14/10/2014

Passeio de Bugre em Natal


Rumo à Genipabu!

Nesse post vou falar do carro-chefe de Natal: o passeio de bugre pelo litoral norte.

Das atrações que Natal oferece, esse é o programa mais vendido pelas agências de turismo. Se bobear é um dos passeios mais batidos do Brasil! Ir à Natal e não fazer o tal passeio de bugre é como ir ao Rio e não ver o Cristo Redentor. E até eu que não sou muito chegada a programas pega-turista, dei meu braço a torcer e fui dar uma conferida.

Se algum dia na minha dura vida de turista eu tinha que morrer numa grana pra fazer um passeio de bugre pelo menos acho que fiz a escolha certa. Com um roteiro muito bem bolado, que combina diversas atrações capaz de agradar crianças de todas as idades, o passeio de bugre do litoral norte de Natal é programa obrigatório pra quem visita a capital potiguar.

Para curtir todas as fotos da minha trip, acompanhe no Instagram em #reviajarn
  
Como contratar

Contratar um passeio de bugre em Natal é muito fácil. São inúmeras as opções de agências de turismo que oferecem os passeios. A recepção do hotel também poderá se encarregar desta missão.

O valor do passeio gira em torno de R$320 a R$360. No bugre cabem até 4 passageiros então é possível dividir esse valor com outras pessoas. Geralmente não está incluído no valor do passeio a taxa de travessia da balsa em Barra do Rio, que custa R$25,00.

Obs.: valores em 2014

Nosso piloto (sim tínhamos um piloto e não um motorista qualquer) se chamava Pitoco. Ele foi uma indicação muito feliz de amigos que já tinham ido à Natal e nos recomendaram fazer o passeio com ele. Um cara muito gente boa e super atencioso, nos apresentava as atrações do passeio sempre fazendo graça. Era conhecido por todos da região, falava com todo mundo que via na rua, um figuraça!

 Roteiro

O roteiro do passeio é basicamente o mesmo, podendo mudar a disposição das atrações de acordo com a maré do dia. Quando eu fui batia a maré seca na parte da manhã, então rodamos pela praia na ida e no final do dia, com a maré cheia, voltamos pelas estradas internas.

Uma vantagem de alugar o bugre sozinho é a de dispensar algumas atrações que não forem de seu interesse. Por exemplo, no meu caso dispensei a visita ao Aquário de Natal, já que nesse ano já havia visitado o de Monterey na Califórnia. Logo, chega de aquário por esse ano!. Quando o bugre é compartilhado é preciso ter comum acordo entre as partes.

O passeio

Pitoco nos encontrou no hotel pontualmente às 09:00h. Ele nos apresentou o roteiro em detalhes e dali seguimos para atravessar Natal, sempre pelo litoral e enfim cruzar a ponte Newton Navarro, rumo ao litoral norte.

Uma dica preciosa: não coloque nenhum tipo de chapéu, você irá perdê-lo em cinco minutos de bugre. Use muito filtro solar pois o sol castiga sem você perceber e por último, óculos de sol pra evitar que entre areia nos olhos (vai por mim).

Cruzando a Newton Navarro

Depois da ponte, passamos por dentro da localidade de Redinha onde fica o Aquário de Natal. A parada não é obrigatória mas acho que é uma boa pedida pra quem está com crianças. Seguimos então até a Praia de Redinha e daí em diante seguimos um bom trecho pela praia.

Praia de Redinha com a ponte ao fundo

O fluxo de bugres é intenso

Chegamos então às famosas Dunas de Genipabu. O visual é bem bonito, mas muito disputado já que é parada obrigatória de todos os bugres. Aqui algumas pessoas se oferecem pra tirar aquelas curiosas fotos que brincam com a macro da máquina. Quem não quiser é só agradecer e seguir em frente.

Outra atração aqui é o passeio de dromedário. Há quem curta fazer o passeio, eu não achei graça.. Só fiquei observando o bicho à distância segura. Foi o suficiente.

Momento único na duna (sem ninguém)

 Na realidade é assim

Não, não é miragem..

As Dunas de Genipabu possuem um visual incrível e aquele cantinho da praia em que o quiosque se espreme entre a duna e o mar é um charme!

Vista do alto da duna

Mais de pertinho

De outro ângulo

Depois de seguir novamente pela praia, é hora de atravessar o rio Ceará-Mirim. Neste momento o guia vai pedir o dinheiro pra pagar a balsa. O valor cobrado inclui a ida e a volta.

Barra do Rio com a maré seca

A travessia

Depois de atravessar o rio, chegamos na Lagoa de Pitangui. A lagoa em si é bonita mas não me agradou muito o fato de estar muito cheia, e olha que fui em dia de semana! O Bar da Lagoa é parada obrigatória de todos os bugreiros e por isso fica bem movimentado. Eu preferia um lugar mais tranquilo, mas fazer o quê, né?

