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Montando o roteiro de viagem para a Jamaica

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One love! 💛💚💗
Lá vamos nós para mais uma trip daquelas que eu sempre quis fazer: a Jamaica! Mas esse era também um daqueles destinos que eu sempre tive dificuldades de tirar da wishlist pois sempre me via envolvida com outros planos. Só que esse ano eu queria algo próximo, que não me desse tanto trabalho como foi a viagem do ano passado para a Ásia e daí eu pensei "é agora!"

Confesso que quando eu contava qual seria meu próximo destino muita gente torcia o nariz porque associavam a Jamaica somente a duas coisas: reggae (= maconha) e pobreza (= violência). Tá ok, tem tudo isso sim lá na Jamaica mas não tem SÓ isso.

Uma coisa ninguém pode negar: a Jamaica é no mínimo um lugar original! Uma ilha tão pequena, com tão poucos recursos que é reconhecida no mundo todo, deve ter algum borogodó! E quanto à violência, meu amigo.. moramos no Brasil e com certeza estamos preparados para qualquer situação! Quanto ao reggae.. bem, isso eu vou contando aos poucos!😁 Não podemos esquecer também que a Jamaica é uma ilha caribenha, logo é certeza de encontrar praias de mar cristalino com aquele azul incrível que só tem por essas bandas.

É, eu não podia estar errada.. a Jamaica é um destinão daqueles! Mas aí quando resolvi tirar o plano do papel me deparei com algumas dificuldades pra montar um roteiro. Primeiro é o tamanho da ilha, que ao analisar as distâncias entre os principais destinos turísticos, não é tão pequena assim. Daí, pra viagem valer a pena e conhecer tudo numa boa, tem que ter um tempo disponível pra viagem não ficar corrida demais.

A segunda dificuldade foi o valor. Pois é.. a Jamaica não é dos destinos mais baratos. A ilha geralmente é ponto de desembarque de cruzeiros e a parada de apenas um dia faz com que os locais tentem arrancar o couro dos turistas em apenas algumas horas. Além desse grupo, há também os turistas que se "escondem" dentro de grandes resorts de luxo.

E daí que com esses dois tipos de turismo as informações sobre as atrações da ilha ficam muito limitadas. Então nada mais justo do que eu ir lá e tirar a prova, não? E claro, depois vir aqui compartilhar com vocês! Vamos lá!

Para conferir mais fotos dessa trip no Instagram, clique aqui ou procure #reviajajamaica.

Melhor época para visitar a Jamaica


Na Jamaica, assim como nos demais países que ficam na região do Caribe, faz calor durante todo o ano e possui basicamente duas estações: o inverno e o verão.

A estação seca é no inverno, que vai de dezembro a abril: chove pouco e as temperaturas são mais amenas. É nessa época também que rola a alta temporada, quando o povo todo lá de cima (Estados Unidos e Canadá) foge do frio intenso do inverno em busca de dias ensolarados no Caribe.

Temperatura em Montego Bay
Entre junho e novembro, considerado o verão de lá, é um período quente, úmido e com maior probabilidade de chuvas. Lembrando que a Jamaica está bem no meio da zona de furacões do Caribe e sempre rola aquele risco né? Mas viajar nessa época não quer dizer que você vai topar com um furacão! Eu já fui pro Caribe em setembro e nem sinal de furacão por lá! A vantagem dessa época é que por ser baixa temporada os preços dos hotéis despencam. Mas já que existe esse risco, eu preferiria evitar.

Chuva na Jamaica
Procure evitar também ir em períodos festivos no país como Carnaval e Semana Santa (que pra eles é o feriado mais importante do ano). Ah, podendo evitar a semana do Spring Break americano (que varia todos os anos entre fevereiro e março) também é uma boa. Chegar na praia e encontrar aquela turma de adolescentes americanos tocando o terror também não é legal.

Eu fui no final de fevereiro e peguei bastante calor. Em regiões mais montanhosas como Ocho Rios e Port Antonio, com o forte calor e umidade formam-se muitas nuvens e é bem comum cair uma chuva, no geral passageira. Já em Negril o tempo ficou sempre aberto, perfeito pra curtir uma praia.

