daí eu perguntei o que tinha ali, ele deu uma resmungada e apontou o barco na direção da fenda. E quando a gente se tocou no que estava descobrindo, não podíamos acreditar que ele iria passar direto pelo lugar mais legal de todos.

passeio de barco phi phi tailandia
Hey man, bora lá!

Conforme fomos adentrando na estreita passagem, nos sentimos o Leonardo Di Caprio encontrado "A praia".

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A Praia

Wang Long Cave é uma pequena baía linda, escondida entre as pedras e pouco conhecida, fica praticamente deserta!

Como o espaço é um pouco estreito, o movimento do mar dificulta um pouco a ancoragem do barco. Por isso o barqueiro parou o barco um pouco longe e fomos nadando até a praia. Pra quem tem pouco fôlego, nessa hora vale pegar o colete salva-vidas do barco e quando cansar de nadar, fazer uma cadeirinha, o que também é um luxo.

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Olha o meu Leo Di Caprio ali! kkkk

O visual da praia é linda demais. Águas claríssimas, paredões rochosos enormes e um silêncio absurdo! E quando chegamos à areia encontramos um morador inusitado: um macaco solitário. Gente, que lugar incrível!

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Até o macaco vem apreciar essa maravilha de lugar!

Sem dúvida essa foi a praia que mais gostei em Phi Phi, talvez até de toda a trip da Tailândia. Gostei tanto que quando fiz o passeio à Maya Bay, pedi pro barqueiro voltar lá novamente. 🙌

Monkey Beach

Pela sequência a próxima praia a ser visitada deveria ser Monkey Beach mas preferi passar adiante pois, além de já ter conhecido essa praia no dia que aluguei o caiaque, não curti a experiência com os macacos.

Quer saber como foi minha experiência em Monkey Beach? Leia em As Praias de Phi Phi.

Nui Bay

Seguindo adiante, a parada seguinte foi na praia de Nui Bay, a minha segunda queridinha de Phi Phi. Mais uma praia linda, com águas super claras e quase sempre vazia.

Alguns barcos chegam até a parar nela pro pessoal dar um mergulho mas não ficam muito tempo, com isso ela sempre fica super tranquila.

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Nui Bay sendo linda

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Quase exclusiva!

Loh Lana Bay

Depois de curtir um tempo em Nui Bay, seguimos para a próxima praia, a Loh Lana Bay.

O visual dela é incrível. É uma baía grande, cercada de muito verde e águas muito claras. Seria um paraíso perfeito mas na chegada já tive uma primeira visão esquisita. Do lado direito da baía há uma pequena comunidade com casas bem humildes, tipo uma favelinha. Mas até aí, tudo bem, nada demais, apenas estranho.


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Comunidade local

Quando chegamos perto da praia a decepção foi total. A quantidade de lixo na areia era tão absurda que não tinha a mínima condição da gente descer do barco. Na foto não dá pra ver muito bem, mas eram milhares de garrafas plásticas, sacos pretos de lixo enormes e tudo mais que você possa imaginar. Nossa, foi mega broxante ver um lugar tão lindo e tão poluído!

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Um paraíso quase perfeito

E o pior é que o barqueiro começou a insistir pra gente parar ali e mesmo explicando que não queríamos porque estava muito sujo, ele ficou de cara feia. Esse foi o segundo stress com ele.

Mosquito Island

Depois de Loh Lana Bay o barco faz a volta na ponta norte da ilha e segue em direção à Mosquito e Bamboo Island. Esse trajeto é um pouco demorado e entediante pois não tem muito o que fazer.

E pra piorar o barqueiro ainda nos deu a notícia de que Mosquito Island está fechada para visitação por tempo indeterminado. Pelo que pude entender, na nossa comunicação precária, é que essa é uma tentativa de proteção ao ecossistema da ilha, que estava detonado pela intensa exploração turística.

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Só deu pra ver de longe mesmo


Bamboo Island

Bamboo Island é mais um lugar paradisíaco em Phi Phi. Muita gente faz esse passeio combinado com Maya Bay, porém as duas ilhas são bem distantes e só recomendo fazer isso em speed boats, que são bem mais rápidos que os long tails.
Pra ancorar o barco em Bambo Island é preciso pagar THB 400 por pessoa. Daí rolou aquele momento "muquiranagem" básico e não estava afim de pagar caro pra curtir praia. Até tentei desenrolar um "no pay" com o barqueiro mas não teve jeito, ele não entendeu ou não quis entender. 

O máximo que ele fez foi ancorar o barco a alguns metros de uma praia um pouco mais afastada da praia  principal e se quiséssemos podíamos nadar até a areia, assim como fizemos em Poda Island. Só que estava rolando uma correnteza meio chata e deu preguiça de nadar. Daí ficamos mergulhando em volta do barco mesmo e foi até bacana.

