26/04/2014

Santiago


No final de 2011 ganhei uma viagem de 4 dias para Santiago do Chile com tudo pago. Oba! Mas como nada é perfeito, a viagem seria em grupo, tipo excursão com os outros ganhadores. Nada contra a galera, não me levem a mal. Mas é porque sou uma viajante meio independente e detesto ficar dependendo dos outros pra sair, pra chegar, pra ir pra outro lugar etc. Mas a proposta era essa e o custo era zero, então porque não?

E assim fomos em março/2012 para Santiago. O voo saía de SP e voamos com a LAN. Viagem aprovadíssima.
Pouca neve na Cordilheira em março

Ficamos num hotel na Providencia chamado Diego de Velazquez. Achei bem fraquinho. Quarto com tudo velho, precisando urgente de uma reforma.

No mês de março de manhã cedo rolava um friozinho bem gostoso. À medida que o sol subia, ia esquentando e de tarde o calor era insuportável.
1º dia

Primeiro dia (tarde) foi livre. Todo o grupo resolveu ir pra um outlet, que diziam ter preços imperdíveis. Eu, como já caí nessa pegadinha em Buenos Aires, não caio mais. Já tinha em mente que queria conhecer um shopping especializado em esportes que fica no bairro Las Condes, no caminho das estações de esqui, o shopping Mall Sport. De fato o shopping é bem bacana, tem lojas especializadas em cada tipo de esporte, das coisas que não vemos por aqui. Tem uma área externa com um lago, piscina de onda e muro de escalada. Os preços não são atrativos, vale mais pelo passeio mesmo.
Área externa do Mall Sport

Aproveitando que estávamos em Las Condes, fomos ao shopping Parque Arauco. Falando assim parece que eu curto muito passeio no shopping não é? Pior que nem.. nunca vou ao shopping aqui no Rio. Mas até que o passeio foi bem agradável também, pois o shopping tem uma área externa com bares/restaurantes e nós sabíamos que todos os outros dias seriam ocupados pelos passeios, então este seria o único tempo disponível para comprar alguma coisa. No shopping tem algumas lojas legais, mas como não sou uma compradora ávida, não achei nada extraordinário. 

Dentro do shopping, encontramos um balcão que distribui um livro com cupons de descontos para turistas estrangeiros. Para isso, era exigido o passaporte e nós tínhamos deixado os nossos no hotel mas  conseguimos desenrolar o livrinho só com a nossa identidade (ah, o jeitinho brasileiro..). Com os cupons, conseguimos um bom desconto para comprar uma mala Samsonite bem mais barata que aqui no Brasil.
À noite o programa do pacote incluía um jantar no Restaurante Giratório. A vista é bem bonita, o cardápio mais ou menos (era peixe). Mas foi um programa legal. Ah, e o  giro do restaurante não te deixa tonto não.

2º dia

City tour pela cidade de Santiago. Na parte da manhã fomos ao palácio pra ver a troca da guarda. É meio chatinho, não tem nada demais. Fica bem cheio e a gente preferiu observar o movimento, reparar nas pessoas, nos cachorros de rua que eram lindos.. isso foi mais divertido que a cerimônia da troca da guarda em si.
Troca da guarda

Os street dogs de Santiago

Eu já tinha lido sobre os pontos que mais me interessavam em Santiago mas em grupo a gente tem que fazer o que o grupo faz né.. fazer o quê?

Depois o nosso bus deu um role pelo centro histórico e o guia ficou explicando sobre a origem dos prédios, apontando pra sedes do governo, faculdades blá, blá, blá.. ZzZzzZz. Também fomos ao parque Cerro San Cristóbal que dizem que dá pra ver a cordilheira, mas a cerração ou poluição, não sei dizer, do dia não deixou a gente ver nada. Mas vale a visita.
É.. não deu pra ver muita coisa..

O almoço do dia foi no Mercado Central. Realmente é muito chato quando vc chega lá e ficam mil caras te chamando pro restaurante deles. Mas é só fazer cara de paisagem e passar batido. Lá encontrei uns quiosques que vendiam souvenirs a preços mais camaradas e já garanti meus presentinhos ali mesmo.

Tentamos viabilizar a troca do nosso almoço já incluído no pacote por uma centolla (aquele carangueijo gigante), mas era impossível, o preço era absurdo. Os caras metem a mão mesmo, exploração ao turista na cara de pau. Desistimos da coitada da centolla e ficamos com o prato normal que era peixe.

De tarde visita à vinícola Concha y Toro. No início eu achei que fosse detestar esse passeio mas me surpreendi e achei o passeio muito legal. A vinícola fica a mais ou menos uma hora de viagem de Santiago. Chegando lá, nosso grupo se juntou à outras pessoas e o tour foi todo em espanhol. Primeiro é apresentado um vídeo contando a história da vinícola desde seu início até os dias de hoje. Depois começa o tour guiado que nos levou pra conhecer (por fora) a casa da família fundadora da vinícola, depois conhecer e degustar alguns tipos de uva. Essa parte do passeio eu resolvi pular pois o sol estava de rachar. 

Entrada da vinícola

A casa do patrão

A matéria prima

Aí vem a parte da degustação de vinhos. Começa pelos vinhos brancos. Depois a gente entra no lugar onde ficam armazenados os barris de vinho e o guia vai lá explicando tudo sobre temperatura, madeira do barril, mais um monte de coisas. 