Como chegar na Jamaica


Não há voos diretos entre Brasil e Jamaica. Será necessário fazer uma escala no Panamá, via Copa Airlines ou nos Estados Unidos, com as companhias americanas Delta ou American Airlines. Nesse último caso, é sempre válido lembrar que é preciso ter visto americano.

A Jamaica conta com dois aeroportos principais. O da sua capital Kingston (KIN), que fica um pouco mais afastado da principal zona turística da ilha e o de Montego Bay (MBJ) que fica mais próximo dos principais destinos.

Principais pontos turísticos da Jamaica
Eu escolhi voar com a Copa Airlines, via Panamá, pois era a que oferecia melhor preço e horário, sem contar que não teria que passar pela chatice da imigração americana. Cheguei e saí pelo aeroporto de Montego Bay.

Para saber como foi a minha experiência com a Copa nessa trip, dá um conferida nesse post aqui: Como foi voar com a Copa Airlines

Providências


- Visto

Brasileiros que viajam à Jamaica a turismo não precisam de visto até 90 dias. É preciso apresentar passaporte válido, certificado de vacinação contra a febre amarela e o formulário de imigração (fornecido pela companhia aérea, um por pessoa e entrega somente na entrada).

A imigração foi super tranquila e foram feitas perguntas simples como qual o objetivo da viagem, nome do hotel etc. Quanto à verificação de vacina da febre amarela eles estavam neuróticos e conferindo pra valer a carteirinha de todo mundo. Eles entregavam a todos os estrangeiros um cartão com o contato do ministério da saúde deles, onde pediam também pra guardar esse papel por até seis semanas após sua visita à Jamaica e em caso doença, principalmente febre, entrar em contato. Achei eles bem preocupados!

Na saída, não há formulário para entrega e o agente faz uma rápida checagem no passaporte e cartão de embarque, sem falar nada.

- Língua

O inglês é o idioma oficial e todo mundo fala com um pouco de sotaque local. As vezes não dá pra entender nada, mas é só pedir pra falar mais devagar que flui a comunicação. Eles também falam uma língua local, o patois jamaicano. Quando eles falam entre si e principalmente quando não querem que a gente entenda o que eles estão falando, o patois entra em ação.

- Moeda

A moeda oficial é o dólar jamaicano mas o dólar americano é amplamente aceito no comércio em geral. Quando eu fui, a conversão oficial estava em torno de JA$125 para cada US$1.

Só que tem um porém, quando se paga uma despesa em dólar americano, é feita uma conversão na hora que sempre favorece eles e nunca o turista. Eles jogam a conversão pra JA$100, porque além de vantajoso pra eles também facilita a conta. Além disso, na maioria das vezes o troco é em dólar jamaicano.

Por isso, acho que super vale a pena fazer câmbio para as pequenas despesas. Porque senão toda hora você vai perder um dólar aqui, dois ali e assim vai a viagem toda.

Onde se hospedar na Jamaica


O carro chefe da hospedagem na Jamaica são as grandes redes de resorts com aqueles hotéis imensos com estrutura pra quem não quiser sair deles.  Em cidades como Ocho Rios, você quase vira um refém desses hotéis pois todos "compraram" as praias da região.

Escolher um hotel honesto (que seja bom, limpinho e com preço justo) na Jamaica nem sempre é missão fácil. No geral os hotéis simples são bem fraquinhos e cobram caro pelo pouco que oferecem.

Como o objetivo da minha viagem era explorar o país e não ficar trancada em resort, procurei por hotéis mais simples, que serviriam apenas para dormir mesmo. Abaixo seguem os nomes e links para os hotéis que eu fiquei e no post de cada destino eu falo detalhadamente de cada um deles.

- Ocho Rios: Pineapple Court Hotel
- Port Antonio: Tim Bamboo
- Negril: White Sands Negril
- Montego Bay: Grandiosa Hotel

Se o seu orçamento for honesto como o meu, pesquise bastante para encontrar acomodações bem localizadas e sem nenhuma pegadinha. Leia o máximo de avaliações possíveis. A única modificação que eu faria, seria em Ocho Rios. Não pelo hotel, que atendeu bem o que eu precisava mas é porque o problema da privatização das praias da região é absurda e eu quase fiquei sem praia pra ir mesmo! Talvez escolher um hotel com praia nessa região, torne a experiência mais agradável.

