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Dicas de viagem para Bali na Indonésia

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Bali é o lugar para se estar!
A gente ouve falar de Bali desde sempre né? Quem aí bate com a minha idade (que não cabe aqui revelar) lembra das cangas de Bali, da calça de Bali e da bolsinha de palha também né (entendedores entenderão #anos90feelings 😂).

Mas piadas à parte, a fama de Bali começou lá pelos anos 70 quando surfistas descobriram uma ilha na Indonésia que prometia ser o paraíso na terra: praias lindas, uma cultura singular, ondas perfeitas, um artesanato maravilhoso e precinhos camaradas.

A notícia logo se espalhou, o governo local tratou de incentivar o turismo e pronto, Bali bombou! E hoje a ilha é um dos principais destinos turísticos do mundo. É claro que o crescimento desordenado traz um monte de coisas que acabam descaracterizando um pouco o lugar. Mas acredite, ainda assim Bali encanta!

Por isso, se estiver de férias pelo Sudeste Asiático, considere a ideia de incluir Bali no roteiro de viagem. Prepare-se para conhecer uma ilha linda, um povo gente boa e uma cultura sem igual. Bali é um sonho!

Leia também - Roteiro de viagem para a Indonésia - com dicas gerais sobre o país como visto, moeda e muito mais!

A minha viagem


Eu sempre quis conhecer a Indonésia mas confesso que sempre tive medo de terremoto! 😅 Mas risco de terremoto tem em um monte de lugar que eu já fui e nunca aconteceu nada. Então resolvi encarar o medo bobo e fui passar alguns dias entre Bali e algumas ilhas próximas.

Como eu ia combinar Bali com outro país asiático, acabei ficando com pouco tempo pra conhecer a região. Desde o começo eu sabia que o tempo para Bali (só três dias) seria pouco, mas ainda assim fui e não me arrependo porque mesmo com todas as nuances contraditórias de Bali, eu amei esse lugar e sinceramente, ainda acho que voltarei lá. Com mais calma, é claro.

Melhor época para visitar Bali


Bali, assim como os demais destinos asiáticos, possui basicamente duas estações: a seca que vai de meados de abril até outubro e a chuvosa que vai de meados de novembro até março. Porém uma coisa é certa, calor vai fazer sempre!

A alta temporada de Bali coincide com os meses menos chuvosos, entre julho e agosto. Nessa época a a cidade lota e os preços em geral costumam ser mais elevados. O verão é baixíssima temporada, mas aí tem o risco da chuva, que eu acho que não vale a pena arriscar.

Eu fui na segunda quinzena de abril e peguei um tempo ótimo: dias de muito sol e calor. Os lugares estavam cheios mas não lotados e deu pra curtir tudo numa boa. Engraçado que eu ouvi de vários locais a frase "é porque você veio em baixa temporada". Ou seja, acho que na alta, o esquema deve realmente ficar tenso.

Como chegar em Bali


Preciso te confessar, chegar em Bali dá trabalho viu?! Êta lugarzinho longe!

Pra falar sobre esse tema com mais detalhes, escrevi um outro post - Como escolher o melhor voo para Bali - não deixe de ler!

Depois do voo escolhido, passagem comprada, é hora de se preparar para a longa viagem! Eu fui pela Emirates com um stopover de um dia em Dubai para descansar.

Chegando em Bali, pra sair do aeroporto, que fica no sul da ilha, em direção às principais regiões hoteleiras, o mais comum e prático é pegar um táxi, que não são caros mas tem a chatice daquela típica máfia de aeroporto.
Mapa de Bali
Há uma empresa oficial, que possui um guichê com tabela de preços mas é comum, dependendo do horário e destino, eles mudarem o preço sem qualquer explicação. E aí quando isso acontece, não adianta ficar lá reclamando pois dificilmente eles mudam de ideia. É o jeito deles trabalharem e li vários relatos de pessoas que reclamaram sem sucesso.

Achei esse site aqui, que é de uma empresa de transfer em Bali que divulga a tabela de preços dos taxis no aeroporto.