Por fim, o guia nos leva numa câmara, abaixo do nível do chão, como se se fosse um calabouço. As portas se fecham e as luzes se apagam, aí vem uma voz assustadora contar a história do vinho Casillero Del Diablo. No fundo, tem umas portinhas com uma luz vermelha. Dizem que no fim da apresentação a sombra del Diablo aparece ali. Mas quando fomos o local estava em reforma e nós não vimos El Diablo. Mas mesmo assim foi muito divertido. No final mais uma degustação de vinhos, agora os tintos. A taça de degustação é brinde.

Bodegas

Entrada do "calabouço"

O "diablo" aparece lá no fundo, mas estava em obras

Imagina a sombra do diablo lá no fundo?

Na saída, terminamos na loja da vinícola, onde tem um monte de coisas bacanas pra comprar desde os vinhos que acabamos de degustar, até acessórios para bebida com a marca da vinícola. Compramos várias coisinhas super legais.

Coisinhas da loja da vinícola

À noite o jantar seria num restaurante, que nem lembro o nome, queria mesmo era saber qual era o cardápio e para minha surpresa: era peixe!! Falei pro maridão que peixe eu tava fora! Daí abandonamos o grupo e fomos dar uma volta pela Providência à noite, enquanto havia comércio aberto. Achei o bairro bem bacana. Depois jantamos Big Mac (santo Mc Donalds!).

3º dia

O roteiro do terceiro dia foi uma discussão engraçada. O programa inicial previa visitar mais uma vinícola, só que essa era no interior do Chile a umas 3 horas de viagem da capital. Como já tínhamos feito uma vinícola, achei que não precisava fazer outra e pior, mais distante ainda. Então pensamos em abandonar o grupo e alugar um carro pra fazer um bate-volta no litoral e colocar os pés no Oceano Pacífico ;)

A galera do grupo quando soube, comprou nossa ideia e começou a encher o saco do guia pra trocar o passeio, já que ninguém queria ir pra outra vinícola também. Por fim, o guia se deu por vencido e fomos todos pra Valparaíso e Viña Del Mar.

Valparaíso fica há mais ou menos 1:30h de Santiago. Nesse dia em Santiago o sol estava de rachar mas no meio do caminho, algum fenômeno metereológico rolou e o tempo virou de repente. Vinha uma neblina do mar muito forte que não dava pra enxergar nada!

Chegando em Valparaíso achei aquele lugar feio demais! Cidade portuária velha, suja, parece um favelão! Nossa, não sei de quem foi a ideia de fazer turismo ali. Primeiro nos levaram ao porto, onde tava rolando um funeral! (hein?!) e depois a um mirante num bairro histórico onde fica a casa de Pablo Neruda. Lá tinha uma feira de artesanato típicamente chinês, se é que vc me entende..

Ponto turístico de Valparaíso. Oi?

Hein?!

Mirante de Valparaíso

De Valparaíso fomos para Viña Del Mar, que é uma cidade de veraneio, tipo um Cabo Frio de lá. Bem mais simpática que Valparaíso, por sinal. As duas cidades ficam bem próximas, mal dá pra saber onde termina uma e começa a outra. Pra quem curte, a cidade possui um cassino, mas não cheguei a entrar nele. Almoçamos em um restaurante na beira da praia. E adivinhem qual era o prato?? Peixe!!

Orla de Viña del Mar

Cassino

Depois nos levaram a um trecho da praia mais adiante para que pudéssemos enfim colocar os pés no Pacífico. O tempo já não estava lá essas coisas e a água tava um gelo só! Mas valeu pela brincadeira de já ter molhado os pés em mais um oceano.
Praia em Viña del Mar

Pés no Pacífico

Por último nos levaram no museu Francisco Fonck, que tem uma estátua da Ilha de Páscoa verdadeira! Isso sim foi bem legal! Dizem que só existem duas delas fora da ilha, essa em Viña Del Mar e outra na Inglaterra, que foi roubada pelos ingleses na época da colonização da ilha (safados!). Vale muito a foto. Dali voltamos para Santiago.

Bacana!

À noite nos levaram para um jantar num restaurante chamado Bali Hai onde rolam umas apresentações sobre a cultura das diversas regiões do Chile, com maior destaque para a cultura polinésia. Eu achei bem nada a ver por que o Chile em nada me lembra essa cultura, a não ser pela Ilha de Páscoa que está a quilômetros de distância. Mas enfim.. Não gostei muito do show, achei bem chatinho. Ainda bem que foi de graça!
No dia seguinte retorno ao Brasil

Impressões Gerais

Eu adorei Santiago. Cidade moderna, bonita, limpa, com um povo educado e receptivo. Vale muito o passeio.

Entre Buenos Aires e Santiago, respondo sem pestanejar: Santiago!
A época que fui acho que não foi uma das melhores pra visitar a cidade, pois estava muito calor e o clima tava bem seco. Para alérgicos como eu é um sofrimento. Além do que no inverno a vista da cordilheira coberta de neve deve ser linda.
O passeio até o litoral é uma boa opção no verão, mas no inverno acredito que a melhor opção é ver neve na cordilheira pois é muito perto de Santiago. Mas esteja ciente que, pra quem mora do Brasil, um país com praias lindíssimas, lá vc não será surpreendido pela beleza natural.
Sobre o custo, não tenho muito como opinar pois como falei, viajei com tudo pago.
Compras: não achei nada com o preço atrativo, mas como disse, não sou daquelas pessoas que ficam caçando o que comprar. A galera que foi no outlet, disse que foi furada (eu já sabia!).

Valeu a pena?
Muito! Primeiro por que era tudo pago e de graça até ônibus errado. Segundo porque tive oportunidade de ter uma pequena amostra desse país tão interessante, com paisagens tão diversas. Com certeza voltarei.


**Data da viagem: março/2012


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