Agora se orçamento não é o seu problema (amém 🙌) escolha um dos resorts super luxuosos, de preferência com praia privativa e divirta-se. Pra quem curte e pode pagar, é uma ótima pedida.

Para pesquisar outras opções de hotel na Jamaica, clique aqui. Mas lembre-se sempre de ficar atento às avaliações.

Como se locomover na Jamaica


O sistema de transporte público na Jamaica é bem precário e não muito amigável ao turismo em geral.

A boa é alugar um carro pela praticidade e liberdade que ele proporciona. O problema é que na Jamaica dirige-se na mão-inglesa e isso pode ser um pouco assustador pra quem não tem a manha. Eu confesso que também fiquei cismada, pois eu e o maridão nunca havíamos dirigido assim antes, mas encaramos o desafio, afinal é sempre bom levar mais uma experiência pra vida né? E no geral foi bem tranquilo, a dinâmica é basicamente a mesma e em linha reta na estrada, quase não tem diferença.

O problema maior é andar pelas cidades, quando tem que atravessar cruzamentos ou fazer conversões. Às vezes dá um nó no cérebro, mas com atenção tudo flui. O maior complicador da direção na Jamaica é que a estrada principal é basicamente a única via do país, em mão única, passa por dentro das cidades, então na maior parte do tempo o trânsito não flui. Não tem acostamento, então as pessoas estacionam, andam e pedalam na estrada porque não há opção. E pra piorar tem muitas cabras pastando e os motoristas jamaicanos são totalmente loucos (principalmente os taxistas). Parece que eu descrevi a visão do inferno né? 😂 Mas acredite, no meio dessa loucura toda, a coisa funciona tranquilamente pra eles. É só uma questão de adaptação mesmo. E acredite, foi muito fácil. A chave do sucesso é estar sempre atento.

Pra quem não quiser arriscar na direção (depois de tudo que eu disse né? 😳) pode optar pelo táxi. Na Jamaica você vai encontrar dois tipos de táxis. Um são os táxis privados, que são os tradicionais e costumam ser caros. Aqui só vai um alerta para combinar o preço claramente antes de sair, pois é comum o relato de motoristas que tentam dar golpe, combinando um preço e quando a corrida chega ao fim querem cobrar outro mais caro. É claro que não é regra e que todo motorista vai dar o golpe, mas é bom saber disso e ficar atento.

O outro tipo de táxi é o chamado "route taxis", que são táxis com uma rota pré-definida, pegando e deixando passageiros ao longo do caminho (aqui no Rio a gente chama isso de "lotada" ou mais moderno "Uber pool" 😆). Com certeza essa é a maneira mais barata de se locomover pela Jamaica e a que todo mundo usa. Encontrei esse blog aqui com muita informação sobre os route taxis e vários comentários com dúvidas/respostas. Mas lembre-se, o taxistas eram os motoristas mais loucos que eu via nas estradas, deve rolar uma certa emoção, kkk.

Uber pool jamaicano
Também há a opção de transfer particular com uma empresa que domina o mercado na Jamaica, a Juta Tours. Eles providenciam transfers entre aeroporto e hotel, tours para os pontos turísticos e até passeios em grupo. Em todos os lugares que eu fui tinha carros dessa empresa, eles são bem atuantes por lá. Pelo site deles dá pra pedir cotação.

Só pra complementar as informações sobre carro alugado, eu aluguei um modelo econômico e rodei aproximadamente 700km com ar condicionado full time. No total gastei dois tanques de combustível, o que deu mais ou menos uns US$90. A gasolina que eles mais utilizam lá é a do tipo 87 que custa em média US$1,50/litro.

Montando o roteiro


Chegou a hora de botar no papel aquele sonho de conhecer a Jamaica. Vamos lá! O primeiro esbarrão que você vai dar é com as distâncias. A ilha é grande e os deslocamentos demorados pois a única estrada que circula pelo litoral é em mão única e tem todos os pormenores que eu disse acima.