Mas pra quem conseguir um barqueiro mais desenrolado que o meu, do outro lado da ilha tem outra praia que fica deserta e não tem guardinha nenhum fiscalizando. Ali eu acho que rola um "no pay". 😁

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Uma prainha antes da praia principal de Bamboo Island - super vazia

Continuamos a nossa volta na ilha, passamos pelo trecho onde todos os barcos ancoram. A cor da água é realmente linda, mas como estava muito cheio também, continuamos sem animar de pagar pra ancorar. Preferi seguir adiante e descobrir novos paraísos lindos e gratuitos.

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Eu sei que foto de longe não favorece mas é o que temos pra hoje

Na volta de Bamboo Island, em direção à Phi Phi Don para continuarmos a volta na ilha, achei que o barqueiro deu uma cortada no caminho e com isso pulou algumas praias. Como eu não sabia se naquele trecho tinha praias ou não e tampouco conseguia me comunicar com ele, acabei não conhecendo essas praias. Só depois olhando no mapa é que vi que ele "pulou" algumas praias. 

Por isso que eu falei no início do post que é importante saber o que você quer visitar pra chegar com o serviço completo pro barqueiro, sem contar com a boa vontade (ou não) dele.

Loh Mo Dee

A próxima parada, já que o barqueiro pulou algumas, foi a praia Loh Mo Dee. Uma praia extensa, super sossegada que em nada lembra a bombação do centro de Phi Phi.

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Sossego total em Loh Mo Dee

A praia é extensa e possui um bar/restaurante grande até, que fica um pouco mais recuado. Na beira, tem várias cadeiras pra utilização dos clientes. Pode ser uma boa ideia de lugar pra marcar um tempo, comer ou beber algo.

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Ótima praia em Phi Phi

Reefs Bar

Saindo de Loh Moh Dee, passei por vários lugares interessantes, um deles é esse bar/restaurantes aí da foto.

Completamente isolado, o Reefs Bar tem uma estrutura super interessante, além de uma praia maravilhosa na frente. Não parei, mas achei que super a pena.
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Amei esse lugar

Como a maré estava começando a baixar, ainda vi outras prainhas desertas sendo formadas. Talvez existam muitas outras que só aparecem na maré baixa.

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Mais uma praia na Tailândia pra chamar de sua

Shark Point

A próxima parada não foi em praia mas sim num lugar muito legal pra fazer snorkel: o Shark Point.

É um recife bem próximo à praia de Long Beach, que na maré baixa dá até pra ir pra ir nadando e o nome é exatamente isso que você está pensando: sim, é point dos tubarões.

Antes de cair na água perguntei ao barqueiro se havia tubarões ali e ele me disse "only baby". Ok, lá fui eu.. nadei muito, vi várias coisas legais, até uma cobra-do-mar, mas nada de tubarão. Daí resolvi insistir mais e nadei para um outro lado que ainda não tinha ido e para minha surpresa encontrei um tubarão dos grandes!! Medoooo! O tubarão quando me viu, fugiu e eu comecei a gritar! 😂😂

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Shark Point

Quis matar o barqueiro que me falou "only baby", já que tomei um baita susto com um dos papais que também ficam por ali! Mas eles são inofensivos, até porque o movimento de pessoas nadando diariamente ali é enorme. Mas que dá medo, dá sim!

Viking

E pra finalizar o passeio, já que ainda sobrou um pouquinho de tempo, pedimos pra ele ancorar em frente à prainha do Viking Resort, que além de gracinha, é pública, todo mundo pode ir.

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A praia do Viking Resort

Essa praia também é acessível a pé, através da trilha de Long Beach.

Valeu a pena?

Super valeu a pena! Só não foi melhor porque eu não me preparei pro passeio e achei que o barqueiro saberia me levar nos melhores lugares. Se soubesse disso antes, teria feito um roteiro e conhecido outras praias linda de Phi Phi.

Mas ainda assim, fiquei muito feliz com o que conhecemos, foram lugares muito especiais, além de lindos, é claro! Até porque, como falei no início do post, a boa mesmo é sair pra curtir outras praias de Phi Phi porque Loh Dalum engana na maré alta, mas na baixa revela um lado triste da Tailândia: a sujeira nas praias.

Para curtir todas as fotos da minha trip, acompanhe no Instagram em #reviajatailandia

Leia mais sobre a minha viagem para a Tailândia:

- Montando o roteiro de viagem pela Tailândia
- Informações importantes antes de ir para a Tailândia
- Como escolher o melhor voo para a Tailândia
- Como chegar e sair dos aeroportos de Bangkok
- Dicas Gerais de Bangkok
- O que fazer em Bangkok 
- Dicas Gerais de Krabi
- Dicas Gerais de Railay Beach 
- O que fazer em Railay Beach
- Passeio de barco em Krabi: Quatro Ilhas e Hong Island
- Guia de viagem para Koh Phi Phi
- As praias de Phi Phi
- Passeio de barco em Maya Bay
- Dicas Gerais de Ao Nang