Uma opção para não ter que ficar à mercê de taxista malandro, ainda mais cansado após horas de voo, é negociar com o hotel um transfer privativo. Assim você chega e já terá um tiozinho com uma plaquinha com teu nome esperando pra levar direto pro hotel sem precisar explicar o endereço de destino. Prático e sem chateação.

O meu voo chegava bem tarde em Bali, às 23h, e eu ainda teria que passar pelos procedimentos de imigração e tudo mais. Definitivamente não queria ficar desenrolando com indonésio experto, então negociei com meu hotel um transfer, que custou IDR 250k, equivalente a US$17 até Kuta. E vou te falar, foi a melhor decisão que eu podia tomar! Eu cheguei super cansada depois de 9h de voo e com zero paciência de desenrolar táxi.

Ao sair da área de desembarque me assustei: o saguão do aeroporto estava completamente lo-ta-do. Eu nunca tinha visto nada igual! Confesso que foi até difícil achar o nosso motorista porque havia, sem exagero nenhum, umas cem pessoas com plaquinhas de nome. Mas depois de algumas risadas e procura, achamos a nossa plaquinha e seguimos para o hotel.

Como se locomover em Bali


A situação do transporte público em Bali é precária e praticamente inexistente, portanto não considere essa uma opção para se locomover na ilha.

Os táxis são muito utilizados e os preços costumam ser em conta. Porém como em vários lugares do mundo rola motorista espertinho querendo se dar bem. No geral eles não usam o taxímetro e cobram dos turistas preços muito elevados. Por isso, se for a sua preferência, vale a pena combinar a corrida antes de entrar no carro.

Ainda assim, passei por uma situação bizarra lá. Entrei no táxi, falei o destino, combinei o taxímetro, tudo certinho. Depois de um tempo, vi que o motorista quando foi passar a marcha, apertou um botão no taxímetro muito discretamente. Passei a prestar atenção e vi que o taxímetro começou a rodar numa velocidade absurda e em poucos minutos o valor da corrida tinha dobrado. Pedimos para ele parar e falamos que tinha algo errado. A conversa não caminhou bem, ele travou as portas e nos ameaçou com uma barra de ferro. Foi muito tenso. Pagamos o valor da corrida, que foi um roubo, mas conseguimos sair daquela situação ilesos.

Sei que não é regra e taxista bandido tem em qualquer lugar. Mas depois dessa, tenho ressalvas para recomendar táxi de rua em Bali.

Já os aplicativos existem sob as mesmas polêmicas do resto do mundo: os taxistas não gostam e de vez em quando rola treta entre eles. O Uber está banido de Bali mas existem outros dois aplicativos locais chamados Blue Taxi e Grab que funcionam no mesmo esquema. Eu testei os dois e recomendo. O bom é que você entra no carro sabendo quanto vai pagar. Em algumas regiões era mais fácil pedir um do que o outro ou tinha variação de preço entre os dois. Por isso sempre peça os dois pra ver qual é a melhor opção ali no momento.

Quem pretende alugar um carro na Indonésia precisa providenciar a PID (Permissão Internacional para Dirigir) e com certeza usar um GPS. Por lá dirige-se na mão inglesa e soma-se a isso um trânsito caótico, que mais parece não ter lei, e motos, milhares delas em todas direções. Dirigir por conta própria na Indonésia não é um boa opção, acredite!

Quem tiver um espírito aventureiro, pode fazer parte da loucura balinesa e alugar uma scooter, que é muito barato. E por mais que seja possível alugar uma em cada esquina, sem burocracia nenhuma (ou seja, sem carteira de habilitação), a polícia de lá adora parar os turistas motoqueiros e pedir a PID. Como quase ninguém tem, a história acaba em extorsão e é preciso dar um "agrado" ao guardinha. Nada muito diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil, mas podendo, evite.

Um estacionamento de moto qualquer em Bali
Um serviço muito tradicional por lá é contratar um motorista. Custa em média US$40 por 10 horas. Vale pela praticidade e conforto do motorista te levar nos locais certos, ser local e conhecer como funciona aquela bagaça doida de lá.

Antes de ir eu fiz contato com dois motoristas super indicados pelos blogs aqui no Brasil. Um é o Roby, indonésio gente boa que fala um pouco de português mas achei o preço dele salgado: US$60. Fiz contato também com o Putu, super organizado e com preço justo, US$40. Mas tive um imprevisto particular e tive que desmarcar com ele.