As principais cidades turísticas ficam na costa norte: Montego Bay, Negril, Ocho Rios e Port Antonio. O sul ainda é muito pouco explorado pelos turistas. Vi algum movimento apenas em Treasure Beach (mas não cheguei a conhecer).

Pra explorar o país, o ideal é dividir a estadia em três lugares diferentes para que os deslocamentos não fiquem tão grandes e cansativos. Mas se não der por falta de tempo ou bater aquela preguiça de ficar trocando de hotel, monte base em duas cidades mas sabendo que em algum momento é preciso se sacrificar e fazer um bate-volta longo ou o pior, ter que abrir mão de conhecer algum desses destinos (o que eu não recomendo). Dois dias em cada cidade é suficiente pra conhecer as atrações locais.
 
 Distâncias na Jamaica
Kingston, apesar de ser a capital do país não é muito recomendada para turismo pois é aquela Jamaica que você não quer ver: visual feio e bagunçado de capital grande e desorganizada. É onde também se registram os maiores índices de violência do país. Não tem muito o que ver/fazer por lá. Eu consideraria Kingston apenas pra utilizar o aeroporto como entrada/saída, caso encontre passagens com preços interessantes, pois fica mais próximo de Port Antonio (90km / 2h) e Ocho Rios (84km / 1:15h). Se não, pode dispensar.

Eu acabei montando base em quatro cidades (lá vai eu 😂): Ocho Rios, Port Antonio, Negril e Montego Bay. Eu poderia não ter ficado em Montego Bay mas fiz isso por que não queria pegar estrada no dia do voo de partida, então preferi chegar em MoBay um dia antes do voo por segurança e também pra conhecer um pouco da cidade.

Então meu roteiro ficou assim:

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Mudaria alguma coisa no meu roteiro?

Sim. Depois da trip feita, eu pensei que valeria fazer uma pequena alteração no meu roteiro. Eu chegaria por Kingston e iria pra Port Antonio primeiro, que é mais perto. Depois visitaria Ocho Rios, Negril e partiria do aeroporto de Montego Bay. Desta forma dirige-se menos e o tempo é melhor aproveitado.

Não pensei nessa possibilidade porque de início eu não iria pra Port Antonio. Só que depois de muita pesquisa percebi que não podia deixar Port Antonio de fora e aí, fiz essa "manobra". Em um dos dias tive que dirigir de Port Antonio a Negril em cinco horas de viagem. Foi super cansativo e um dia quase perdido. 

O que fazer na Jamaica


Destino no Caribe não tem muito mistério né? É pra curtir praia! O legal da Jamaica é que nem só de praias paradisíacas vive a ilha mas há também cachoeiras lindas, com águas cristalinas pra ninguém botar defeito.

Abaixo eu indico quais são os principais pontos turísticos de cada cidade e seus arredores e no post de cada destino eu conto tudo com mais detalhes:

Montego Bay


- Doctor Cave: praia
- Margarita Ville: barzinho de praia
- Pôr do sol
- Luminous Lagoon (Falmouth): mergulho com plânctons luminosos
- Rose Hall: casa histórica e mal assombrada

 Um pôr do sol inesquecível

Negril


- 7 Mile Beach: praia
- Cliffs: visual, mergulho e barzinho de praia
- Pôr do sol 

Praia linda em Negril

Ocho Rios


- Dunn Rivers Falls: cachoeira com praia
- Island Gully Falls (Blue Hole): cachoeira
- Mystic Mountain: parque de diversões
- Bob Marley Museum (Nine Miles): visita à casa onde Bob Marley nasceu

Dunn River Falls

Port Antonio


- Blue Lagoon e Monkey Island: lagoa de água salgada e ilha com praia
 - Frenchman Cove: praia
- Reach Falls: cachoeira
- Rio Grande Rafting: passeio de canoa de bambu
- Várias praias interessantes

Lagoa Azul
Aqui eu coloquei poucas fotos senão o post fica muito pesado. Mas no post de cada destino eu carreguei um tantão de fotos! Dá um conferida lá!

