26/04/2014

Dicas de viagem para Curaçao

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Aí sim..

Curaçao é uma linda ilha banhada pelo mar do Caribe, que apesar de ser um país autônomo, faz parte do Reino dos Países Baixos (sim, aqueles que a gente conhece apenas como Holanda!). 

Possui praias lindíssimas e um clima perfeito: sol e calor quase o ano todo e fora da zona de furacões do Caribe. 

Para entrar na ilha não é preciso solicitar visto com antecedência, ele é concedido na hora. A língua oficial é o holandês, mas também fala-se inglês e papiamento, se você preferir!

A minha viagem

A viagem à Curaçao foi uma das minhas maluquices mais bem sucedidas. Eu estava em Aruba meio desanimada, primeiro pelo choque que senti entre a diferença da beleza natural de Los Roques e Palm Beach, depois por já ter conhecido a ilha toda em dois dias. Sem muita perspectiva aventureira para os próximos dias, decidi levantar acampamento e descobrir algo de bom pela redondeza.

Foi aí que tive a brilhante ideia de ir pra Curaçao! Corri pro hotel e comecei a pesquisar passagem, hotel, carro, os passeios e as praias. Eu tinha dois dias inteiros e o custo da empreitada não ficava tão alto. Então, quem tá na chuva é pra se molhar.. Partiu Curaçao!!!

Como chegar

Saindo do Brasil, algumas empresas operam o trecho com conexões: Avianca, Copa ou American Airlines (necessita de visto americano).

Como eu fui a partir de Aruba, minha passagem foi comprada pela DAE que além de ser era (que eu acabei de descobrir que faliu!) mais barata que a concorrente InselAir, tinha uns horários melhores para minha empreitada. 

A minha chegada (com emoção)

Cheguei bem cedo no aeroporto de Aruba, porque precisava passar na locadora antes pra avisar que o carro ficaria “abandonado” no aeroporto dois dias e que eu voltaria para resgatá-lo. Já havia avisado o meu hotel sobre esse "sumiço" na noite anterior.

Fiz o check in na DAE e fui tomar um café na lanchonete do aeroporto. De repente nossos nomes começaram a ser anunciados no microfone, não entendi nada (além dos nossos nomes, é claro..) porque ainda faltavam uns 20 minutos pra começar o embarque. Aí, vem a aeromoça da DAE catando a gente no meio do saguão dizendo que todos os passageiros já haviam chegado por isso o avião ia sair antes (hein?!?!). Bem, pelo menos eles não nos deixaram pra trás né.. larguei o café pra lá e corri pro avião. 

Nota mental: sempre preste atenção nos avisos dos alto-falantes de aeroporto! 

Momento desapego 1: Confesso que sempre tive um medinho de voar. Ir pra Los Roques foi uma super prova de resistência. E quando achei que já tinha superado o trauma vem essa DAE querendo testar meu desapego com a vida: um avião turbo hélice mais velho do que eu, todo se estalando.. Sorte que o voo foi rápido e eu sobrevivi a mais um voo com emoção!

Momento desapego 2: Malas abandonadas no hotel de Aruba, fui pra Curaçao já vestida com roupa de praia e com uma mochila com duas mudas de roupa pra cada um. Mais o dinheiro, passaporte, câmera e iPhones (todos, itens de sobrevivência indispensáveis).

Como se locomover

Pra fazer turismo em Curaçao a única opção viável é o carro, seja ele alugado ou em excursões. O transporte público na ilha é precário e não atende a todas as localidades.

Eu achei bem complicado andar de carro em Curaçao. Não por causa do trânsito e nem nenhuma outra peculiaridade.. Falta sinalização mesmo! Caramba que lugar de doido, não tem placa pra lugar nenhum!

Saindo do aeroporto, ainda dei mole de pegar a direção errada e daí pra frente foi um parto pra entrar no caminho certo. Perdi muito tempo rodando sem rumo! E o pior, eu só encontrava galera local pra pedir informação e ninguém falava inglês, só papiamento! Que sufoco! Portanto recomendo demais o uso de GPS (seja ele de celular ou da locadora).

 
Mapa de Curaçao

Hospedagem

Pra escolher sua hospedagem em Curaçao você precisa escolher se prefere praia ou facilidades. Digo isso pois não é possível juntar as duas coisas: ou você fica em um hotel simples na praia ou mesmo em um resort bacana mas afastado de tudo ou se hospeda no centro, onde fica o comércio em geral mas é afastado das praias. Não tem muito jeito.. 

