14/04/2015

Conheça Mangue Seco


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Mangue Seco

Finalmente conseguir desbravar mais esse pedacinho de Bahia! Eu já tinha tentado esse feito em 2011 mas uma chuva de última hora atrapalhou meus planos e eu tive que trocar Mangue Seco por Morro de São Paulo. Ok, nada mal também.. só que a cisma de conhecer esse lugar não passava por nada!

Agora em 2015, em uma passagem por Aracaju, resolvi incluir na viagem uma ida a essa praia, que é a última do estado da Bahia.

Mangue Seco foi o cenário de inspiração para o romance de Jorge Amado, Tieta do Agreste. Ganhou fama nacional depois da novela de mesmo nome e os guias locais reforçam essa ideia dizendo o tempo todo que "Mangue Seco foi o lugar onde gravaram a novela da Globo". Justiça seja feita: Mangue Seco é onde se passa a história de Jorge Amado. E ponto final!

Como chegar

Mangue Seco fica no extremo norte do estado da Bahia e faz divisa com o estado de Sergipe. É um pequeno vilarejo perdido no meia das dunas, que são separadas do continente pelo Rio Real.

Pra chegar lá é preciso fazer a travessia do rio de barco. Existem dois pontos de partida. Um é no vilarejo de Pontal. Da entrada da estrada SE-100 até o Pontal são 28km, de estrada asfaltada (em 2011 ainda era barro e por isso não consegui chegar lá). O outro ponto de embarque fica na ponte sobre o Rio Piauitinga, que fica 10km depois da entrada pra Pontal.

Pra quem vem da Salvador, são 250km de distância. A estrada é ótima e tem pouco movimento. Pra quem vem de Aracaju são apenas 100km em estrada também em boas condições.

Como disse no começo do post, eu estava em Aracaju e meu ponto de embarque foi a ponte. Lá funciona uma espécie de associação que negocia o preço do barco. Nosso grupo era bem grande e fechamos por R$120/barco onde cabiam 6 pessoas.

De lá também partem barcos que fazem o passeio pela Ponta do Saco e Ilha da Sogra e do Sossego. É uma ótima pedida pra conhecer um pouco mais da região.

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Embarque do lado da ponte

Pra quem optar por pernoitar em Mangue Seco, os dois pontos de embarque possuem estacionamento. O preço é negociado na hora. Nem é preciso dizer que não pode deixar nada dentro do carro, não é?

A chegada em Mangue Seco é dividida em duas etapas: a travessia do rio e a travessia das dunas.

Atravessando o rio

A ida no barco por si só já é um super passeio. O caminho corta os manguezais do Rio Real, passando pelo encontro do rio com o mar e por fim chegando em Mangue Seco.

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Praia de rio

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Ilha do Sossego

Atravessando as dunas

Chegando no vilarejo a primeira pegadinha do dia: teoricamente, não dá pra ir andando até a praia pois a distância seria muito longa e daí você se vê "obrigado" a contratar o passeio de bugre pra chegar até a praia.

O tal, ou os tais passeios não são baratos. Eles tem um cardápio de opções de passeio que vão desde R$90/bugre o mais simples até R$170 o mais incrementado (cada carro acomoda até 4 pessoas).

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Bugres de Mangue Seco

O turista desavisado chega ali, louco pra ver o paraíso e cai dentro, sem dó nem piedade. De fato, pra quem vai pela primeira vez é interessante fazer o passeio. O motorista faz um caminho bem mais longo do que o habitual dos moradores e vai mostrando as dunas e alguns pontos de interesses.

As dunas são lindas, de areia super branca, com aqueles coqueiros infinitos.

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Dunas brancas a perder de vista

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Vista do vilarejo alto das dunas

Durante o percurso, se você não comprou o passeio mais caro, certamente o motorista vai tentar convencê-lo a comprar. Para os interessados, hora de negociar preço, já que ali ele está longe dos olhos dos "fiscais" da associação.

As atrações do Passeio Pequeno (R$90) são: skibunda (ideal para crianças de até 5 anos), parada pra foto do alto da duna (foto acima), coqueiros Romeu e Julieta e no fim, praia. Do Médio (R$130): as mesmas de cima, mais parada no Morro de Caju, que é uma duna alta. Passeio Grande (R$170): as anteriores mais o povoado de Coqueiro. Pronto, essa é a diferença entre eles.

Se vale a pena o passeio completo? Não sei.. me contentei com o mais simples. Porém no final do dia, com calma, fiquei avaliando o "plus" dos outros passeios através de fotos na associação e achei mais do mesmo..

No fim do passeio, na praia, o bugreiro combina a hora do retorno e te dá o cartão com o telefone da associação e o número do bugre dele. Caso mude de ideia ao longo do dia em relação ao horário de retorno, é só ligar para este telefone.

A praia

Aí sim, vamos falar do que interessa, o doce far niente. Aliás, acho que a grande atração de Mangue Seco é fazer nada!

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Muita ocupação

A praia é bem extensa, típica praia baiana: infinita e cheia de coqueiros. O mar, no dia em que fui estava um pouco turvo, talvez pela proximidade da boca do rio. Com algumas ondas, o banho de mar estava ótimo.

Possui alguns quiosques bem simpáticos. O atendimento é aquele primor baiano né: sem muita pressa e nem compromisso com a qualidade. Mas vai lá.. tava tudo muito bom. Pra quem gosta de frutos do mar, recomendo fortíssimo provar o Catado de Aratu, feito com um siri típico da região. Comi rezando e agradecendo! Esteja preparado para preços um pouco salgados.

Depois de comer e mergulhar no mar, ocupei meu dia com algumas caminhadas interessantes. 

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Piscinas naturais

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No final do dia, no horário marcado, o bugreiro apareceu para nos resgatar. Para minha surpresa (ou não), na volta o motorista fez um caminho direto pra vila e sinceramente não achei tão distante o porto da praia. Não é pertinho, mas é sim uma distância caminhável.

Como meu grupo era muito grande, não foi possível explorar o vilarejo. É difícil reunir o interesse de todos, ainda mais quando o grupo é diversificado, indo dos tios sessentões gente boa, até as crianças cansadas de um dia de praia.

Desejo de exploradora devidamente controlado, entramos no barco para retornar à ponte, onde havíamos deixado o carro.

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Até mais Mangue Seco..

Considerações finais

Saí de Mangue Seco muito satisfeita com o que vi e com a certeza de que voltarei pra explorar mais esse cantinho da Bahia com um pouco mais de calma. Acredito que dois dias sejam mais do que suficientes.

A logística para chegar até lá não é complicada e partindo de Aracaju, cabe perfeitamente num bate-volta. Porém achei o acesso um tanto caro pro público em geral. Por um lado sei que isso é bom, pois restringe o acesso ao turismo de massa e mantém um pouco das características originais do lugar. Mas por outro, vá consciente de que irá gastar um dinheirinho considerável apenas pra chegar nesse pedacinho de paraíso.


***Data da viagem: março/2015




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