Violência na Jamaica


Muito se fala na Jamaica como um país violento e inseguro. Antes de ir eu li bastante o relato de outros viajantes e não vi ninguém se queixando da violência durante a sua viagem ao país. Pelo contrário, todos afirmam ter feito uma viagem tranquila.

É claro que a vida na Jamaica, um país pobre, não é mil maravilhas. Há sim violência no país porém ela é mais concentrada em sua capital, Kingston e em algumas áreas de Montego Bay. A zona turística da ilha fica no lado norte, então a única preocupação seria mesmo em relação à Montego Bay, onde fica o principal aeroporto de entrada do país.

Considerando que moro no Rio de Janeiro, o tema violência eu tiraria de letra. Até que, exatamente um mês antes de embarcar para a Jamaica, soube que foi decretado uma espécie de estado de emergência em Montego Bay. Claro que isso me causou bastante preocupação. Procurei ler as notícias locais e o que entendi é que por medida de precaução, o governo decidiu colocar as forças armadas nas ruas, para assim garantir a segurança da população e dos turistas. Bem, isso não é uma coisa muito legal de se descobrir antes de viajar né? Mas pra manter a calma lembrei que eu vivo em uma cidade que constantemente entra em "estado de emergência" e ainda assim, é o principal destino turístico do nosso país.

Outra informação importante que li, é que a violência na Jamaica geralmente está associada à briga de gangues e tráfico de drogas e seriam concentradas em áreas mais pobres das cidades. No entanto, algumas dessas áreas consideradas perigosas em Montego Bay ficam bem próximas do aeroporto e da região turística. Por isso vale a pena redobrar a atenção, principalmente na hora de escolher a hospedagem.

Áreas consideradas perigosas em Montego Bay
Nas áreas turísticas não são registradas ações violentas, como tiroteios e coisas do tipo. Seriam apenas pequenos golpes como furtos tipo pickpockets e nos hotéis. Nada que não exista em outros destinos pelo mundo. Encontrei nesse blog aqui várias dicas de segurança bem importantes para a Jamaica (vale a leitura).

Enquanto estive lá não me senti ameaçada em nenhuma situação e me senti mais à vontade do que aqui no Rio. É claro que você deve tomar precauções do tipo não sair com joias, evitar mexer com dinheiro na rua, não ficar pagando de bobão com celular e câmera na mão.. essas coisas. De resto, foi muito tranquilo mesmo.

Em Montego Bay vi muita polícia e blitz do exército na rua, o que de certa forma é um bom sinal. Durante o dia, andei normalmente na rua principal, tirei fotos, entrei na praia dos locais, tudo numa boa. Em Negril, caminhamos à noite pela praia todos os dias para ir aos barzinhos e voltávamos tarde, tipo umas 10/11h da noite pela praia também e foi super tranquilo, coisa que eu jamais faria aqui no Rio.

Dicas Gerais


A diferença de fuso para o Brasil é de duas horas a menos. Durante o horário de verão a diferença aumenta para três horas.

A voltagem é de 110v e as tomadas são de pino chato.

Procure visitar Ocho Rios em dias em que não há desembarque de cruzeiros pois tudo lota e inflaciona. Uma pesquisa rápida no Google como "cruise schedule Ocho Rios" pode ajudar.

No geral o povo jamaicano é sempre receptivo e bem humorado. Eles tem sempre um sorriso no rosto, fazem uma brincadeira e adoram brasileiros. Me senti muito bem recebida.

Muito se fala da chatice dos vendedores ambulantes jamaicanos, conhecidos como "hustlers". Eu não sei se fui preparada para o pior, mas eu achei bem de boas.. Todo mundo vai te oferecer alguma coisa: passeio, artesanato, frutas, pulseira, trancinha no cabelo, ganja (na maior naturalidade), qualquer coisa. Eles sabem que turistas tem dinheiro e sempre vão querer ganhar algum troco. Mas no segundo "no, thank you" que eu dizia, eles desistiam e sumiam da minha frente (iam procurar outro trouxa, kkk). Alguns quando descobriam que éramos brasileiros, mesmo sabendo que não íamos comprar nada gostavam de trocar uma ideia, falar de futebol, carnaval, essas coisas que todo mundo associa ao Brasil. Então no geral, achei a experiência bem positiva.