Acabei no improviso, contratando um motorista que conheci através de uma corrida no Grab. O Dean é mega gente boa, fala inglês super bem e tem o maior interesse em passar o maior número de informações possíveis sobre Bali. Parece até um guia turístico! Mas a conversa dele foi super agradável e o tempo todo ele nos deixou muito à vontade. O precinho foi super camarada, me cobrou IDR 500k por 10 horas de serviço, que no câmbio atual dá uns US$38. Achei que valeu MUITO à pena.

Se estiver indo pra Bali, não deixe de fazer contato com o Dean. O telefone dele é +62 818 350733. Pode combinar no zap com ele.

Tem mais uma opção! Ufa! O aplicativo Go-Jek, faz todo tipo de serviço de transporte, como encomendar compras e serviços de correio, mas na maioria das vezes é usado para chamar um táxi ou moto-táxi. Esse eu não testei mas conheci gente que estava usando e aprovou.

Onde se hospedar em Bali


Tema complicadinho esse viu? Dessa vez eu ganhei uns fios brancos tentando definir onde eu ia me hospedar nessa ilha! 😂

E como tenho um montão de informações pra passar, além de relatar a minha experiência pessoal, escrevi um outro post - Onde se hospedar em Bali - não deixe de ler! É um tema de muita importância que pode definir o sucesso ou desastre da sua viagem!

Mas se você não se aguenta de curiosidade, já te conto onde me hospedei por lá: Satrya Cottages em Kuta.

O hotel é super bem localizado, a uma quadra da praia e duas do burburinho da rua principal de Kuta. O melhor de tudo é que ele é bem escondido e super silencioso e você nem diz que está na loucura  de Kuta. Além disso, não rola bagunça de hóspede fanfarrão, então pode se hospedar nele sossegado.

Para se hospedar nesse mesmo hotel, clique aqui. Para pesquisar outras opções em Bali, utilize a caixa de pesquisa abaixo. Mas lembre-se sempre de ficar atento às avaliações, ok?😉

Booking.com



O que fazer em Bali


Bali é daqueles destinos que são capazes de agradar todo tipo de turista. Tem programação pra todo mundo!

Tem a Bali pra quem quer curtição e as noitadas de Kuta e Seminyak, a vibe de praia e surf de Uluwatu, o clima cultural e espiritual de Ubud, o conforto e sossego dos resorts de Nusa Dua e por aí vai.

E a ilha é tão grande, com várias regiões super interessantes que pra conhecer bem a ilha toda, só passando alguns meses por lá! Só que quase ninguém tem esse tempo todo disponível né?

Por isso, pra tentar clarear as ideias, escrevi um outro post - O que fazer em Bali - onde tento (vejam bem: tento!) passar o máximo de informações possíveis sobre os principais pontos turísticos da ilha. Com isso, dá pra você se programar e montar um roteiro de acordo com os seus interesses e do tempo disponível na ilha.

Eu já posso te adiantar que o meu tempo foi muito pouco pro tanto de coisa legal que tem pra fazer em Bali. Mas pelo menos saí de lá com a certeza de que preciso voltar pra conhecer a ilha com mais calma.

Por aqui vou deixar algumas fotos de lugares bacanas na ilha pra te dar uma ideia do que te espera por lá.

As lindas praias do sul da ilha
Os famosos campos de arroz
Os sagrados templos hindus de Bali

Compras em Bali


Esse é o tema que mais me deixou ansiosa antes de ir pra Bali: as compras! E aqui não estou falando de um consumo de objetos simples (ao meu ver) como roupa, eletrônicos e etc. Estou falando do incrível artesanato de Bali. 😍

Pra quem gosta de decoração de casa, se prepare e deixe um bom espaço livre na mala. É de pirar o cabeção! Alguns artesanatos muito tradicionais em Bali são: trabalhos em madeira, prata, pintura, tecidos, palha, pedra vulcânica e muito mais. Os caras são muito criativos.

