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Dicas de viagem para Big Sur - Roadtrip na Califórnia

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Prepare-se para fortes emoções! 
Chegou o dia de percorrer o trecho mais bonito de toda a Pacific Coast Highway: o Big Sur. Foi neste dia que entendi porque não é exagero nenhum quando dizem que a Highway 1 é uma das estradas mais bonitas do mundo. Realmente, é um visual mais espetacular que o outro!!

Também é nesse dia da viagem que é possível entender porque é muito melhor fazer a viagem à partir de San Francisco. São inúmeras paradas, mirantes e visuais. E já estar do lado do mar é, sem dúvida, um grande facilitador.

Prepare sua máquina porque esse será o dia de contemplação da natureza e de muitas fotos!!

A minha viagem


⇨ Roadtrip Califórnia: De Monterey até Lompoc
⇨ Distância percorrida no dia: 400km


Depois de uma noite bem dormida em Monterey foi dia de acordar cedo, correr pra janela e olhar o céu. São Pedro não podia falhar comigo logo nesse dia! Mas ele, bom piadista que é, mandou mais uma pegadinha e o dia amanheceu bem esquisito. Momentos de tensão..

Eu, já prevendo essa possibilidade, deixei o roteiro do dia com uma certa folga caso precisasse esperar o tempo abrir. E foi exatamente isso que aconteceu. A neblina começou a se dissipar lá pelas 10h da manhã e às 11h saí de Monterey já com boa parte do céu aberto.

E a viagem foi linda viu? Foi daqueles dias inesquecíveis que vão ficar pra sempre na memória. 💙


Qual a melhor época pra visitar o Big Sur


A região do Big Sul fica localizada mais ao norte da Califórnia e essa região é conhecida por ter um clima muito chatinho. Costuma fazer frio e sempre tem uma neblina no ar.


A boa notícia é que não costuma chover muito e de vez em quando rola a sorte de pegar um dia abençoado de sol.

Atenção especial para o período de chuvas fortes, que ocorrem entre novembro e março e causam desabamentos e interdições na Pacific Coast Highway, principalmente no trecho do Big Sur. Geralmente os estragos são grandes e demoram meses para a estrada ser reaberta novamente. Quando isso acontece, o jeito é seguir pelo interior e percorrer somente os trechos abertos para trânsito.

Eu acho que região de praia com frio é meio deprê, então recomendaria visitar a região em meses com temperaturas mais altas, entre maio e setembro, e ainda assim esteja sempre preparado com roupas de frio.

Onde se hospedar no Big Sur


Onde se hospedar neste dia de viagem vai depender basicamente de como o seu roteiro vai ser montado.

Se você estiver com folga e fazendo uma viagem tranquila, sem correrias, prefira se hospedar em uma das cidades logo após o trecho mais legal da estrada e aproveite pra descansar e curtir um pouco da região que é muito bacana. São elas: San SimeonMorro BaySan Luis Obispo e Pismo Beach.

Se o roteiro estiver apertado e for preciso esticar mais um pouquinho, vá até Santa Barbara.

Para pesquisa de hotéis, basta clicar no nome da cidade acima ou pesquise aqui embaixo no Booking. Mas lembre-se de ficar sempre atento às avaliações! 😉

Booking.com
http://www.booking.com/searchresults.html?city=20015794&aid=1256661&no_rooms=1&group_adults=1

A minha hospedagem


Foi um pouco complicado encontrar hotel pra esse dia da viagem. Sem saber, escolhi fazer essa viagem no meio de um feriadão americano e aí todas as opções de hospedagem com preço honesto já estavam esgotadas, sobrando somente os hotéis (bem) mais caros.

Como alternativa pra fugir dos preços super inflacionados comecei a pesquisar outras cidades da região que não ficavam exatamente na Highway 1, mas que fossem próximas o suficiente para um pequeno desvio. Daí fui pesquisando pelo mapa do Booking e achei uma cidadezinha chamada Lompoc, um pouco depois de Santa Maria.

Como Lompoc fica fora da rota turística da região, foi só lá que eu consegui encontrar hotéis com preços honestos. Como não era tão fora de mão (em meia hora eu estava de volta à Highway 1) e seria apenas para um pernoite, resolvi arriscar.