 Esse da foto vendia ganja e fazia dancinha, kkk
Sobre a oferta de ganja, sim ela existe e é mais natural que oferecer picolé! Aliás, não me lembro de ninguém me oferecer picolé na praia 😅 Mas ganja era o tempo todo, todo mundo e em qualquer lugar. Pra eles é algo tão natural quanto o picolé mesmo! Todo mundo fuma! Se você não fuma, é só dizer o mesmo "no, thank you" do artesanato, do passeio etc. Eles desistem logo na sequência. Quando eu dizia não, alguns até me respondiam "respect", algo do tipo, "ok, eu te respeito". E acredite, essa palavra faz o maior sentido para eles. Vale a pena lembrar que a venda de maconha na Jamaica é proibida, porém o seu uso e porte de pequenas quantidades é tolerado por lei para fins religiosos. O que na prática quer dizer que o povo passa o dia inteiro rezando, kkk!

Vi muito policiamento, com blitz até, em Montego Bay. Em Ocho Rios e Port Antonio quase não vi polícia. Em Negril na praia sempre tinha uns guardinhas passando, até de noite. Como o uso da maconha é "tolerado" no país, acho que a polícia nem liga mais pra isso pois vi várias pessoas fumando na frente deles e eles nem aí. Acredito que a função deles seria mesmo manter a ordem. O que nos disseram é que eles não costumam parar os turistas e que quando param, geralmente é pra pedir dinheiro (parece até com um lugar que eu conheço..).

A comida na Jamaica merece um pouco de atenção. Eles comem basicamente frango e porco no estilo "jerk" que é parecido com o nosso churrasco, só que abafado. 
 
Jerk rolando solto
Geralmente os pratos acompanham arroz com feijão (sem caldo), salada, banana frita e o bammy (um bolinho frito, sem recheio). Carne de boi mesmo eu não vi, mas sei que quando tem é caro. Peixes e frutos do mar também costumam ser mais caros.
 
roteiro viagem jamaica
Um cardápio de praia, pra dar noção de preços
Com exceção de Montego Bay e Negril, quase não se vê restaurante na rua. O ideal é almoçar na praia, nos quiosques (dá medo mas é tranquilo) ou nos hotéis (que são mais caros). Eu comi o tal do jerk quase todo dia e fiquei de boa, não passei mal nenhum dia. Em todas as cidades principais tem KFC e Burguer King (apenas em Port Antonio que não tem BK).

Pra quem pretende alugar carro na Jamaica e usar o seguro do cartão de crédito, é imprescindível levar impresso algum documento, carta ou algo do tipo que sinalize que o seguro do seu cartão tem cobertura na Jamaica. Eu quase me dei mal pois a que eu tinha reserva (Thrifty) e todas as outras pediram o tal documento e é claro que eu não tinha pois ninguém nunca pediu isso em lugar nenhum (e eu sempre uso o seguro do cartão). Com o seguro fornecido pela locadora o valor da locação era o dobro e isso quebrava meu orçamento! Enfim, a minha sorte foi ter ido à Avis, que tinha uma atendente ultra gentil que ligou para a Central Internacional do Mastercard e daí eu consegui desenrolar a coisa toda (eles enviaram para a Avis um email com a informação). Mas assim, ela foi um oásis naquele deserto de má vontade que eram todas as locadoras do aeroporto. Portanto, se for o seu caso, vá precavido. 

Sobre internet móvel, as operadoras da Jamaica são a Flow e a Digicel. O chip que eu levei aqui do Brasil, da Easysim 4 You, usou a rede da Flow. Tive sinal durante toda a viagem mas a velocidade da internet deixou a desejar e sempre era bem lenta. Mas servia pra traçar rotas de GPS, pesquisas rápidas e com muito esforço subir uma foto no Instagram.

**Data da viagem: fevereiro/2018

Para conferir mais fotos dessa trip no Instagram, clique aqui ou procure #reviajajamaica.

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