Mas independente do seu interesse consumista em Bali, a regra número um para compras é barganhar. Nunca compre pelo primeiro valor. Negocie até chegar pela metade e em muitos casos até um terço do valor original. Sério! No começo é até divertido mas confesso que depois de um tempo vai ficando chato. Mas é a sistemática deles e acredite, eles tem a manha! Então jogue duro e barganhe com vontade! 😆

Um pouco do artesanato de Bali
Toda região turística da ilha vai ter um monte de lojinhas vendendo souvenirs, bugingangas em geral, produto same-same e por aí vai!

O Mercado de Artesanato de Ubud é o maior mercado do gênero da ilha. Dá pra encontrar tudo num espaço só. Mas é preciso ir com a mente preparada pois é enorme, tem sempre muita gente e muita informação. Eu fui, gostei, comprei horrores mas confesso que fiquei meio perdida com tanta informação.

Além disso, nos caminhos entre a região de Denpasar até Ubud é possível encontrar incontáveis lojas de artesanato pelo caminho. O difícil só é saber onde parar. Eu parei em uma de artesanato de madeira e fiz ótimas compras. Sem a confusão do mercado foi melhor para organizar as ideias.

Eu tô longe de ser especialista no assunto (tem gente que ganha a vida revendendo o artesanato de Bali mundo à fora) mas fui curiosa e pesquisei bastante. Por isso, pra quem se interessar, escrevi um outro post - Dicas para compras em Bali - onde compartilho essas informações e mais algumas impressões que tive por lá.

Dicas Gerais


A diferença de fuso do Brasil para Bali é de 11 horas a mais.

Na Indonésia a língua oficial é o bahasa indonesia, ou simplesmente indonésio. No entanto há um outro idioma falado pela maioria em Bali, que é o balinês. As duas línguas são indecifráveis para nós. A galera local, principalmente quem trabalha com turismo (hotéis, restaurantes, lojas e motoristas) fala inglês.

Apesar da Indonésia ser um país de maioria muçulmana, em Bali a religião predominante é o hinduísmo balinês, que é uma mistura do hinduísmo indiano com o budismo. Eles adoram vários deuses (Bali, a ilha dos deuses - sacou?) e pelas ruas é muito comum ver oferendas aos seus deuses e celebrações de datas religiosas. Cuidado para não pisar ou destruir as oferendas pois isso é um ato de desrespeito!

Tem templo hindu por todos os lados
Esteja atento ao Dia do Silêncio (Nyepi) que corresponde ao Ano Novo hindu. Essa data é móvel e em 2019 ocorreu em 07/03. Neste dia não se trabalha, o aeroporto fecha e os turistas são "convidados" a ficar dentro dos hotéis em sinal de respeito à tradição local. Nada funciona mesmo!

A título de curiosidade, os próximos Dias do Silêncio ocorrerão em 24/03/2020 e 14/03/2021.

Ao entrar em uma casa ou templo balinês, tire os sapatos. É falta de educação entrar calçado.

Nunca toque na cabeça de um balinês. Para eles, a cabeça é considerada a parte mais sagrada do corpo humano e o ato de tocar na cabeça de outra pessoa é tido como um insulto.

Macacos são animais muito comuns em Bali. Apesar de fofinhos, eles são perigosos e roubam qualquer objeto que esteja dando bobeira (óculos, câmeras, garrafa, comida etc). Fique esperto. Além disso não sorria para eles pois mostrar os dentes na língua macaquês é um sinal agressivo.

Falando em agressividade, Bali é um local seguro para turistar. Aqui registram-se apenas pequenos furtos e golpes clássicos em qualquer destino turístico do mundo.

Por lei, todos os bares e restaurantes devem cobrar um adicional de até 21% sobre os preços de refeições e bebidas. Enquanto alguns já incluem o adicional ao preço do menu, outros só informam no final, quando chega a conta.

Chip de internet é fácil e barato, não tem motivo pra não comprar um! No aeroporto tem quiosque que vende mas costuma ser mais caro que na cidade. Se for ficar em regiões mais desenvolvias (Kuta, Seminyak, Ubud etc) certeza que vai ter um monte de lugar vendendo. A operadora que possui o melhor sinal é a Telkomsel. Funcionou super bem em quase todos os lugares da ilha e me deixou na mão só em algumas praias mais afastadas onde não havia nenhum sinal de celular.




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