Como meu tempo era curto, preferi ficar com a opção das facilidades e me hospedei na capital da ilha, Willemstad.

Como saí do aeroporto direto pra praia, só fui procurar meu hotel no fim do dia e aí bateu o desespero. Já era noite e no centro de Willemstad quase não se via uma viva alma e pra piorar eu nem sabia falar o nome da rua do hotel, que era “Scharlooweg”. Tinha noção da região do centro onde ficava o hotel, mas rodei o centro várias vezes e nada.  Como eu desejei ter um GPS nesse momento..

Foi quando encontrei um hotel bem grande e resolvi entrar pra perguntar na recepção se eles poderiam me ajudar. Eu devia estar com a maior cara de desespero, pois o rapaz da recepção, muito gentil por sinal, ainda brincou comigo: “Poxa, você veio de um país tão grande como o Brasil pra se perder nessa ilha tão pequena..” Pois é, veja só como são as coisas.. Já havia passado perto do meu hotel várias vezes.. Mas é que aqueles nomes de rua em holandês realmente não facilitam a vida de ninguém!!

O hotel escolhido era muito bom, o The Ritz Studios. Na verdade era um misto de tudo: no mesmo terreno tinha o hotel, casas pra alugar, um restaurante na frente, um mercado na parte interna e até uma faculdade de medicina!! Tudo isso no mesmo espaço, muito louco! A dona, uma holandesa muito simpática, falava pelos cotovelos e nos deu todas as dicas de Curaçao em apenas 20 minutos de conversa. 

O quarto, na verdade um estúdio, era bem grande e tinha uma mini-cozinha. Como estava muito cansada de toda a aventura do dia, comprei uma massa dessas semi prontas, no mercadinho do hotel mesmo e por ali fiquei. A única coisa que quebrou o encanto do hotel é que não tinha chuveiro quente. Quase morri!

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Parte interna do Ritz



Pra consultar outras opções de hospedagem, clique aqui. Mas lembre-se sempre de ficar atento às avaliações, ok? 😉


Montanto o roteiro

Bem, em dois dias não há muito o que se pensar né. É priorizar o principal e deixar de fora algumas atrações, não tem jeito.

No primeiro dia, depois de perder um tempão, literalmente perdida pelas estradas de Curaçao, encontrei o caminho certo e fui fazer o circuito das praias do lado oeste da ilha. As praias dessa região são lindíssimas, todas com aquele azul caribe surreal!

Praias

Como tinha pouco tempo, em algumas praias parei mesmo só pra bater um foto e nas melhores/mais bonitas parei pra curtir um pouco, dar um mergulho etc. No final do dia, mesmo com a pequena correria do começo, deu pra fazer o roteiro quase completo deste lado da ilha. 

Keneppa Chiki

A primeira praia visitada foi Keneppa Chiki. Ela é bem bonita, com uma estrutura bem básica. Não tinha bar/restaurante e estava bem vazia.

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Keneppa Chiki
Nesta praia eu vi uma cena estranha: tinham alguns policiais armados e não entendi se eles estavam matando serviço ou se estavam garantindo a segurança da praia. Como carioca cismada que sou, achei aquilo esquisito e depois do mergulho inaugural parti pra próxima praia.

Keneppa Grandi

A praia de Kennepa Grandi é fenomenal! Não é à toa que é a praia mais conhecida da ilha e também a mais movimentada.  A faixa de areia é média, possui bar/restaurante e algumas cabaninhas para uso dos banhistas.
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Vista do mirante

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Um azul surreal

Com o tempo corrido, nas praias seguintes só deu pra dar uma passadinha rápida mesmo pra conhecer e bater foto.

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Playa Jeremi

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Playa Kalki

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Playa Lagun
Essa era linda! Com um restaurante no alto com uma super vista

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Playa Santa Cruz
Lindíssima. Com um rio que desemboca no canto direito. Tem estrutura completa.

Cas Abao

Outra praia que fiz uma pausa foi a Cas Abao. A praia é particular e portanto, a entrada é paga. Não lembro quanto era (foi mal!), mas não era caro e vale cada centavo. A praia é linda e conta com uma estrutura completa.
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Cas Abao

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Pontinha de Cas Abao

Port Mari

Mais uma da série "praias imperdíveis" em Curaçao é a de Port Mari. Também particular, também com entrada paga. Como cheguei nela mais pro fim de tarde, nem nos cobraram o ingresso. Achei bem bonita e conta com uma estrutura super bacana.

