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Como é voar na American Airlines

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"Horrible Airlines"

Mais uma história com companhias aéreas aqui no blog. Desta vez vamos falar da American Airlines.

Voei com esta companhia na minha viagem para Califórnia/Vegas. Ida pra Los Angeles via Miami e volta de Vegas via Dallas.

O primeiro percalço veio quando descobri que tinha comprado a volta com data errada. Quando tentei efetuar a alteração dei de cara na porta: US$300 por passageiro mais diferença tarifária, ou seja, praticamente inviável a troca e acabei deixando a situação como estava.

O voo para Miami foi uma pobreza só. Avião velho e o único entretenimento era através de televisões de  14" de tubo que ficavam ao longo do avião. O fone até que era de graça e o áudio em inglês. Alguns comissários falavam português e o serviço de bordo, na parte prática, foi razoável.

No quesito alimentação, o jantar foi servido logo após a decolagem e estava bom. Já o café da manhã foi tenebroso. A aeromoça pegava os pães com a mão e jogava na sua mesa. O pão servido tinha um filete de queijo (sem exagero nenhum). A pobreza era tanta que não deu nem pra colocar uma fatia inteira.. Aff..

No voo interno Miami - Los Angeles, que estava previsto inicialmente para 8:30, foi remarcado para 9:30. Entrei no avião e o voo só decolou só às 11:30h! Foram duas horas sentada no avião à toa, sem nenhuma explicação convincente sobre o atraso. Eles nem se quer ofereceram um copo d'água para os passageiros. Um absurdo! Quando enfim o voo decolou, todo e qualquer serviço era pago. O fone custava $5 e a comida, que era horrível, também era paga. Esse é o  famigerado menu.

Na volta, em Vegas, o check-in é feito pelo próprio passageiro. Numa máquina, digitei o código de reserva, confirmei os nomes dos passageiros e quantidade de bagagem. Porém não consegui finalizar o serviço sozinha pois havia uma restrição para brasileiros que dependia da liberação de um funcionário da AA, que estava próximo e foi super solícito. Após essa liberação, imprimi os adesivos de  bagagem e cartões de embarque. Daí entreguei as malas no guichê que ficava bem na frente às máquinas de check-in e estava pronta para o embarque!

Chegando em Dallas, mais um atraso no voo. Segundo o piloto não havia gate disponível. Foram uns 20 minutos dentro do avião, o que pode parecer pouco, mas numa conexão apertada isso faz muita diferença. Como a saída dos EUA é bem simples, até que mais esse atraso da AA não causou nenhum transtorno.

No embarque para o Brasil em Dallas, o que eu achei bacana é que haviam funcionários brasileiros e isso facilitava bastante a comunicação. 

O avião da volta era tão velho quanto o da ida. O serviço de bordo do voo de volta foi a mesma pobreza do voo da ida. Pelo menos desta vez os comissários eram muito mais simpáticos. O jantar servido estava na média e o café da manhã bem mais ou menos, mas um pouco melhor que o da ida.

Voaria de novo??

Sinceramente, não sei.. acho que só se o preço for muito bom ou se não tiver outra opção mesmo. Achei o serviço oferecido pela AA muito fraco.

Presenciei uma passagem engraçada no aeroporto de Los Angeles. No ônibus que fazia o transfer entre a Hertz e o aeroporto, o motorista falou alto o nome das cias aéreas dos clientes pra confirmar o trajeto. Ele não falou o nome da AA, daí ele perguntou se haveria mais alguma companhia e o pessoal do fundão gritou: American! Ele não escutou e perguntou "what?" e aí alguém gritou "Horrible Airlines!" Quer dizer, até os próprios americanos fazem piada com a American.




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