Chegando lá pude constatar que Lompoc é uma cidade minúscula e que realmente não tem nenhum atrativo turístico. Só recomendo numa situação emergencial como a minha, quando o hotel é só pra dormir mesmo.

O hotel escolhido foi o da rede Red Roof Inn. Hotel beeeem simples e com instalações bem velhinhas mas estava limpo. Pelo preço, cansaço e por ser só por uma noite, estava mais que perfeito.

O que fazer no trecho da Pacific Coast de Big Sur


Esse será um dia para contemplar a natureza e a sabedoria humana de encaixar uma estrada num lugar tão perfeito!

Curtir a estrada e seus visuais


Nesse trecho da estrada há pouquíssimas construções, muitos mirantes, praias e visuais incríveis. Confesso que não me preocupei muito em anotar o nome dos lugares que parei, até porque muitos nem tinham nome (e nem precisavam).

Dá uma olhada nesses visuais.

A primeira praia do dia
A todo momento uma surpresa agradável
Uma das paradas mais tradicionais deste trecho é a famosa Bixby Bridge. O mirante fica um pouco cheio mas é impossível não parar aqui pra bater umas fotos e admirar a beleza do lugar.

Bixby Bridge
Ao longo de toda estrada são muitos mirantes e muitas praias. Aproveite e pare em todos os lugares que tiver vontade, afinal, você não sabe quando terá outra oportunidade dessa!

Não é?
Olha essa praia!!
E essa casinha?!
Ainda bem que São Pedro colaborou nesse dia. Percorrer a estrada com tempo fechado com certeza deve ser decepcionante! Mas ainda com o tempo aberto, a neblina estava próxima o tempo todo para me assombrar. Nos trechos de montanha ela vinha com força total!

Olha a fog!

Julia Pfeiffer Burns State Park e McWay Falls


Anote esse nome: Julia Pfeiffer Burns State Park e não deixe de fazer uma parada nesse parque que tem uma das vistas mais icônicas da viagem, a McWay Falls, uma cachoeira que deságua na praia. Coisa fina de se ver!

Dentro do parque há estacionamento que custa $10. Nós e a torcida do Flamengo paramos no acostamento da estrada mesmo e fizemos uma curta caminhada até a sede do parque.

A entrada no parque custa $7, mas na verdade quando eu fui não havia ninguém cobrando. No local tinha uma mesa com uma urna, formulários e caneta e cada um preenchia o seu e colocava na urna junto com o dinheiro.

Entrada do parque
Pela entrada oficial do parque, peguei uma trilha que começa do lado esquerdo da estrada, passa por debaixo dela e chega num mirante de frente pra praia. Depois descobri que há uma entrada não oficial (e de graça) para o parque, um pouco mais à frente da entrada oficial, do lado direito da estrada (na foto acima fica um pouco depois do carro vermelho).

Tirei essa foto na estrada. Abaixo o mirante do parque
Dá pra descer na praia? Que dá, dá.. não sei se é permitido. Eu acho que não, mas sei que tem gente que desce, porque tava cheio de declaração de amor escrita na areia da praia! 😍

Existe uma trilha que passa por trás da cachoeira que chega nas pedras próximas ao mar. Daí é só descer essas pedras e chegar na praia. Eu fiquei de longe só acompanhando uma galera que chegou até as pedras, já bem pertinho da praia e depois desistiram.

Agora, no mirante do parque!
Depois desse visual todo me bateu aquela fominha! E como disse antes, nesse trecho da estrada não tem quase nada! Foi hora de escolher um mirante pra chamar de meu, abrir minha bolsa térmica e fazer minha farofinha chique! Um luxo só! 😁

Curtir mais visuais


E depois do Julia Pfeffer Park seguimos com mais visuais de tirar o fôlego!

Outra ponte fotogênica
Se liga no traçado da estrada
Areia preta e mar azul


Elephant Seal Vista Point


Um pouco antes da entrada do Hearstle Castle, fique atento para um dos lugares mais curiosos do dia: uma praia lo-ta-da de elefantes-marinhos. Diferentes dos leões-marinhos de San Francisco, esses daqui não faziam barulho e nem brigavam entre eles, estavam mais preocupados em tirar uma soneca.