Fui à busca de um canto mais sossegado e caminhando para a esquerda, vi que não havia serviço de bar, logo não tinha ninguém, ufa! Mas ao longo de toda a área do quiosque, caixas de som tocavam no último volume músicas do Raça Negra! Affeee!!

Lagoa de Pitangui

Concentração da farofada

Sim, há vida tranquila em Pitangui

Aqui em Pitangui, Pitoco fez uma parada um pouco mais longa pra darmos um mergulho com calma, comer algo.. (e eu não aguentando mais ouvir o Raça Negra!). Notei que alguns bugres paravam do outro lado na lagoa, num ponto onde não havia absolutamente nada, nem ninguém, só duna e lagoa. Se eu soubesse antes, teria combinado isso com nosso guia..

Seguimos em direção às Dunas de Pitangui, mais conhecidas como Dunas Douradas. O visual deste lugar é incrível pois além da tonalidade diferenciada, as dunas são enormes, o que dá uma sensação de estarmos no deserto.

Dunas Douradas

Neste ponto e em muitos ao longo do passeio, é possível ver pessoas tirando fotos do bugre. Depois os fotógrafos se aproximam tentando vender as tais fotos. Quem não quiser, não é obrigado a comprar. Basta agradecer.

O que mais me surpreendeu é que no final do passeio, eles imprimem as fotos e ficam catando os turistas na última tentativa desesperada de vender a foto. Desesperada e cara, né? Imagina imprimir um monte de foto sem nenhuma garantia de que o turista vai comprar! 

Mirante das Dunas Douradas

Depois de descer as Dunas Douradas, o guia fez uma parada num quiosque de praia bem roots que vendia caipifrutas. Eu confesso que morro de medo de tomar essas bebidas na praia porque já tive um episódio infeliz de beber vodka batizada e passar muito mal depois. Mas Pitoco me garantiu que o lance era de qualidade. Um copão da bebida feita na hora, com frutas frescas à escolha do cliente sai por R$5,00.

Parada pra biritar

Seguindo caminho

Chegamos então em uma das paradas mais esperadas por mim neste passeio: a Lagoa de Jacumã e suas tradicionais brincadeiras: eskibunda, aerobunda e o kamikaze.

Eu não animei de descer no eskibunda porque além de não achar muita graça, não gostei do "brejo" em que terminava a descida (gente, eu tenho fobia - inexplicável - de água escura). Preço: R$10,00.

O aerobunda, que nada mais é do que uma tirolesa, eu fui e achei muito legal. A descida é bem suave e tranquila e o mergulho final é a cereja do bolo. Preço: 13,00.

Já o kamikaze tem um nome bem sugestivo mesmo.. Eles colocam um plástico azul, que é molhado constantemente, e daí a pessoa desce a pirambeira numa prancha de bodyboard numa velocidade absurda! Eu achei aquilo loucura, pois a pessoa vai sem nenhum tipo de proteção e se algo der errado, vai cair de cara.. Eu hein, gosto disso não.. Preço: R$10,00

Esquibunda

Aerobunda

Kamikaze

Todos os brinquedos contam com uma "equipe de apoio" e "serviço de resgate". São várias jangadas que tiram os turistas do meio da lagoa e levam até a borda. Daí é só entrar num dos carrinhos, que levam ao alto da duna novamente.

Nossa última parada foi na Praia de Jacumã, agora sem muita correria, nem preocupação. Pitoco nos deixou no restaurante Naf Naf que é bem grande e tem uma estrutura muito boa. Inclusive tem uma redes na beira da praia sensacionais.. me instalei ali mesmo. O cardápio era carinho que só.. mas em compensação comi o melhor pastel de camarão do mundo (camarão de verdade, nada de molho..).

Praia de Jacumã

O passeio poderia ter seguido até a praia de Muriú, mas com a maré alta teríamos que ir pela estrada de dentro. Achamos melhor ficar por ali mesmo relaxando, afinal veríamos mais do mesmo na praia seguinte.

E aí que o nosso passeio chegou ao fim.. Depois de Jacumã, pegamos a estrada para começar o retorno, já que com a maré alta não dava mais pra voltar pela praia. Nosso piloto ainda entrou em algumas dunas pra fazer uma graça (com emoção, é claro) e seguimos para Natal.

Impressões Gerais

Não é à toa que Natal é chamada de Dunas World..

Não é um passeio barato. A começar pelo preço do bugre, alimentação, atrações e por aí vai..

Percebi que quase todos os lugares desse roteiro são acessíveis de carro comum, mas a graça está justamente em percorrer as praias pela areia e fazer estripulias de bugre em cima das dunas (com emoção, é claro!).

Um dica preciosa: fuja desse passeio nos finais de semana ou feriados prolongados. Eu fui numa terça-feira de baixa temporada e o movimento já era considerável. Imagina na alta temporada? Vários bugres, muitas pessoas, Lagoa de Pitangui lotada.. Não, não é uma boa ideia!

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**Data da viagem: setembro/2014

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