22/10/2016

Onde se hospedar na Chapada dos Veadeiros



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 Bem vindos à Chapada!

Escolher um lugar para se hospedar é missão das fáceis ao montar um roteiro de viagem pela Chapada dos Veadeiros. O principal a saber é que são três cidades que servem de base para explorar a região: São Jorge, Cavalcante e Alto Paraíso. E cada uma tem lá sua peculiaridade que explico a seguir.

A Chapada dos Veadeiros é um destino pra quem curte natureza e simplicidade. Quem procura agito e badalação, certamente não vai se empolgar com o lugar. As cidades possuem uma estrutura muito simples e as opções em geral são até bem limitadas.

Pra ajudar na escolha de onde montar sua base na região, vou falar um pouco das minhas impressões, já que tive a oportunidade de me hospedar em todas as três cidades.

Alto Paraíso

Por ser a cidade mais desenvolvida é a que oferece a melhor estrutura turística na região. Aqui a opção de pousadas, bares e restaurantes é bem diversificada e mais fácil de agradar a todos. Mas isso nem de longe tira a atmosfera interiorana de lá. Cidade bacana, vida pacata, gente simples e simpática.

Alto Paraíso é a cidade mais bem posicionada na Chapada dos Veadeiros. De lá dá pra administrar bem as distâncias entre as cidades e as cachoeiras. Pra quem quer montar base em apenas um lugar. Alto Paraíso é a melhor opção.

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Tem pra todo mundo em Alto Paraíso

Distâncias de Alto Paraíso:
Brasília - 240km
São Jorge - 36km
Cavalcante - 90km

Aqui o comércio é um pouco mais desenvolvido que nas demais cidades: alguns mercadinhos, farmácias e um posto de gasolina. Há agências bancárias do Itaú e do Banco do Brasil (que sofreu um assalto e foi explodida enquanto eu estava lá). 

Para os consumistas de plantão que erraram o caminho do shopping e vieram parar no meio do cerrado, tem pouca coisa pra consumir. Algumas lojas de roupa, na maioria "estilo alternativo", algumas de souvenirs, mas nada que eu já não tenha visto em outros lugares e hippies expondo seus artesanatos no meio da rua. Ah, tem as lojas de pedras! Sim, afinal estamos falando de um lugar que no passado a principal atividade era a extração de pedras preciosas. Boa pedida pra comprar aquele cristal pra energizar a sua sala! Rs.

Todo sábado de manhã rola uma feira municipal, onde além de alimentos produzidos na região, também são vendidos artesanatos de artistas locais. Eu não tive a oportunidade de ir, mas disseram que vale a pena.

Fique atento para o céu de Alto Paraíso. Calma, não é pra encontrar discos voadores! Mas sim pra avistar Araras Canindé voando livres pelo céu da cidade. É sério, eu vi várias vezes! Um espetáculo da natureza.

Outros detalhes técnicos: não tem sinal 3G, mas tem lan house na rua principal.

Vila de São Jorge

A primeira coisa que você precisa saber de São Jorge é que lá é uma vila. Mesmo. É bem pequena, as ruas são de terra batida e as opções (de tudo) são bem restritas. Só tem um mercadinho, uma farmácia e por aí vai.. Não tem posto de gasolina e nem caixa eletrônico. É imprescindível levar dinheiro em espécie, mesmo a maioria dos estabelecimentos aceitando cartão.

Mas a vila tem lá os seus encantos e um deles, é claro, é a simplicidade. Aquela vida pacata, o dia que passa devagar, as luzes da tarde que cai.. tudo tem seu charme.

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Igrejinha de São Jorge

Um ponto super positivo de São Jorge é a localização, que é muito mais próxima de algumas das principais atrações da região. A sede do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros fica a 1km do centro da vila, e de lá se iniciam duas das principais trilhas da Chapada: Saltos do Rio Preto e Canyons + Carioquinhas.

Por isso São Jorge se apresenta como uma ótima opção pra dividir a estadia na Chapada entre duas cidades, junto com Alto Paraíso. Assim é possível concentrar os passeios pela região de São Jorge enquanto estiver por lá sem precisar percorrer diariamente no mínimo 72km até Alto (36km ida e volta). 

Para consumo, se Alto Paraíso já é bem limitado, em São Jorge essa palavra foi banida do dicionário. Umas três lojinhas de souvenirs e muitos hippies com artesanato à mostra na rua são as opções da cidade.

À noite a programação também não varia muito: jantar nos poucos restaurantes e pizzarias bacaninhas que tem por lá. O mais famoso é a Risoteria Santo Cerrado, que possui um ambiente super bacana, com ótimo atendimento e comida nota 10. Tem gente que vem de Alto só pra jantar lá. Apesar de ter achado o lugar super legal, não sei se vale o esforço dos 72km..

Cavalcante

Das três cidades que rodeiam a Chapada dos Veadeiros, essa é a menos interessante para o turista. É bem cidade do interiorzão mesmo. Poucas opções de pousadas e restaurantes e a vida é voltada para o cotidiano dos moradores locais.

A vantagem de se hospedar aqui é a proximidade com a Cachoeira Santa Bárbara, que fica a 32km de Cavalcante. É uma boa pedida pra quem quer chegar antes dos vários turistas que visitam a cachoeira mais badalada da região todos os dias vindos de Alto Paraíso (90km +32km) ou de São Jorge (36km + 90km + 32km).