O acesso a praia é restrito e tem sempre um vigia assegurando o sossego dos animais. Ah, preciso registrar: eles fedem demais!

São muitos..
Uma praia inteira!


Hearstle Castle


Depois do trecho da estrada "super uau", começa a aparecer alguns sinais de civilização e uma das primeiras atrações é o Hearstle Castle, que no passado foi a casa do magnata megalomaníaco Willian Randolph Hearst e que hoje é um parque estadual.

A mansão foi construída em 1947 pela primeira arquiteta mulher da Califórnia. Tem apenas 165 quartos e 51 hectares de jardins com terraços, fontes e piscinas. Construídos nos moldes europeus, seu interior é repleto de obras de arte.

Uma das piscinas da mansão
A entrada custa US$25 e a visita (que é guiada) precisa ser agendada com antecedência. É um programa que deve consumir pelo mais ou menos duas horas. Por isso avalie se está na sua lista de interesses e principalmente, se cabe no seu roteiro.

Cidades que valem a pena conhecer na Pacific Coast Highway


San Luis Obispo


San Luis Obispo é uma das cidades mais antigas da Califórnia. Como sua localização fica bem no meio do caminho entre Los Angeles e San Francisco, a cidade sempre serviu como ponto de parada para os viajantes. Curioso é que justamente por isso, aqui foi inventado o motel, que nada mais é do que o hotel de beira de estrada. Mo-tel = motor hotel.

Atualmente a cidade abriga uma das faculdades mais importantes do país a Cal Poly (California Polytechnic State University) e por isso recebe muitos estudantes. Claro que isso faz a cidade ter um clima mais jovem e descontraído (mas não bagunçado). Espere encontrar uma vida noturna agitada: muitos bares, restaurantes e cervejarias artesanais.

Histórica e moderninha ao mesmo tempo
Apesar de tudo, ainda é considerada uma cidade pequena e pacata. Soma-se a isso uma das melhores qualidade de vida dos Estados Unidos. Então, vale a pena ir lá dar uma conferida pra entender o porquê né?

Morro Bay


Morro Bay foi uma parada super inesperada nesse dia  mas que me surpreendeu bastante (na verdade eu estava procurando um banheiro 😀).

A cidade é bem pequena mas possui uma orla muito simpática, com vários barzinhos, restaurantes com vista para o mar e lojinhas super fofas. Um lugar com o astral tão legal, que até resolvi dar uma voltinha de leve pelo lugar pra ver o movimento e gostei muito.

Além disso a cidade tem uma formação rochosa bem curiosa, a Morro Rock, um morro de pedra enorme no meio do mar. Ali há também um canal onde é possível avistar diversas focas, leões e lontras-marinhas e o mais legal é que dá pra alugar uma caiaque ou SUP e passear junto com essa turma toda!

Vai por mim, Morro Bay vale a pena
Eu achei essa cidadezinha o máximo. Pena que não tive mais tempo para explorá-la.

Pismo Beach


Outra cidade que achei interessante no caminho foi Pismo Beach que, além de ter cara de cidade de praia gracinha, de quebra ainda possui um outlet da rede Premium. Pra quem curte compras é um prato cheio.

Cidade de praia fofinha
Outro lugar interessante aqui é o Oceano Dunes, um enorme conjunto de dunas onde fica a única praia da Califórnia em que é permitido o trânsito e o acampamento de veículos 4x4. Além de um visual bem curioso, por aqui há oferta de passeios de quadriciclo pelas dunas. Pra quem curte aventura, é um prato cheio.

Alta temporada bombando em Oceano Dunes


Dicas Gerais


Programação é a chave para o sucesso dessa viagem. Apesar de parecer uma delícia a ideia de sair sem rumo e ir descobrindo lugares novos, pra quem tem tempo contado, precisa ter em mente o que quer fazer em cada dia pra não se atrapalhar.

A dica mais importante para este trecho da viagem: abasteça o carro ainda em Monterey. Em Big Sur cheguei a ver 3 mini-postos de gasolina, mas com preços bem mais altos do que na cidade. Depois de Big Sur, o posto mais próximo fica a 40 milhas de distância. Ou seja, não rola de ficar sem gas, nem pensar!

Vale a pena antes de pegar a estrada passar num Walmart da vida e comprar uns comes e bebes pra passar o dia.






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