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Port Mari

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Mais uma de Port Mari

Daaibooi

Pra fechar o dia com chave de ouro, cheguei em Daaibooi. Essa era uma praia pública com entrada liberada. Tem bar, mas como cheguei bem no fim de tarde já estava fechando.Acabei ficando nela pra curtir o pôr do sol.

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Daaibooi

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Esperando o grande momento

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Curaçao foi amor à primeira vista. E que vista!

O Segundo Dia

No dia seguinte e o último em Curaçao, minha dúvida era: ir para Klein Curaçao, dica da dona do hotel, que é uma pequena ilha perto de Curaçao com praias lindíssimas ou ficar por ali mesmo, conhecer o centrinho, dar um pulo no Sea Aquarium, conhecer mais uma ou outra praia ali por perto mesmo. 

Bem, avaliei que depois de quase duas semanas de praias lindíssimas, Klein Curaçao seria “apenas” mais uma e além disso o passeio de barco durava o dia inteiro, com isso eu ficaria presa. Optei então por ficar em Curaçao mesmo e conhecer mais um pouco da ilha.

Posso dizer que a escolha foi perfeita. De manhã cedo dei um rolé pelo centro histórico, que é uma graça. Tomei café na beira do canal que divide a capital entre Punda e Otrobanda e fiquei ali observando o trânsito naval.

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Mercado Flutuante

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Café da manhã no canal

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Olha o trânsito

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Entre Punda e Otrobanda

Depois parti pra conhecer um complexo de hotéis, restaurantes, bares, beach clubs e parque aquático (ufa!) que fica um pouco afastado de Willemstad, seguindo na direção leste. Depois de umas perdidas básicas curti um pouco da Mambo Beach, uma simpática praia artificial dentro do complexo.

Mas se eu não tivesse lido antes que era praia artificial, eu nem saberia.

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Mambo Beach

Depois da praia fui ao Sea Aquarium, que fica no mesmo complexo. A entrada é paga, veja os preços atuais aqui. Não é baratinho pra uma dar uma volta sem pretensão, mas eu achei bacana a interação com os animais. Depois de tanta praia, eu queria mesmo era fazer coisas diferentes. E foi bem legal.

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Entrada do Sea Aquarium

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Primeiro alimentando as arraias

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Depois os flamingos

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E os tubarões lixa (essa eu deixei pro maridão)

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Um simpático leão-marinho fazendo graça

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E no fim o show com os golfinhos

No fim de tarde voltei para Willemstad pra curtir o pôr do sol na beira do canal tomando uma Amstel e fiquei ali observando a ponte flutuante abrindo, fechando (acho que de manhã ela não funciona). Era engraçado ver a correria do pessoal que estava atravessando a ponte quando de repente tocava o alarme avisando que a ponte ia abrir. 

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Olha a ponte se movimentando

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Tá quase

Fechou! Passagem liberada

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Excelente fim de tarde em Curaçao

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Vista noturna de Punda

Fiquei mais essa noite em Curaçao e no dia seguinte retornei pra Aruba.

Missão cumprida com êxito!

Impressões Gerais

No quesito beleza natural Curaçao dá de mil em Aruba. As praias de lá são lindíssimas e pra quem faz mergulho me pareceu o lugar perfeito para prática do esporte.

Carro é indispensável pra rodar a ilha, porém dirigir em Curaçao é uma tarefa que exige paciência pois é fato que, sem GPS, você irá se perder muitas vezes.
O custo me pareceu muito mais em conta do que em Aruba. Lá é possível encontrar opções de hospedagem e alimentação para todos os bolsos.

Recomendo muitíssimo montar base em Curaçao e fazer bate-volta pra Aruba (e não o contrário, como eu fiz).

O tempo nem preciso dizer que foi curto. Recomendo no mínimo uns 4 dias em Curaçao. Assim dá pra conhecer Klein Curaçao e fazer o roteiro de praias da parte oeste com mais calma.

No quesito compras, por causa do pouco tempo, não deu pra olhar muita coisa, mas me pareceu que havia pouca opção. Assim como em Aruba, vi muitas lojas de eletrônicos.

Um povo extremamente receptivo. Fui bem recebaos no hotel, na praia, nos restaurantes, nas lojas, enfim, em todos os lugares que estive. Diferente da impressão que fiquei de Aruba.

Se tiver oportunidade vá sem medo de ser feliz!


**Data da viagem: abril/2012

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