Além da cachoeira mais famosa da Chapada, existem outras belas atrações ao redor como a Cachoeira do Candaru, pouquíssimo explorada pelos turistas e a trilha do Rio da Prata. Pra quem animar, dá pra passar até mais dias na cidade.

Fora isso a cidade não tem nada. Tá, pra não ser tão injusta tem internet 3G da Vivo (uma raridade na região), posto de gasolina (a mais cara) e agência do Banco do Brasil (que estava fechada porque também foi explodida por bandidos). Outro detalhe, ao caminhar pela cidade, você se torna "a atração", todos os moradores te olham.

Depois de passar o dia na cachoeira à base de lanchinho, achar um lugar pra "almojantar" foi bem complicado. As poucas opções de restaurante funcionam apenas pra almoço pois as pessoas costumam jantar em casa e os turistas, em sua maioria, voltam pra suas cidades de origem no fim da tarde. Nos indicaram um restaurante à quilo, muito simples mas com a comida caseira muito boa, tempero goiano, fresquinha (eles faziam um pouco antes de servir, a partir das 18h) e com precinho camarada. Nas duas noites que passei por lá, foi a salvação. O nome dele é Maxxi e fica na rua que dá na praça da igreja. Mas atenção, é bem simples mesmo!

Como escolher sua hospedagem

Como disse anteriormente, dividi a hospedagem entre as três cidades. Como a proposta da minha viagem era fazer tudo com bastante calma, sem ficar na correria de horas dentro do carro fazendo longos deslocamentos entre uma cidade e outra. Assim, ao final de cada passeio rapidamente estava de volta ao hotel.

Mas isso não é regra. Quem tem pouco tempo ou ainda preguiça de ficar trocando de pousada é possível montar base em apenas uma ou duas cidades, como já disse acima. Apesar de alguns deslocamentos serem longos, como por exemplo a Cachoeira Santa Bárbara, as estradas em boas condições e pouco movimento ajudam bastante. Com isso, é super viável por exemplo, ficar em Alto ou São Jorge e fazer o bate-volta até Cavalcante. É só um pouco cansativo.. mas nada que uma boa noite de sono não recupere!

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 Todos os caminhos levam à Chapada

As opções de hospedagem no geral são bem simples e com preço um pouco acima da média de outros destinos nacionais. Mas tem pra todos os tipos de bolso e gosto, basta dar uma pesquisada e encontrar o que mais de adequa ao seu perfil.

Fique atento para a época que for visitar a região. Na alta temporada, é altamente recomendado reservar a pousada com antecedência. A Chapada dos Veadeiros é a praia dos brasilienses e o pessoal foge pra lá com força total. Em épocas de baixa temporada dá pra ir tranquilamente sem fazer reserva e decidir na hora onde quer ficar.

Onde me hospedei

Em São Jorge, me hospedei na pousada Caminho das Cachoeiras, que fica entre o centrinho da vila e a entrada do Parque Nacional. Foi uma excelente escolha.

A pousada, além de bem localizada, possui quartos simples, super limpos, equipados com ar, TV de tela plana e frigobar. Tem uma área externa bem bacana com piscina, mirante e um cantinho com redes e cadeiras onde todas as noites o pessoal da pousada acende uma fogueira. A administração da pousada é bem organizada e o café da manhã simples mas super gostoso. A internet funcionou bem, dentro do possível da operadora que cobre a região.

Em Cavalcante me hospedei na pousada Morro Encantado, que fica bem próxima do centro da cidade. O quarto da pousada deixou um pouco a desejar, com móveis velhos e uma TV de 14" com antena interna, ou seja, a imagem era só chuvisco. O ventilador de teto parecia uma máquina de moer cana, impossível dormir com ele ligado. O banheiro também estava um pouco sofrido com o teto descascando e uma ligação no chuveiro elétrico meio bizarra. A internet não funcionava no meu quarto, que era o último da pousada e mais distante do roteador. 

O que salvava na pousada era a área externa, muito bonita e bem cuidada. A área do café da manhã, que era mediano, também super agradável, cercada de muito verde e vários passarinhos. No fim, recomendo a pousada, com ressalvas, por uma estadia rápida.

Já em Alto Paraíso, me hospedei na Pousada Veadeiros, outra pousada super simples, com quartos bem limpos e equipados com ventilador, TV de tela plana e frigobar. Não tem atrativos na área externa, mas isso pra mim não faz a menor falta pois o que interessava mesmo eram as cachoeiras.

A localização da pousada é excelente pois dá pra ir andando até o burburinho da cidade. Um grande diferencial da pousada é o staff. As meninas que trabalham lá são incríveis, muito atenciosas e preparadas pra dar qualquer tipo de orientação.

Fiquei decepcionada apenas com o sinal do wifi que estava muito ruim e apesar da alegação da pousada ser a operadora, tive oportunidade de acessar em outros lugares na cidade com sinal bem melhor. O problema em maior parte era do equipamento da pousada.

Para consultar outras opções de hospedagem em toda a Chapada dos Veadeiros, clique aqui. Mas lembre-se sempre de ficar atento às avaliações. 😜



É isso pessoal, espero que esse post possa ajudá-los a escolher sua hospedagem nesse lugar tão incrível que é a Chapada dos Veadeiros.

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Dicas de viagem para a Chapada dos Veadeiros 
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*Data da viagem: agosto/2016



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